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Presidente do Salgueiro lamenta desistência da disputa da Série D

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Na noite dessa segunda-feira (12), o Salgueiro oficializou a sua desistência em participar da Série D 2021. Alegando problemas financeiros, o Carcará sai de cena e o Central assume a vaga. De acordo com o presidente do time sertanejo, José Guilherme, seria inviável manter o clube na competição pelo pouco que vem arrecadando. Ele detalhou que tem arrecadado, mensalmente, apenas R$ 32 mil reais, e a folha do atual elenco é de R$ 150 mil. Mesmo que diminuísse os gastos, não seria possível participar. O próprio mandatário admitiu: “não vi saída”.

“Decisão difícil, né? Se eu insistisse em participar da Série D com uma arrecadação mensal de R$ 32 mil e uma folha de R$ 150 mil, não existe a possibilidade de você participar de uma competição dessa sem que envolva R$ 100 mil por mês, mesmo que você queira reduzir. Eu fazendo redução salarial de atletas, dispensando outros mais caros e trazendo outros atletas, não existe a possibilidade de participar de uma competição sem gastar R$ 100 mil. Tenho R$ 32 mil por mês e faltam R$ 68 mil só para participar com uma equipe que não seria essa que está jogando agora, mas seria outra equipe com uma condição menor ainda. Então não vi saída”, disse José Guilherme.

Antes da pandemia, o Salgueiro tinha, na prefeitura do município, o seu principal apoiador. Porém, com a realocação de recursos para o setor de saúde, o patrocínio do Carcará deixou de existir. Há um bom trânsito entre José Guilherme e o diretor de esportes da cidade, e ambos mantém conversas sobre como a entidade municipal pode ajudar o clube nesta fase tão complicada. Atualmente, a prefeitura vem fazendo o serviço de manutenção do Cornélio de Barros, enquanto não retorna com o patrocínio.

Busca por empresários não teve sucesso

O presidente José Guilherme ressaltou que vinha mantendo contato com empresários para conseguir patrocínios ao clube. Também foi tentada parceria com clubes – não citados pelo mandatário – para que eles colocassem o seu elenco Sub-23 para representar o Carcará na competição. Porém, não houve um acordo nessa tentativa. Até o técnico português Daniel Neri tentou buscar investimento com seus amigos em Portugal, mas as conversas esfriaram.

“No dia em que eu conversei com a comissão técnica, há uns 15 dias atrás, mostrando a real situação do clube, Daniel Neri ligou para os amigos e empresários dele de Portugal, dizendo que o Salgueiro tem condições e perguntando se dava para investir no Salgueiro. Houve a possibilidade, mas esfriou. Corri atrás de empresários, de outras equipes que não vou citar o nome de ninguém, dizendo que para colocar o Sub-23 na Série D. Coloquei à disposição, mas muita gente não quer. Não é o meu querer, é uma impossibilidade financeira”, acrescentou o presidente.

“Sei que tem muito torcedor e gente da imprensa dizendo que o Salgueiro toda semana desiste de uma competição. Eu não dou golpe, tenho 57 anos e todo mundo me conhece. O Salgueiro está fora da Série D por questão financeira. Procurei solução e não achei. Não vou fazer contrato com 20, 30 pais de família para daqui a dois, três meses não pagar e ter jogador esculhambando, fazendo greve…. não sei fazer isso aí. A situação financeira não permite que a gente participe da Série D. Vamos dar uma parada e, durante esses meses, vamos tentar arrumar recursos para o ano que vem. E, nesta reta final de Campeonato Pernambucano, a gente tenta chegar entre os quatro”, encerrou.

Com a desistência do Carcará em disputar a Quarta Divisão, o Central, pela ordem de chaveamento dos grupos, vai ficar, naturalmente, na mesma chave que o rival do Sertão, o grupo A3, formado por ABC, América-RN, Atlético, Caucaia, Campinense, Treze e Souza.

Ainda no início da temporada, antes mesmo de solicitar desistência na Copa do Nordeste e Copa do Brasil, abrindo a possibilidade para o Náutico herdar as vagas, o Salgueiro já havia feito uma consulta à CBF para tentar não disputar a Série D – competição que, diferentemente das Séries A e B, não oferece cotas de participação.

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