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Dia histórico no Santa Cruz: Tricolor votará, neste sábado, a reforma do estatuto

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Uma reivindicação da torcida coral há anos. Após quase três anos desde que a ideia foi posta em prática, finalmente sairá do papel. A reforma do estatuto do Santa Cruz virá para aproximá-lo, verdadeiramente, de ser o time do povo. Ao todo, 5.656 sócios estão aptos para participar da votação neste sábado (17), de maneira virtual, a partir das 9h até às 20h, para aprovar ou não o texto apresentado. A intenção é de que a apuração esteja finalizada em até 1h30 após o encerramento da votação.

“Amanhã será o maior evento democrático da história do Santa Cruz Futebol Clube. Que só tinha direito a voto a sua elite social, ao invés de ser para todos os santacruzenses, independente da sua categoria de sócio e capacidade financeira. Normalmente, as eleições do Santa Cruz são cerca de mil votos, como ocorreu na eleição passada. Amanhã serão mais de cinco mil sócios aptos a votar. A partir de amanhã, sendo aprovado o estatuto, será uma cultura de votação, participação, democracia e transparência do Santa Cruz”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo coral, Mário Godoy.

Como o dirigente vem enfatizando em entrevistas, a reforma do estatuto possui quatro pilares: democracia, transparência, modernização e incentivo às categorias de base. O Tricolor se inspira em reformas que aconteceram, principalmente, em co-irmãos da região, como o Bahia e o Fortaleza, além do rival Náutico. Clubes que fizeram mudanças em seus regimentos para adequar ao modelo atual de gestão do futebol, e vêm colhendo frutos das novas práticas ao decorrer dos anos.

“A reforma do estatuto é baseada em quatro grandes pilares. Um é o da democracia, com voto permitido para todos os sócios e eleição direta para presidente e vice-presidente, com voto virtual e não presencial,  respeitando o sócio do interior. O pilar da transparência, com auditoria externa obrigatória, fiscalização trimestral das contas e publicação da lista de sócios todos mês. A modernização com o enxugamento da máquina administrativa do Santa Cruz, transformando e excluindo poderes em excesso no Santa Cruz. Com a reforma do estatuto, o clube passaria a ter menos dois poderes, com uma gestão mais harmônica e eficiente. Somado ao pilar do incentivo a base, fazendo com que o clube seja cada vez mais formador e sustentável”, acrescentou Mário Godoy.

Confira o estatuto que será votado neste sábado

Linha do tempo da reforma do estatuto do Santa Cruz

A partir da formação da comissão de reforma do estatuto, formada dentro do Conselho Deliberativo, em julho de 2018, o processo começou a se formar. Dentro deste período, houve tentativas de interferências de antigos cardeais do clube para que o modelo que vinha sendo feito fosse alterado. Em junho de 2019, o então presidente da Comissão de Reforma, Diogo Melo, renunciou ao cargo por conta das interferências externas. Em setembro do mesmo ano, Mário Godoy assumiu o cargo.

Movimentos de torcedores foram ouvidos para que propostas e reivindicações fossem ouvidas e atendidas no novo texto. A votação pelo Conselho Deliberativo (CD) aconteceria em dezembro de 2019, mas um outro texto foi proposto por outros dirigentes do Conselho de Administração, que não participaram do processo, foi apresentado às vésperas da votação. A reunião do CD, que aconteceria no dia 17 de dezembro, não teve uma conclusão e foi adiada por conta do clima acalorado dentro do auditório do clube. Do lado de fora, torcedores protestavam pela aprovação do texto feito pela Comissão de Reforma.

Já em 2020, o movimento Intervenção Popular Coral (IPC) passou a encabeçar um abaixo assinado com sócios, para recolher assinaturas suficientes visando convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Com um número suficiente recolhido, de pouco mais de 20% do quadro associativo, os torcedores foram à Justiça para que a direção do Tricolor publicasse a lista de sócios atualizada. Ela aconteceu, porém, no dia 12 de março, ex-presidentes entraram com pedido 22ª Vara Cível da Capital para barrar a realização da AGE.

Depois disso, por conta das restrições impostas pela pandemia, a Assemblei acabou não acontecendo. Em outubro, em manobra no Conselho Deliberativo, o mandato do executivo do Santa Cruz foi prorrogado até julho de 2021. A oposição entrou na Justiça e conseguiu derrubar a decisão. As eleições foram marcadas para o dia 14 de dezembro, mas acabaram adiadas pela 2ª Vara Cível da Capital para fevereiro de 2021, mais uma vez por conta das restrições da pandemia. Finalmente, no dia 11 de fevereiro deste ano, o pleito aconteceu. A então chapa de oposição foi eleita e reforma do estatuto foi posta a votação.

“Entramos para disputar a eleição do Santa Cruz por conta da reforma do estatuto. Nós partimos para a eleição, vencemos e convocamos a reforma do estatuto. Amanhã (17) é um grande dia. Estou emocionado de estar participando desse movimento, e sigo em campanha para que amanhã prevaleça o voto ‘sim’ da reforma do estatuto do Santa Cruz”, concluiu o presidente do Conselho Deliberativo do Santa Cruz, Mário Godoy. 

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