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Jogo aéreo, saída e encaixe: os desafios para o novo técnico do Sport

NE45 avalia os principais pontos que o Leão precisa melhorar para voltar minimamente aos trilhos em 2021

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife
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Sport e Dorival Júnior possuem interesse um no outro mas ainda não é certo que o técnico chegará ao clube – as partes negociam – para substituir Jair Ventura, demitido há um dia. Certeza, entretanto, se tem, independentemente de quem venha a assumir o time, em relação à necessidade de melhora da equipe nas quatro linhas, que acumula apenas três vitórias em 12 partidas e duas eliminações vexatórias (uma na Copa do Brasil e uma na Copa do Nordeste) neste início de temporada.  

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Nesta matéria, a reportagem NE45 traz uma análise acerca das fragilidades mais latentes nas atuações do Sport em 2021 e que precisam ser corrigidas para o Leão voltar minimamente aos trilhos. Confira, tópico por tópico, abaixo.

Bola aérea 

Setor mais confiável durante a última Série A, com grandes atuações dos pilares Maidana e Adryelson, a zaga do Sport não vem passando a mesma segurança neste começo de temporada. Mais precisamente, diga-se, na bola aérea. Afinal, foram oito gols sofridos a partir deste fundamento, onde, apesar de algumas partidas terem tido jogadores do sub-20, os mais chamativos ocorreram diante do Ceará, Juazeirense e Santa Cruz (Estadual), exibições da equipe principal.

A questão aqui, diga-se não é a qualidade individual, já que a dupla citada tem rendimentos comprovados na elite nacional, mas o encaixe. A marcação por zona de Jair Ventura não vinha dando resultado – os gols diante do Vozão mostram jogadores subindo sozinho para cabecear e outros livres na área, por exemplo. Certamente será uma das prioridades do novo comandante leonino, já que um time frágil defensivamente tende a não vencer jogos.

Saída de bola 

A necessidade de pelo menos um segundo volante no Sport é algo que vem desde a última Série A, mas ficou ainda mais acentuada neste início de temporada. E algumas questões mostram isso. Primeiro, o fato de o Leão ser, na maioria dos jogos – pela superioridade -, o time a tomar a iniciativa das partidas, o que escancara a limitação da equipe em fazer o jogo fluir no meio, sem associações pelo setor. Melhor peça da função atualmente, Betinho não vive boa fase e Marcão, o outro volante, é um jogador de marcação. 

Além disso, a opção pela saída de bola nas laterais – outra alternativa para construir jogadas – vem surtindo pouco efeito. Na direita, Patric vive mau começo de temporada e não tem conseguido ser efetivo por ali. Na esquerda, o titular é Sander que, diferentemente de Júnior Tavares – que jogava no Brasileirão -, tem mais dificuldade no passe, o que também compromete essa tentativa de construção. 

E essa deficiência é ilustrada pela dificuldade de o Sport se impor até aqui. Tirando o segundo tempo contra o Santa Cruz pelo Regional, o Leão não conseguiu envolver times inferiores, como 4 de Julho, Confiança e até mesmo o Central, cuja vitória foi destravada a partir da bola parada de Thiago Neves, muito menos rivais mais fortes, como Ceará e Bahia. Uma saída de jogo mais qualificada é um desafio para quem chegar.

Encaixe ofensivo 

Com cinco reforços para o setor, o Sport ainda não tem um trio ideal na frente. Nos últimos cinco jogos, praticamente revezaram-se entre a titularidade e a reserva Maxwell, Toró, Neílton, Dalberto, Tréllez e Mikael, sendo preciso encontrar onde e quais peças rendem melhor do ponto de vista individual para, em seguida, buscar um encaixe coletivo e harmonia entre elas. Enorme carência na última temporada, pode-se dizer que há mais material humano atualmente para o novo treinador. É fazer funcionar.

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