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Direção do Sport explica rejeição a eleição remota: ‘Segurança’

Segundo Carlos Frederico, nenhuma empresa garantiu que seria, de fato, aquele determinado sócio no ato do voto

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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A rejeição do Sport em realizar a eleição para o biênio 2021-2022 de forma virtual ocorre por motivos de segurança, segundo o presidente em exercício, Carlos Frederico. De acordo com ele, o lado financeiro para a recusa do pleito online foi algo que pesou apenas inicialmente, com o clube conseguindo, depois, encaixar no orçamento.

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A partir de então, o Sport fez consultas à empresas para viabilizar a eleição remota, entretanto, nenhuma delas, segundo afirmou o atual mandatário, conseguiu assegurar ao clube que, de fato, seria aquele determinado associado a realizar o ato do voto, explicou.

“A questão das eleições virtuais não tem a ver somente com orçamento, tem a ver que nenhuma empresa que contatamos me garantiu que dando uma senha ou acesso ao sócio, aquele que estará votando é realmente a pessoa (apta) a votar. Eu dou uma senha para o sócio, quem me garante que o filho dele não vai pegar a senha dele e votar por ele?”, indagou.

“Aí vai, vota e faz um voto diferente do que o pai queria, do que o avô queria. Só se eu tivesse reconhecimento facial, leitura de digital para garantir que o sócio lá do outro lado é aquele titular, não é ninguém votando por ele. Então por não ter nenhuma empresa que tenha apresentado para nós um orçamento ou um sistema que me garantisse isso, que eu poderia ter uma câmera do outro lado filmando… imagine eu fazer isso com três mil pessoas?”, acrescentou o presidente em exercício.

A votação virtual foi uma reivindicação dos torcedores e de parte dos candidatos da oposição desde o fim do ano passado, diante da indefinição da eleição por conta da pandemia da Covid-19, e que ganharam ainda mais força com os sucessivos adiamentos do pleito neste ano.

Atualmente, a eleição do Sport está prevista para ocorrer no dia 9 de abril, na Ilha do Retiro, através do formato drive-thru, presencialmente. Para ser confirmada, o clube aguarda o aval da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que ainda avalia a proposta. Por fim, Carlos Frederico reiterou o fator da confiabilidade.

“Questão de segurança. Nenhuma empresa me deu um sistema 100% a prova de fraudes, 100% garantindo que o sócio que está votando do outro lado vai ter um reconhecimento digital, facial, de que é ele mesmo que está votando e não uma pessoa votando por ele”, afirmou.

“Para não permitir que terceiros votem no lugar do sócio e haja uma possibilidade de fraude grande e depois, esses mesmos que estão exigindo eleição virtual, vão ser os mesmos a judicializar para dizer que houve fraude, gente votando por outra pessoa”, concluiu o atual mandatário.

Durante a última Série A, no fim do ano passado, o Sport foi o único entre 11 equipes com eleição previsto para dezembro que não realizou o pleito. Alguns utilizaram o modo integralmente remoto, como o Internacional; outros em uma forma mista, como o Bahia; e o Corinthians, que realizou 100% de maneira presencial.

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Após conjecturas de adiamento para janeiro e até antecipação para novembro, o clube havia conseguido liberação do Corpo de Bombeiros e confirmado o pleito para a segunda quinzena de dezembro, como prega o estatuto, inclusive com divulgação da lista de sócios e Comissão Eleitoral.

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Porém, no dia 30 de novembro, o Conselho Deliberativo (CD) convocou uma reunião extraordinária para discutir a possibilidade de adiamento da eleição após solicitação feita pelos Conselheiros Natos – composto por ex-presidentes –  com manifestação da Diretoria Executiva.

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A justificativa, na ocasião, foi de que seria importante manter o ambiente do clube ameno sem interferência política para não atrapalhar a equipe no Brasileirão, além da questão sanitária por conta da Covid-19. E, por ampla maioria, o CD aceitou e postergou o pleito para após o fim da Série A, cuja última rodada ocorre apenas no dia 24 de fevereiro. 

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Porém, o assunto estava longe de ser encerrado.

Pouco depois, no início de dezembro, os opositores Eduardo Carvalho e Nelo Campos ingressaram com pedidos de liminar e, apesar de o Sport ter entrado com petição para evitá-las, a Justiça aceitou – curiosamente, foi o mesmo juiz, Dario Rodrigues Leite de Oliveira, em ambos os casos.

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Na decisão, o magistrado determinou que o pleito ocorresse conforme anunciado pelo clube em edital, ou seja, no dia 18 de dezembro, das 8h às 18h, respeitando os protocolos preventivos ao coronavírus e podendo até ser feito de forma virtual. Além disso, afirmou, em caso de descumprimento, que o Sport está sujeito a multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil.

Veja decisão do Juiz Dário Rodrigues Leite de Oliveira. Foto: Reprodução

Em seguida, o Sport emitiu uma nota afirmando que vai entrar com um recurso contra as liminares, objetivando que o pleito ocorra ao fim do Brasileirão. De acordo com o comunicado do clube, na ocasião, não é prudente a realização da assembleia presencialmente, enquanto a votação online tem um alto custo, além do banco de dados “ser frágil e sem preparo para este tipo de operação”.

Só uma liminar é derrubada

No TJPE, apenas a liminar do candidato da oposição, Nelo Campos, foi derrubada e por embargos de declaração, o que durou poucos dias. A do opositor Eduardo Carvalho seguiu o tempo todo de pé, assim como a de Nelo voltou a vigorar logo em seguida, mas sem novas atualizações no processo.

Adiamentos

Marcada anteriormente para 5 de março, o pleito não ocorreu por conta da Covid-19. Remarcado para dia 18 de março no mesmo contexto, voltou a ser suspensa novamente pela questão sanitária. Agora, fica a expectativa pelo dia 9 do próximo mês.

Chapas

Sport de Primeira (situação): Milton Bivar (presidente) e Carlos Frederico (vice)
Juntos pelo Sport: Delmiro Gouveia (presidente) e Marcos Cabral (vice)
Sport na Raça: Nelo Campos (presidente) e Leonardo Lopes (vice)
Uma razão para viver: Eduardo Carvalho (presidente) e Aracy Bibiano (vice)

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