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Retrospecto, cofres e descanso: o peso da Copa do Brasil para o Sport

Duelo contra a Juazeirense vale muito para o Leão, que vem dando vexame nos últimos anos no torneio

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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Em tese, enfrentar um adversário três divisões abaixo, tendo a vantagem do empate e em um estádio sem torcida, poderia soar como um duelo minimamente tranquilo, especialmente para uma equipe da elite. É possível dizer, porém, que este não é o caso do Sport diante da Juazeirense, nesta quarta-feira, no estádio Adauto Moraes, pela primeira fase da Copa do Brasil.

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Isso porque para o Leão o grau de importância é maior do que a descrição acima sugere e alguns fatores ajudam a ilustrar isso, tanto pelo ponto de vista histórico quanto logístico do clube ao se preparar para o compromisso nacional. Confira abaixo.

Descanso 

No final de semana pela Copa do Nordeste, o Sport não poupou apenas os titulares que voltaram de recesso, mas também os reservas e, além disso, os principais jogadores do sub-20, cuja base da equipe enfrentou o CRB. A razão foi evitar o desgaste do time principal e possíveis lesões, além de prepará-los melhor – tanto é que nem os suplentes foram a Maceió para completar o treinamento no clube.

A nível de comparação, por exemplo, o Bahia, que encerrou a Série A no mesmo dia do Sport e também deu recesso aos jogadores, entrou em campo com força máxima na noite do último sábado diante do Botafogo-PB. E o Esquadrão joga pela Copa do Brasil já nesta terça, um dia antes do clube pernambucano. 

Retrospecto de eliminações precoces

O Sport vem de três vexames consecutivos na competição, sendo os dois últimos no mesmo cenário do jogo desta quarta: time favorito e com a vantagem do empate. Onde sucumbiu.

Em 2020, o Leão caiu para o Brusque, sendo derrotado por 2 a 1. Já em 2019, foi eliminado para a Tombense-MG, sofrendo um 3 a 0. Por fim, em 2018, o duelo foi pela segunda fase onde não havia vantagens, contudo, na Ilha, após abrir a 3 a 0, o Sport sofreu o empate do Ferroviário em 15 minutos e saiu nos pênaltis.

Diretor de futebol do clube, Augusto Caldas reconheceu que o clube precisa retomar as boas campanhas que costuma ter na competição – algo que vai além do título de 2008.

“O Sport tem histórico na Copa do Brasil. Na primeira edição (1989) fomos vice, já fomos para as quartas, semi. Nos causa muito interesse e para a torcida (o torneio). Espero que a gente não tenha nenhum tipo de problema. Estamos acreditando muito que iremos sair com a classificação”, avaliou.

Cofres 

De 2017 para cá, as cotas de premiação foram muito inflacionadas. E não param de crescer. Neste ano, só por participar da primeira fase, o Sport já levou R$ 990 mil. Em caso de classificação contra a Juazeirense, arrecada mais R$ 1.07 milhão – e as premiações seguem sendo elevadas fase a fase.

O que significaria um mínimo alívio aos combalidos cofres do clube, envolto em crise financeira e convivendo com processos, penhoras e até ações na Fifa, como o ‘caso André’, que gira em torno de 907 mil euros (cerca de R$ 6 milhões de reais na cotação atual).

“Precisamos esse ano ir o mais longe possível para dar uma respiro financeiro para o clube, deixá-lo mais tranquilo de se administrar”, disse Augusto Caldas.

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