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Rodrigo Pimpão, do CSA, e Alan Cardoso, do Santa Cruz Rodrigo Pimpão, do CSA, e Alan Cardoso, do Santa Cruz

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CSA se impõe contra fragilidades do Santa Cruz e vence duelo pela Copa do Nordeste

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

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O CSA fez valer a sua melhor condição técnica e, aproveitando as fragilidades do Santa Cruz, venceu o jogo por 2 a 1 no estádio do Arruda. O artilheiro Dellatorre marcou dois para o Azulão, enquanto Chiquinho diminuiu para o Tricolor. Uma vitória justa, com imposição alagoana, onde se mostrou ser um time mais ajustado do que os donos da casa. Apesar de ser um time com mais vontade, que contou com algumas boas atuações individuais de peças, outras destoaram e expuseram, mais uma vez, as fragilidades do elenco coral.

Com o resultado, o Santa Cruz segue na lanterna do Grupo A da Copa do Nordeste com quatro derrotas em quatro jogos. Nenhum ponto somado. O CSA venceu sua primeira partida na competição e subiu para seis pontos, momentaneamente no quarto lugar. Para se manter no G4, precisa secar ABC e Botafogo-PB, que jogam neste domingo (21).

Confira a classificação da Copa do Nordeste

Falha bem aproveitada

O primeiro tempo já começou com o CSA mostrando sua qualidade. Após erro grotesco de Augusto Potiguar na saída de bola, Iury Castilho retomou e cruzou na cabeça de Dellatorre, que se antecipou e abriu o placar aos quatro minutos de jogo. O tento saiu a partir da marcação alta imposta pelos alagoanos, algo que os donos da casa também passaram a implementar e tiveram proveito. Os erros de passe na saída de jogo eram presentes nas duas equipes, só que a qualidade individual no setor ofensivo azulino se sobressaiu.

O Santa Cruz chegou bem aos 12 minutos com Alan Cardoso, que chapelou o adversário e, mesmo com pouco ângulo, chutou forte e exigiu bela defesa de Thiago Rodrigues. O Tricolor tentava se impor, principalmente por precisar da vitória para tentar se manter vivo na Copa do Nordeste. Contudo, faltava qualidade lá na frente. Vale destacar que Alan Cardoso e Madson – estreante – eram as principais válvulas de escape corais para quebrar as linhas do Azulão, que se mantinham bem postadas para aproveitar os contra golpes oferecidos pelo Mais Querido.

Azulão é mais perigoso

Numa dessas brechas, Silvinho recebeu com liberdade pela esquerda, limpou para o meio e bateu forte para bela defesa de Jordan, aos 22 minutos. No lance seguinte, em cobrança de escanteio, a bola ficou viva na pequena área e Iury Castilho mandou por cima da meta. Melhor postado, o CSA conseguiu subir novamente suas linhas de marcação e criou mais uma chance aos 34 ao roubar a bola lá na frente. Iury recuperou, fez a jogada, cruzou e William Alves cortou mal. No rebote, Rodrigo Pimpão bateu forte e Jordan salvou o Santa Cruz novamente.

O Tricolor voltou a levar perigo somente aos 38, quando Madson se livrou de dois pela direita, bateu forte e o goleiro mandou para escanteio. Primeira etapa que deixou clara a disparidade técnica entre as duas equipes, mesmo que os recifenses mostrassem mais vontade do que em jogos anteriores.

CSA aperta e amplia

As duas equipes mantiveram a postura de ter as linhas altas, tentando roubar a bola na frente no campo adversário. Porém, o Azulão resolveu apertar o ritmo e, desta forma, ampliou a vantagem com justiça. Aos sete minutos, Dellatorre recebeu dentro da área, tabelou com Pimpão e mandou no ângulo direito de Jordan. Bastou aos CSA acelerar a jogada que o Santa Cruz acompanhou passivamente, sem reação. Nessa pisada, quase saiu o terceiro aos nove, quando Pimpão cruzou a meia altura, com força, e o goleiro coral conseguiu tocar de leve na bola, evitando o cabeceio de Dellatorre, o artilheiro da noite.

Santa Cruz esbarrava nas suas limitações

Mesmo com o 2 a 0, o técnico João Brigatti colocou o Santa Cruz para cima. Tirou um volante e colocou um meia, na tentativa de ganhar campo e criar mais oportunidades. Cheio de garotos em campo, o Tricolor tinha vontade, brigava pela bola, mas a defesa alagoana seguia tranquila sem tomar sustos. Com o placar controlado, o comandante azulino, Mozart, fez as demais alterações na equipe, que acabou baixando o ritmo. 

Falha da defesa visitante

Da maneira que o jogo estava, com o placar controlado, o CSA baixou a guarda e o zagueiro Fabrício falhou na defesa. Perdeu a bola para Arian, que tentou driblar o goleiro e foi derrubado. Na cobrança, aos 41 minutos, Chiquinho diminuiu. Um gol achado, que acabou não sendo suficiente para conquistar o empate. Enquanto o Azulão teve sua primeira vitória na Copa do Nordeste, o Santa Cruz acumulou sua quarta derrota consecutiva.

Ficha do jogo

Santa Cruz

Jordan; Augusto Potiguar, William Alves, Célio Santos e Alan Cardoso; Caetano (Ítalo Henrique), Karl (João Cardoso) e Chiquinho; Madson (Arian), Pipico (Felipe Almeida) e Léo Gaúcho (Marcel). Técnico: João Brigatti.

CSA

Thiago Rodrigues; Norberto (Cristovam), Lucão, Fabrício e Vitor Costa; Geovane; Gabriel (Ítalo), Silvinho (Marco Túlio), Iury Castilho e Rodrigo Pimpão (Silas); Dellatorre (Bruno Mota). Técnico: Mozart.

Local: Estádio do Arruda, no Recife-PE. Gols: Dellatorre, aos 4’ do 1ºT e 7’ do 2ºT (CSA); Chiquinho, aos 42’ do 2ºT (SCZ). Cartões amarelos: William Alves (SCZ); Fabrício, Gabriel e Thiago Rodrigues (CSA).

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