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Em reviravolta histórica, Bahia vence Ceará nos pênaltis e leva tetra do Nordestão

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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A história do Bahia é escrita, entre outras coisas, por grandes reviravoltas. Ainda estão vivas na memória do torcedor tricolor as remontadas contra o Santa Cruz, em 1981, pelo Campeonato Brasileiro, e diante do Vitória da Conquista, em 2015, pelo Baiano. Em 2021, o Esquadrão ganhou mais uma grande virada para adicionar ao vitorioso currículo do clube e para o torcedor jamais esquecer.

Após perder por 1×0, em Pituaçu, o Bahia foi buscar o que muitos achavam impossível e derrotou o Ceará por 2×1, no Castelão, com gols de Gilberto e Rodriguinho, enquanto Jael descontou para os donos da casa. Nos pênaltis, triunfo por 4×2 com Matheus Teixeira segurando uma cobrança e se notabilizado como grande defensor de pênaltis, e Conti marcando o gol da conquista do tetra da Copa do Nordeste.

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Na prateleira dos grandes campeões do maior regional do Brasil, o Bahia está na parte de cima. Após 2001, 2002 e 2017, a conquista de 2021 coloca o clube empatado com o rival Vitória como os maiores vencedores do Nordestão. São quatro conquistas para cada equipe e o Estado da Bahia com oito no total. Na frente disparado e com o dobro do segundo colocado, que é Pernambuco (três títulos do Sport e um o Santa Cruz).

Ímpeto alvinegro e dificuldade tricolor

Assim que a bola rolou, o Ceará não deitou na vantagem conquistada no jogo de ida e buscou matar logo a decisão. A equipe comandada por Guto Ferreira começou a partida em ritmo mais acelerado, trocando passes e chegando ao ataque. Porém, com apenas uma chance clara de gol com Oliveira, que obrigou o goleiro Matheus Teixeira a fazer uma grande defesa.

Com dificuldades na articulação das jogadas, o Esquadrão teve poucos momentos de perigo até os 30 minutos e não conseguiu aproveitar os contra-ataques. O único bom momento até então foi em um chute de Matheus Bahia que desviou e bateu na rede do lado de fora. Sem tantas oportunidades, sobrou nervosismo por parte das duas equipes e o árbitro aplicou quatro cartões amarelos em sequência para Juninho, Lima, Mendoza e Rossi.

Chances para os dois lados

Os últimos dez minutos do primeiro tempo, no entanto, foram alucinantes. A rede não balançou, mas as chances não faltaram. Rodriguinho tabelou com Daniel e chutou cruzado. A bola passou à esquerda da meta de Richard. Na sequência, o goleiro fez três grandes defesas em chutes de Thaciano, duas vezes, e Rodriguinho.

O Vozão respondeu com Mendoza em um arremate de pé esquerdo que passou triscando a trave de Matheus Teixeira. Vina também desperdiçou um contra-ataque. Ele saiu na cara do goleiro, tentou driblar e perdeu o tempo da bola. Apesar da sequência insana de ataques, a partida foi para o intervalo no 0x0. 

Gols e decisão nos pênaltis

De pênalti, Rodriguinho abriu o caminho para virada do Bahia (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)

O Bahia não desistiu e conseguiu se encontrar em campo na etapa complementar. Coube a dois dos principais jogadores do time colocarem o Esquadrão no jogo. Tudo começou aos 16 minutos quando Gilberto cabeceou e a bola bateu na mão de Luiz Otávio. Com o auxílio do VAR, o árbitro marcou pênalti. Rodriguinho bateu bem, deslocou Richard e abriu o placar.

Logo na sequência, os dois jogadores do Tricolor voltaram a aparecer. Rodriguinho puxou o contra-ataque e achou Gilberto livre. O centroavante dominou, limpou a marcação e mandou no canto do goleiro para ampliar a vantagem. Mas quando parecia que a decisão seria no tempo normal, apareceu Jael novamente. O atacante recebeu um cruzamento perfeito de Marlon e, de cabeça, mandou para o fundo das redes.

Com o 2×1 no placar, a Copa do Nordeste voltava a se decidida nos pênaltis após 27 anos. A última (e até então única) vez que isso havia acontecido, foi na edição pioneira da competição, em 1994, quando o Sport venceu o CRB, em Maceió. O resultado nos 90 minutos também pôs fim a invencibilidade de 23 jogos do Ceará na Copa do Nordeste, que vinha desde o ano passado.

Matheus Teixeira pega e Conti marca o do título

O Bahia não se abalou com o gol sofrido no final e chegou ao título nos pênaltis. Rodriguinho e Matheus Galdezani marcaram. O goleiro Matheus Teixeira pegou a cobrança de Jorginho e Marlon mandou para fora. Apesar de Lucas Araújo ter perdido uma cobrança para o Tricolor, Thonny Anderson e Conti foram perfeito nas batidas para garantir o tetracampeonato. Festa tricolor em Fortaleza. Festa Tricolor em Salvador e no Brasil. A Copa do Nordeste volta às mãos do Bahia.

Ficha do jogo

Ceará 1 (2)
Richard; Gabriel Dias (Cléber), Messias, Luiz Otávio e Bruno Pacheco; Pedro Naressi (Fernando Sobral), Oliveira (Marlon) e Vina (Jorginho); Mendoza, Lima e Felipe Vizeu (Jael). Técnico: Guto Ferreira.

Bahia 2 (4)
Matheus Teixeira; Renan Guedes, Conti, Juninho e Matheus Bahia; Jonas (Matheus Galdezani), Thaciano (Lucas Araújo) e Daniel (Edson); Rossi (Óscar Ruiz), Rodriguinho e Gilberto (Thonny Anderson). Técnico: Dado Cavalcanti.

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