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Alexandre Gallo pede demissão e não é mais técnico do Santa Cruz

Agora ex-treinador disse que o clube parou estruturalmente e deve demorar seis meses para trazer condições mínimas de trabalho

Foto: Rafael Melo/ Santa Cruz

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O Santa Cruz está sem treinador. Na tarde desta segunda-feira, um dia após derrota para o então lanterna do Estadual Sete de Setembro, no Arruda, o técnico Alexandre Gallo pediu demissão e não comanda mais o Tricolor. O anúncio foi feito pelo próprio clube via redes sociais junto a um depoimento do agora ex-comandante.

“É com pesar que venho aqui me despedir nesse momento, pedindo demissão ao Joaquim e à diretoria, e já dizendo que sinto muito por essa curta passagem. Acho que esse meu pedido de demissão seja um alerta para toda essa nação. O Santa Cruz é realmente um gigante adormecido, e essa direção que está aí precisa desse abraço da nação, que sempre fez a diferença em campo”, disse Gallo.

“Eu gostaria de participar mais dessa situação, mas não vejo hoje condições para que eu possa, em um curto espaço de tempo, seguir evoluindo com a equipe tecnicamente, dentro de campo”, acrescentou o agora-extreinador. Assista abaixo o depoimento ou leia na íntegra ao fim da matéria.

Vídeo: Santa Cruz fc

No total, a passagem do treinador no Arruda durou dez dias e apenas três partidas, com derrotas para o Náutico, empate contra o Salgueiro e derrota no último domingo, acumulando 12% de aproveitamento.

Do anúncio à saída, apenas 13 dias da Era Gallo no Santa Cruz. Um recorde, um vexame

Gallo chegou no dia 15 abril para o lugar de João Brigatti, demitido um pouco antes após resultados ruins no Campeonato Pernambucano e Copa do Nordeste – lanterna do grupo A da competição com apenas três pontos em oito partidas.

Depoimento de Gallo de saída do Santa Cruz

É com pesar que venho aqui me despedir nesse momento, pedindo demissão ao Joaquim e à diretoria, e já dizendo que sinto muito por essa curta passagem. Acho que esse meu pedido de demissão seja um alerta para toda essa nação. O Santa Cruz é realmente um gigante adormecido, e essa direção que está aí precisa desse abraço da nação, que sempre fez a diferença em campo. Eu gostaria de participar mais dessa situação, mas não vejo hoje condições para que eu possa, em um curto espaço de tempo, seguir evoluindo com a equipe tecnicamente, dentro de campo. Acho que o Santa Cruz parou um pouquinho dentro dessa situação de estrutura, e acredito que com todo investimento do mundo, ele vai demorar uns seis meses para trazer uma condição mínima de trabalho para os profissionais que aí estão. E tenho certeza que isso não é culpa da direção que aí está. Eles estão trabalhando muito. Convivi com o Jaime e o Oberdan (diretores de futebol) esse tempo todo, são caras dedicados, e querem o melhor para esse momento da equipe. Ficaria um pouco covarde comentar de quem passou aqui no passado, mas quem passou deixou um pouco a desejar nesse sentido. E a gente vê hoje uma situação bem delicada. Como acho que nesses próximos seis meses seria o mínimo para acontecer, eu não teria tempo para isso. Então me vi ontem, nesse momento após a partida, bastante engessado para um crescimento. Então preferi tomar essa atitude, é a primeira vez que acontece na minha carreira. Sinto muito por uma torcida tão maravilhosa como essa do Santa Cruz. Eu volto a frisar, gostaria que todos os torcedores abraçassem essa diretoria, que são caras sérios, e vão trazer frutos no médio e longo prazo ao Santa Cruz. Agradeço a todos por esse momento que vivi com eles. Gostaria de ter dado melhores situações para o clube, mas vejo hoje que as condições são bem difíceis. Deixo meu abraço a todos e que essa equipe possa estar onde ela merece, que é lá em cima na Série A.

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