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Ceará marca no fim e larga na frente do Bahia na final do Nordestão

Solitário gol do confronto foi feito por Jael, aos 47 do segundo tempo

Foto: Jhony Pinho/ Agif, via Copa do Nordeste

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Em uma partida equilibrada, que parecia terminar sem gols, o Ceará marcou nos acréscimos do segundo tempo com Jael, venceu o Bahia por 1 a 0 e saiu na frente nos primeiros 90 minutos da decisão da Copa do Nordeste. O confronto, aliás, bem disputado – com algumas alternância nas ações – foi marcado também por duas expulsões diretas ainda no primeiro tempo.

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Como fica?

Agora, Ceará e Bahia voltam a se enfrentar, mas no estádio Castelão, próximo sábado, às 16h, pela finalíssima da competição. O Vozão, vencedor na ida, tem a vantagem de jogar pelo empate, enquanto o Tricolor precisa vencer para, ao menos, levar a disputa para os pênaltis.

Quinta seguida

Esta, aliás, foi a quinta vitória seguida do Alvinegro sobre o Tricolor. Sequência que começou com os dois jogos da final do Nordestão do ano passado. Depois mais dois triunfo no Brasileiro. No geral, o Ceará está invicto no duelo há oito jogos: são seis vitórias do Vozão e dois empates.

Ex-Bahia, Jael marca aos 47 e Ceará vence em Salvador; a um triz do tri do Nordeste

O jogo – início estudado

Como costuma ser em toda decisão, os times adotaram postura cautelosa no começo, se estudando e observando qual postura adotar. Assim, os primeiros minutos foram de muita troca de passes no sistema defensivo, sem pressa e maiores exposições, até por conta de alguns erros na execução das jogadas por conta do gramado encharcado e que dificultou o jogo pela velocidade.

Bahia chega primeiro

Os primeiros ataques mais efetivos foram do Bahia, que chegou duas vezes com Thaciano em tramas ofensivas interessantes, especialmente porque a defesa Ceará estava bem postada. Aos 15, Nino deu cruzamento rasteiro da intermediária, Rodriguinho fez bom pivô para o meio, que da meia-lua, em boas condições, chutou mal demais, sem direção.

Na jogada seguinte, após desarme do meio de campo do Esquadrão, Rodriguinho e Rossi envolveram a marcação do Alvinegro e acionaram Thaciano, que tinha Gilberto e Rossi como opções em profundidade, mas optou por finalizar de novo de fora da área e pegou muito mal na bola.

Primeira expulsão

O jogo corria tranquilo, sem maiores emoções e chances, com os times marcando bem e tendo dificuldades para chegar – sobretudo o Ceará, em meio a um gramado prejudicado pelas chuvas. Aos 19 minutos, porém, em jogada isolada, o Esquadrão teve um jogador expulso.

Sozinho no meio de campo, Luiz Otávio tinha a bola dominada mas adiantou demais e, na tentativa de recuperá-la, deu carrinho frontal, por cima, acertando direto a canela de Lima – que havia se antecipado. Ao assinalar a infração, o árbitro piauiense Antonio Moraes deu cartão vermelho direto.

Bahia recua e Ceará passa a ter mais a bola

Mesmo com poucas oportunidades, o jogo estava franco até a expulsão. Mas mudou de cenário, uma vez que, em superioridade numérica, o Vozão passou a ocupar o campo ofensivo, enquanto o Esquadrão recuou e passou a marcar em duas linhas de quatro, tentando fechar os espaços e contra-atacar.

Dentro dessa proposta, o Vozão passou a rodar a bola e contar com uma maior participação de Vina, que apareceu, tentou criar tabelas com os pontas e laterais – que passaram a avançar ao mesmo tempo.

Apesar das tentativas, o Alvinegro esbarrou na boa marcação do Tricolor e chegou em lances pontuais. Após receber lateral direto na área, Vizeu girou sobre Conti e finalizou sem ângulo, para fora, aos 35 minutos. Pouco depois, Vina cobrou falta lateral direto para o gol, acertando o travessão após Matheus Teixeira espalmar com a ponta dos dedos.

Marcando bem, por sua vez, faltou força ao Bahia para dar o passo seguinte e assustar. Nas duas únicas descidas ofensivas que teve, Nino Paraíba apareceu como opção para cruzar na área, mas o Tricolor não conseguiu finalizar e Richard mal trabalhou.

Nova expulsão

Nos acréscimos do primeiro tempo, os times voltaram a ficar em igualdade numérica. Isso porque, em lance parecido ao de Luiz Otávio, o volante Charles deu carrinho frontal, no meio de campo, passando longe da bola e acertando Nino Paraíba. Assim como fez com o zagueiro baiano, o juiz deu vermelho direto para o jogador cearense.

Segundo tempo equilibrado

Apesar da igualdade numérica, o Vozão voltou para a etapa complementar seguindo no campo ofensivo e com mais posse de bola, enquanto o Esquadrão, diferentemente de quando estava 11 contra 11 no primeiro tempo, demonstrou dificuldades de reter a bola, em partida pouco inspirada de Thaciano, principal responsável por fazer a bola rodar no meio e sair da defesa para o ataque.

O que não mudou, porém, foram as emoções: poucas. Os times cometeram erros de passes e não conseguiram criar, com Vina e Rodriguinho – principais esperanças – bem marcados.

Bahia entra mais no jogo

A partir dos 15 minutos, o Esquadrão conseguiu melhorar em campo. Ou, melhor, reter mais a posse. E conseguiu isso a partir dos laterais, sobretudo Nino Paraíba, muito em campo tanto para segurar Mendoza quanto para aparecer na frente. O ala direito e Matheus Bahia foram boas alternativas na frente e tentaram cruzamentos, interceptados pela sólida dupla Messias e Luiz Otávio.

Foi por cima, aliás, a melhor chance do Tricolor: após escanteio, Conti ajeitou de cabeça para Rossi, que bateu de primeira, da marca do pênalti, em boas condições, mas isolou.

Mudanças

Por volta dos 25 minutos, o ritmo do jogo diminuiu e os técnicos fizeram mexidas, a fim de dar gás novo, até por conta do gramado ainda mais pesado em relação ao começo por causa das chuvas que caíram na etapa complementar.

Porém, com o andar do relógio, o equilíbrio mantido e o placar ainda zerado – tendo a volta por jogar -, percebeu-se certa cautela das equipes mais preocupados em não sofrer gols.

Emoção e gol nos acréscimos

Ainda assim, depois de dar todos os indícios que terminaria zerada, a decisão ganhou emoções. E gol. Primeiro, aos 45 minutos, bola na trave do Bahia: depois de cruzamento venenoso de Nino Paraíba, o goleiro Richard espalmou e a bola por pouco não entrou, acertando o poste.

Dois minutos depois, em um lance de bola parada, o Vozão contou com a sorte para abrir o placar. Jael cobrou falta do lado esquerdo da intermediária, a bola foi na meia altura, mas desviou na barreira e morreu no fundo das redes, sem chances para Matheus Teixeira, aos 47 minutos, fazendo 1 a 0 e deixando o Alvinegro mais perto do título.

Ficha

Bahia

Matheus Teixeira; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio, Matheus Bahia; Patrick de Lucca, Daniel (Juninho), Thaciano (Matheus Galdezani), Rodriguinho (Thonny Anderson); Rossi (Óscar Ruiz) e Gilberto (Alesson). Técnico: Dado Cavalcanti

Ceará

Richard; Buiú, Messias, Luiz Otávio, Bruno Pacheco; Oliveira, Charles, Vina (Yoni González); Lima (Pedro Naressi), Felipe Vizeu (Saulo Mineiro) e Mendoza (Jael). Técnico: Guto Ferreira

Gols: Jael (CEA)
Cartões amarelos: Rossi e Patrick (BAH); Vina (CEA)
Cartão vermelho: Luiz Otávio (BAH); Charles (CEA)

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