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Estilo, história, números e mais: novo técnico do Sport, conheça Louzer

NE45 apresenta dados sobre o novo treinador rubro-negro; leia mais

Foto: Márcio Cunha/ ACF

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Com pré-contrato assinado junto ao Sport, resta apenas o anúncio oficial e o desembarque de Umberto Louzer na Ilha do Retiro, o que deve ocorrer neste final de semana. Enquanto o treinador não chega e coloca em prática o trabalho no clube, o NE45 traz números, análises e informações sobre o comandante e o que o Rubro-negro pode esperar acerca dele, que estava na Chapecoense. Confira, a seguir, tópico por tópico.

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Estilo

A principal referência em torno de Louzer é o trabalho na Chape, não apenas porque foi o último, mas também porque foi o melhor, com grande campanha e título da Série B, tendo como pilar o sólido sistema defensivo.

Na Segundona, a Chapecoense saiu sem sofrer gols em 24 das 38 partidas. Além disso, tornou-se a defesa menos vazada da história da competição nos pontos corridos, com apenas 23 bolas na própria rede.

Em campo, como os números ilustram, Louzer é adepto de um esquema mais reativo: primeiro marca e depois joga. Mas isso não significa que o técnico abre mão de ter a bola, afinal, a posse média da Chape na competição foi de 49.2%, ou seja, praticamente idêntica aos adversários. Inclusive, na hora de construir jogadas, Louzer gosta de um estilo posicional, como é possível constatar nos jogos e o próprio detalhou em entrevista à Vavel.

Invicto em clássicos

Em Chapecó, além da campanha na Série B, outro feito que chamou muita atenção em relação ao treinador foi o predomínio em clássicos. Comandando a Chapecoense, foram nove partidas contra a dupla da capital (Figueirense e Avaí) sem derrotas: seis vitórias e três empates.

Ainda no cenário estadual, aliás, Louzer foi campeão catarinense no ano passado após ter pego a equipe na lanterna e, neste ano, deixou o time na liderança da competição.

Histórico – bom aproveitamento

Além da Chapecoense, o treinador de 41 anos comandou, em ordem, Coritiba, Vila Nova e Guarani, onde se destaca, em todos os quatro times, o aproveitamento dos pontos acima de 50%.

Na equipe catarinense (2020-2021), foram 55 jogos, com 31 vitórias, 17 empates e sete derrotas, totalizando 66% de aproveitamento.

Já no time paranaense (2019), foram 30 partidas, com 13 vitórias, nove empates e oito derrotas, totalizando 53% de aproveitamento.

No clube goiano (2019), por sua vez, foram 8 jogos, com quatro vitórias, três empates e uma derrota, totalizando 62% de aproveitamento.

Por fim, na equipe paulista (2018), foram 54 partidas, com 25 vitórias, 13 empates e 16 derrotas, totalizando 54% de aproveitamento.

Carreira

Como jogador, Louzer foi volante e começou e terminou a carreira no Paulista, aposentando-se em 2014 – acumulou passagens ainda por Marília, Guarani, Atlético Sorocaba, Audax Rio, Boa Esporte, Juventude e Caixas.

Dois anos depois de pendurar as chuteiras, virou técnico da base no Paulista, ascendeu a auxiliar no profissional do clube e, no ano seguinte, se transferiu e virou assistente no Guarani. Em 2018, por sua vez, foi efetivado no Bugre, onde conquistou a Série A2 do Estadual, com bons números e futebol, mas oscilou durante a Segundona do Brasileirão e deixou o time.

Em 2019, foi para o Vila Nova, mas durou pouco (oito jogos): apesar de só ter sofrido uma derrota, pediu demissão. Um ano depois, rumou ao Coritiba e passou sete meses, deixando a equipe em oitavo na Série B após ser dispensado pelo Coxa.

Em 2020, por sua vez, assumiu a Chape, onde estava até os últimos, cuja passagem já foi abordada nesta matéria.

Análise

Na visão desta reportagem, a opção em contratar Louzer, por linhas tortas ou não, acabou sendo coerente – o que obviamente não significa que dará certo. Não apenas por ser um técnico dentro do orçamento do clube, mas porque encaixa com o perfil e a forma que o elenco está habituado a jogador.

Afinal, Jair Ventura também armava o Sport de maneira reativa, priorizando inicialmente o momento defensivo e, na hora de propor, a opção era por um modelo posicional, algo que Louzer trabalha, como já abordado acima.

Desta forma, existindo certa congruência entre o jeito que os atletas estão acostumados a jogar e o que pensa Louzer, a adaptação ao trabalho do treinador tende a ficar mais fácil, ainda que, claro, o técnico também vá querer implementar outros aspectos metodológicos, o que levará tempo. Em suma, resta aguardar, afinal, futebol não se faz da noite para o dia. Mas o caminho escolhido soa adequado.

Perfil

Nome: Umberto Lourenço Louzer Filho
Nascimento: 24 de fevereiro de 1980 (41 anos)
Naturalidade: Vila Velha-ES
Currículo: Guarani, Vila Nova, Coritiba e Guarani
Títulos: Série A2 do Paulista, Série A1 do Catarinense e Série B do Brasileiro

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