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Torcedoras do Bahia exigem retratação de Bellintani sobre possível contratação de Jean

Foto: Heber Gomes / Atlético-GO

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Um dos pontos tratados na entrevista do presidente Guillerme Bellintani, na última quarta-feira, apresentando o planejamento traçado pelo Bahia para 2021, ressoou negativamente – sobretudo entre as torcedoras do Esquadrão de Aço.

Isso porque, questionado na coletiva sobre uma possível interesse do clube em Jean, Bellintani não descartou a contratação do goleiro, formado nas categorias de base do Tricolor, mas que esteve envolvido em um episódio de violência doméstica há pouco mais de um ano. O dirigente, ainda, afirmou que “naturalmente cada um tem que responder pelos seus atos”, mas que “jamais seria o julgador de ninguém”.

Como resposta ao depoimento do mandatário (veja, na íntegra, abaixo), dezenas de torcedoras do Bahia se mobilizaram nas redes sociais na manhã desta quinta-feira, usando a tag “Poderia ser eu”, exigindo retratação de Bellintani. E mais: alertando que a Bahia é o estado com maior índice de feminicídio no Brasil.

Curiosamente, o Bahia é um dos clubes do Brasil que mais discute e se engaja na luta contra problemas sociais, tais como racismo, homofobia e, não diferentemente, violência contra a mulher. Em março de 2020, inclusive, o Esquadrão lançou uma campanha assumindo compromisso dos jogadores pelo fim da violência contra a mulher, usando o lema “Violência contra a mulher é cartão vermelho”.

O depoimento de Bellintani, na íntegra, sobre Jean.

“A gente não comenta contratação, então não vou comentar nenhuma contratação específica. Mas naturalmente aproveitando eu devo dizer que Jean, na verdade, tem uma história dentro do clube, uma história e formação de base e se revelou aqui dentro. Tem um carinho grande pelo Bahia e tem uma marca muito forte recente que foi a agressão forte que ele teve contra a esposa, que vai marcar a carreira dele a vida inteira. Mas eu acho que naturalmente cada um tem que responder pelos seus atos e eu jamais serei o julgador de ninguém, não sou daqueles que acha que se alguém errou em determinado momento, esse erro tem que carregar para a vida toda e não pode mais trabalhar, desenvolver sua profissão. Eu sou contra, absolutamente contra, de que o ser humano, por mais grave o erro que ele possa ter cometido, ele tem que levar isso como pena durante a vida inteira. Eu não acredito nessa forma de ressocialização e recuperação de pessoas”, disse.

O que aconteceu

Em dezembro de 2019, Jean, à época jogando no São Paulo – que rescindiu contrato com o jogador após o ocorrido -, viajou com a família para Orlando nas férias e lá, em desentendimento com a então companheira, Milena Bemfica, desferiu oito socos em seu rosto.

Milena publicou um vídeo nas redes sociais relatando a agressão. Em seguida, o goleiro foi detido e preso por violência doméstica, mas acabou liberado pouco tempo depois, após comparecer a uma audiência.

Reprodução/Instagram

A mobilização das torcedoras do Bahia

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