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Técnico do CRB desabafa sobre indefinição na Copa do Brasil: “Faltou bom senso e inteligência”

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Em compasso de espera enquanto aguarda uma definição da CBF sobre a data e o local da partida contra o Goianésia, pela primeira fase da Copa do Brasil, o técnico do CRB, Roberto Fernandes atendeu, por telefone, a reportagem do NE45 e comentou sobre a situação de incerteza vivida pelo clube. 

O jogo deveria ocorrer nesta quarta-feira (17), mas foi adiado pela CBF por conta do decreto do governo de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) que proíbe jogos de futebol no estado pelos próximos 14 dias como forma de conter o avanço da Covid-19 e, até a publicação dessa matéria, ainda não foi confirmado quando e onde será realizado. Segundo Roberto Fernandes, há uma tendência de se levar a partida para o Distrito Federal, onde, porém, o futebol também está suspenso.  

A delegação do CRB deixou Maceió às 5h da manhã de segunda-feira (15) em direção à Brasília. Na capital federal, os jogadores realizaram um treino à tarde nas dependências do Brasiliense e na manhã da terça-feira (16), embarcarem para Goianésia, cidade a 175 quilômetros da capital Goiânia. A comunicação do adiamento da partida foi publicada apenas às 22h, após o treinador ter dado a palestra aos atletas visando o confronto.

“De lá para cá a única informação segura que nós temos é que não vai ser aqui (em Goianésia)”, pontuou. “Estamos aguardando orientações se o jogo vai ser amanhã (18) em Brasília. Porque o futebol em Brasília também está fechado, mas ele reabre na segunda-feira e estão tentando abrir uma exceção. Para isso está se mostrando todos os protocolos e que todos os profissionais estão testados. Se não houver esse acordo, acho que o jogo vai ser cancelado”, projetou Roberto Fernandes.

O treinador regatiano foi enfático em defender a realização da partida, no mais tardar até a sexta-feira, mesmo admitindo que todo o planejamento do clube já foi comprometido.

“Nós queremos que o jogo aconteça. A sinalização de momento é que o Campeonato Alagoano não vai parar, mesmo com o endurecimento do decreto feito pelo Governo de Alagoas. A Copa do Nordeste também não há sinalização de paralisação. Com isso, se esse jogo da Copa do Brasil for adiado, vai imprensar meu calendário mais na frente. Como eu jogo na Copa do Nordeste no domingo à noite contra o Botafogo-PB (em Maceió), se esse jogo contra o Goianésia for marcado até a sexta-feira, dá para segurar. Até porque estamos aqui mesmo e tudo isso já arrebentou minha programação”, analisou.

“Faltou, para variar, conhecimento e sobrou incompetência. Porque você está com uma delegação que saiu do Nordeste e veio para o Centro-Oeste com todo mundo testado. O Goianésia está com todo mundo testado. No estádio só vai ter pessoas credenciadas e também testadas. Então não teria problema nenhum do jogo acontecer. Porque não aconteceu? Por ignorância e incompetência. A pessoa manda fechar e não sabe nem porque fecha, nem porque abre. Faltou bom senso, inteligência e competência. Se o governo está vendo que a coisa está se direcionando para um lockdown ele não pode deixar se chegar na véspera da partida para dizer que não pode ter depois que as delegações já chegaram na cidade. Esse jogo não é uma pelada de várzea”, desabafou.

Contra a paralisação do futebol

Dessa forma, Roberto Fernandes também se mostrou contra a paralisação da modalidade no País, mesmo no pior momento da pandemia em todo território nacional. O treinador defende a tese de que o futebol é um ambiente seguro contra a Covid-19.

“O futebol tem protocolos seguros e gosto muito de usar as estatísticas. No Brasil quem o Covid pegou no futebol foram dois treinadores. O Marcelo Veiga e o Ruy Scarpino (ambos falecidos por conta da doença), ambos com obesidade mórbida, vida desregrada e sedentária. Agora você pega no mundo do futebol qual o caso de um jogador que foi para a UTI? Não tem. Quando o cara faz o teste e tem a suspeita, ele é afastado por 15 dias. Se tem alguma coisa segura e que segue os protocolos é o futebol. Não vejo porque parar”, avaliou o treinador, que também apontou a questão econômica.

“No ano passado, quando o futebol parou, você não tem ideia de quantas ligações eu recebia, Brasil afora, de jogadores que tinha trabalhado comigo, roupeiros, massagistas, as tias da cozinhas me pedindo cestas básicas. Para cada Gabriel Jesus tem uma camada f…A realidade do futebol é de jogadores que ganham R$ 1.500. Você acha que um cara desse tem reservas ou que sabe fazer outra coisa na vida?”, encerrou Fernandes.

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