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Emocional, trunfo, time, recorde e mais: o que diz Guto antes da final no Ceará

Técnico avaliou o cenário do Vozão diante do Bahia

Foto: Felipe Oliveira/ EC Bahia

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Nas vésperas da finalíssima da Copa do Nordeste, o técnico Guto Ferreira concedeu entrevista coletiva promovida pela CBF, nesta sexta-feira, na capital cearense, onde o Ceará enfrenta o Bahia, na tarde deste sábado, no estádio Castelão.

Diante do rival, aliás, o Vozão tem boa vantagem, invicto há oito jogos, com cinco vitória seguidas no recorte, incluindo a ida (1 a 0), algo que foi avaliado do ponto de vista emocional e minimizado pelo treinador, que atenuou também as seis vitórias seguidas e sem levar gols do Alvinegro na competição.

Outros temas abordados por Guto Ferreira, aliás, foram mais pessoais, como, por exemplo, se o momento atual dele é o melhor da carreira, e sobre a possibilidade de se tornar isoladamente o maior vencedor da Copa do Nordeste – venceu em 2017, pelo Bahia, e em 2020, pelo Ceará, estando empatado com Arthurzinho, bicampeão em 1997 e 1998.

Confira na íntegra abaixo

São seis vitórias seguidas e sem tomar gols. Qual o trunfo do Ceará?

“A coesão do grupo, a mentalidade de trabalhar sempre em equipe, buscar sempre fazer o melhor, se preparar muito. Agora toda essa estatística, resultados, não valem nada se não fizermos nos 90 minutos. Com todo o respeito ao Bahia, temos que fazer os 90 minutos melhores do que fizemos no primeiro (jogo) para atingir nossos objetivos que é ganhar a Copa do Nordeste”.

Diante de tantos pontos favoráveis (sequência na temporada, histórico recente frente ao Bahia), como trabalha o emocional do time para a final?

“Ângulos mostram pontos favoráveis, mas a gente não tem nada combinado com o adversário e eles também vivem bom momento, são competitivos, tiveram um poder de reação na terça pela Sul-Americana (contra o Independiente-ARG) em casa e têm o seu valor. Então a gente não pode se apegar ao que passou. Temos que construir o que está para ser construído que são os 90 minutos. Lógico que esse momento nos traz uma confiança alta, mas tudo que é demais faz mal. Então temos que estar com o nível de confiança no ponto certo, nem demais, nem de menos”.

É possível trazer alguma surpresa para a decisão?

“Acho que é um detalhe aqui ou ali. É muito difícil, é mais uma situação ou outra, no detalhe. Fazer uma mudança muito grande corre o risco de não conseguir o êxito porque o grupo não está acostumado com aquela situação. E todas as abordagens que as equipes fizeram no decorrer, de alguma maneira, já estudamos. Dado já estudou a minha equipe como eu estudei a equipe dele. Então nessa hora o nível de informações vai às minúcias. Então volto a falar: a preparação sempre tem um detalhe aqui ou ali, mas não é coisa muito significativa”.

O que significa a vantagem do empate?

“Após o final da partida ajuda”.

É o seu melhor momento da carreira?

“Acho que vivemos um grande momento, sim, mas o nosso momento é porque nossa equipe está em um grande momento. Então na realidade o nosso trabalho vai até um certo ponto, o sucesso daqueles comandados é que acaba transferindo os méritos para a gente. Já tivemos grandes trabalhos, num nível de dificuldade maior e que talvez não tenham tido a repercussão que está tendo o momento do Ceará. Acho que em termos de repercussão o momento do Ceará é especial, sim”.

Chance de se tornar o maior vencedor da competição, qual o significado?

“Infelizmente o treinador depende de estar vencendo sempre para poder estar em alta, então essa busca incessante ano após ano por resultados, o mais importante é esse que está por vir, pelo menos mais um título e m 2021. Então a importância é essa. O sentimento de como se fosse o primeiro que conquistamos em 2017 com o Bahia lá. Querendo muito, desejando muito até porque nossa carreira depende disso”.

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