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2005. No ano do centenário do Sport, um domínio tricolor em Pernambuco. O Santa Cruz foi a equipe dominante naquela temporada, vencendo o Campeonato Pernambucano ao conquistar os dois turnos em campanha composta por quinze vitórias, dois empates e apenas uma derrota, produto de um time que emplacou oito nomes na Seleção do Campeonato e que teve no seu principal jogador, Carlinhos Bala, o craque do torneio.

Seleção do Campeonato Pernambucao 2005 | Blog de Cassio Zirpoli

Na Série B, o acesso foi obtido em campanha memorável, liderando a primeira fase e o primeiro quadrangular, ficando há apenas dois pontos do Grêmio na fase decisiva. Se inserido no regulamento adotado na edição consecutiva, com 20 equipes se enfrentando em dois turnos, o grupo liderado por Givanildo Oliveira dificilmente perderia o título.

Membros diversos do plantel tricolor obtiveram reconhecimento do mercado num curto espaço de tempo. O volante Andrade foi contratado pelo Vasco ainda no fim de 2005, e Rosembrick e Carlinhos Bala foram transferidos (respectivamente) para Palmeiras e Cruzeiro ao longo de 2006, ano em que Givanildo Oliveira acabaria contratado pelo Athletico/PR.

Um ponto crucial para o escopo desta análise é o retrospecto tricolor em clássicos naquela temporada. Ao contrário de outras praças nordestinas onde há monopolização da rivalidade num único embate (Bahia x Vitória em Salvador, Ceará x Fortaleza em Fortaleza), no Recife há uma trinca de dérbis. Esta divisão em três times confere ao futebol de Recife uma particularidade que registro aqui para que seja resgatada ao longo do texto: no mínimo, sempre haverá uma torcida na condição espectadora. Uma final de Campeonato Pernambucano só pode ser disputada entre duas equipes, de forma que numa decisão protagonizada por Sport e Santa Cruz, resta ao torcedor do Náutico o conforto do sofá. Em 2005, oito clássicos foram disputados pelos corais.

Os danos infligidos pelo Santa Cruz ao Náutico tiveram impacto maior que ao Sport. Os rubro-negros impediram a vitória tricolor em duas ocasiões e foram derrotados uma única vez, enquanto os alvirrubros, num recorte ainda maior de jogos, tiveram aproveitamento nulo, com cinco dos três revezes sofridos no estádio dos Aflitos. Esse retrospecto superlativo deveria, em tese, ter criado uma forte impressão do Santa Cruz de 2005 sobre o Náutico, grande presa coral naquele ano. Mas o que os anos que vieram demonstraram foi um maciço interesse por parte dos dirigentes rubro-negros sobre atletas daquele elenco tricolor: entre 2005 e 2008, sete jogadores com passagem pelo Santa Cruz de 2005 foram contratados pelo Sport. Mesmo Givanildo Oliveira, treinador, esteve na movimentação mercadológica leonina no período citado, tendo sido contratado como técnico no segundo semestre de 2006.

A contratação de jogadores com histórico em equipes rivais não é um expediente restrito ao “Circuito Recifense“. No Nordeste, no Brasil e no mundo variados atletas vestiram camisas de agremiações antagonistas, mas não é apenas na indústria esportiva que ocorre a busca pela portabilidade da performance, termo cunhado por Boris Groysberg, estudioso da Harvard Business School e autor de Chasing Stars, obra em que Groysberg aborda a chamada “portabilidade da performance”, uma impressão amplamente aceita nas mercancias capitalistas e motor de diversos investimentos mal-sucedidos. Em profunda investigação mensurando o investimento de empresas do mercado financeiro em executivos que vinham performando eficazmente em determinadas companhias, o autor mostra como o intuito dos headhunters é passível de fracasso pelo credo no desempenho como algo portátil. Esse é um dessaber que, no futebol, permeia toda a cadeia da indústria, e que originou o projeto mais perdulário já visto: o Real Madrid dos galácticos.

os merengues, liderados pelo magnata Florentino Pérez, realizaram a então transferência mais cara da história ao desembolsar 60 milhões de euros pelo português Luís Figo; no ano seguinte, o Real Madrid quebrou seu próprio recorde investindo € 76 milhões em Zidane. Até 2005, anualmente um novo galáctico era trazido para encorpar o estelar elenco madridista: 

  • 2002: Ronaldo – € 45 milhões pagos à Internazionale
  • 2003: David Beckham – € 30 milhões pagos ao Manchester United
  • 2004: Michael Owen – $ 15 milhões pagos ao Liverpool
  • 2005: Robinho – € 12 milhões pagos ao Santos

O conceito de montagem de elenco de Florentino Pérez é baseado num acompanhamento passivo do futebol comum aos dirigentes voluntários, amantes naturais do jogo, torcedores de seus clubes e ansiosos de escrever seus nomes na história das entidades a qual se dedicam com títulos. Mesmo quando não há jogo de seus times, o interesse pelo futebol motiva os dirigentes a assistirem jogos de outras equipes, principalmente se forem seus concorrentes ou rivais históricos. O tempo livre de Florentino Pérez direcionado para o acompanhamento de oponentes do Real Madrid na Espanha e na Europa permitia a identificação dos principais jogadores das equipes mais qualificadas do continente. Havia o entendimento do cartola de que a reunião desses craques num conjunto resultaria na multiplicação de seus talentos – uma crença implícita na portabilidade da performance, conceito cego ao contexto. O desempenho de um indivíduo depende apenas em parte de sua capacidade individual, sendo também produto de fatores institucionais, tais como a cultura organizacional e os recursos disponíveis. Avaliemos o caso de David Beckham: o contexto no qual o astro estava inserido no em Manchester divergia por completo do que seria encontrado em Madri.

O futebol pernambucano integra uma galáxia menos abastada se comparada à constelação de estrelas do alto escalão europeu, e mesmo o gap financeiro que separa o Real Madrid do Trio de Ferro de Recife não impede o compartilhamento de práticas amadoras na condução do futebol. Em meados de 2020, antes da propagação pandêmica do coronavírus, o Sport anunciou a contratação do meia Philip, um dos destaques do Afogados/PE na temporada e, mais especificamente, na partida contra o Atlético/MG que acabou eliminando o Galo da Copa do Brasil. Questionei em um grupo de jornalistas e estudiosos do futebol do qual faço parte que opinião tinham a respeito daquele movimento do time rubro-negro, e uma resposta em particular me chamou atenção:

Contratação de presidente bebendo Bacardi e vendo jogo quarta à noite.

A frase, direcionada ao presidente do Sport, Milton Bivar, serviu para dar nome a uma ideia já elaborada em meus estudos ainda carente de nomenclatura.

Dirigentes amadores podem entender de futebol, mas não necessariamente (a bem dizer, muito raramente) o estudam. Que jogador contratar? é um questionamento válido tanto para os profissionais quanto para os amadores no futebol, e a diferença na ação reside na metodologia empregada. Atualmente existem processos variados e baseados em vivências de mercado contemplando a formação de elencos; na contracorrente destes modelos ainda impera o Método Bacardi (MB), que disseco abaixo retornando ao ponto em que paramos no exame do case Santa Cruz 2005.

Naquele ano, ainda que Náutico, Santa Cruz e Sport povoassem a mesma divisão, o formato de disputa vigente da Série B permitia que alguns times tivessem um calendário menor: das 22 equipes participantes, as 8 melhores avançavam para uma disputa em quadrangulares enquanto para as 14 demais a temporada chegava ao fim.

Náutico e Santa Cruz estiveram no primeiro grupo, e o Sport no segundo. Recordo ao leitor a marcação feita destacando a peculiaridade inerente ao contexto no qual praças esportivas com mais de duas agremiações estão inseridas: no mínimo, haverá sempre uma torcida acompanhando a escrita da história pelo sofá

Entre o último jogo da primeira fase, disputado em 10/09/2005, e a rodada terminante do torneio em 26/11/2005 foram 77 dias. Quase três meses nos quais a oferta de futebol dos torcedores (e dirigentes) do Sport, fosse na transmissão das partidas ou nos programas esportivos de rádio e TV, era pautada na campanha de seus rivais.

É mais concebível notar e reconhecer méritos adversários quando se avalia o desempenho sem um componente emocional envolvido; assistir aos jogos do Santa Cruz era tão acessível aos adeptos alvirrubros quanto aos rubro-negros. Contudo, o fato de seguir concorrendo com o rival tricolor por uma vaga na elite criava uma diferenciação na audiência: enquanto os torcedores do Náutico “secavam” o Santa Cruz na expectativa dos jogos do seu próprio time no dia seguinte, os rubro-negros (ainda que seguramente torcessem pelo fracasso dos rivais na empreitada do acesso) não tinham a pele em jogo. Partidas marcantes dos corais que ocorreram durante as férias forçadas do Sport eram a alternativa dos quais torcedores leoninos dispunham para ver futebol desprovidos da carga emocional de acompanhar seu próprio time.

Anteriormente, mostrei como o MB é empregado mesmo onde há abundância de recursos: assistir futebol pincelando seus jogadores prediletos para reforçar o Real Madrid é a estratégia de Florentino Pérez, que retornou ao posto de presidente merengue em 2009 para uma segunda era Galáctica. Desta vez, os aportes foram feitos nas contratações de Kaká (€ 65 milhões pagos ao Milan) e Cristiano Ronaldo (€ 94 milhões pagos ao Manchester United), e até que de fato se pudesse dizer que houve sucesso esportivo resultante da política esbanjadora de Pérez, mais cifras milionárias foram empregadas na tentativa de formar uma seleção continental: 

  • 2012: Luka Modrić – € 35 milhões pagos ao Tottenham
  • 2013: Gareth Bale – € 99 milhões pagos ao Tottenham
  • 2014:Toni Kroos – € 30 milhões pagos ao Bayern de Munique.

A injeção destes valores na cadeia no futebol tem dois corolários mercadológicos. O primeiro dele foi discriminado por Ferran Soriano, ex-dirigente do Barcelona e atual CEO do Manchester City, em seu livro A Bola Não Entra por Acaso:

[…] Era (a contratação de Zidane), pelo tanto que se pagou, sem sentido: € 76 milhões supunham mais da metade da renda que tinha o clube (Real Madrid) naquele ano.

[…] De novo […] entrava no circuito da indústria do futebol dinheiro que vinha de fora e gerava inflação. […] Os 60 milhões de euros que o Barcelona […] obteve pela transferência do português (Luís Figo) foram parar, boa parte, nos cofres do Arsenal, da Inglaterra, em troca de Overmars e Petit. E os 76 milhões de Zidane a Juventus utilizou para contratar Buffon e Thuram do Parma, da Itália. […] A Juventus pagou a quantia mais alta que jamais havia sido desembolsada por um goleiro – 53 milhões de euros – e outros 31 milhões por Thuram. A inflação se estendia por todo o circuito.

A exuberância de Florentino Pérez foi espelho para novos projetos megalomaníacos no futebol, todos usuários do Método Bacardi, naturais crédulos da eficiência portátil; entre eles o Chelsea do russo Roman Abramovich, que entre a compra dos blues em 2003 e o título da Champions League em 2012 injetou € 602.3 milhões somente na compra de jogadores. A inflação serial alcançou o Brasil, onde os valores praticados no futebol tiveram aumento significativo ao longo das últimas duas décadas.

O segundo efeito das ações de Florentino Pérez foi a disseminação do Método Bacardi, com a figura do cartola ganhando ainda mais status numa perigosa associação entre o interesse pelo futebol como hobby e a responsabilidade de gerir um clube profissional. A nível nacional, há casos múltiplos de montagens de elenco baseadas na eficiência portátil; me coloco a disposição dos leitores para discutir exemplos, mas não os acrescentarei a está já extensa análise para que possamos identificar a consistência do MB em Pernambuco.

O circuito Recifense (o trâmite de um mesmo jogador por clubes concorrentes) existe desde os primórdios do futebol na cidade, mas foi intensificado no início do século XXI pela inflação em série e pela disseminação do MB: um total de 174 jogadores completou ao menos uma etapa desse circuito desde 2001.

Recordo ao leitor que o Náutico jamais tentou reproduzir o elenco coral de 2005 apesar de ter tido os tricolores como carrascos; esse intuito coube ao Sport em função, sobretudo, do grande hiato de jogos dos rubro-negros entre o fim precoce da temporada 2005 e o início de 2006. Assistir a jogos numa zona de conforto é a premissa básica do Método Bacardi, e as relações do circuito recifense são atreladas ao consumo de futebol nesta zona.

Entre 2008 e 2013 o Santa Cruz transitou entre as Séries C e D, e enquanto seus rivais tinham uma agenda útil preenchida pela disputa das Séries A e B, o calendário tricolor foi prematuramente encerrado por mais de uma vez:

  • 2008: último jogo em 06/09
  • 2009: último jogo em 09/08
  • 2010: último jogo em 05/10 

Por três anos em sequência o Santa Cruz passou por meses de inatividade profissional, uma ociosidade futebolística preenchida aos dias de quarta e domingo na Rede Globo com jogos de Náutico e Sport. Mesmo nas temporadas nas quais o ano coral foi mais robusto, o fato de estar abaixo na hierarquia nacional permitia um acompanhamento massivo do cotidiano de seus coirmãos: o número de jogos nas divisões C e D é radicalmente menor que nas A e B mesmo quando há prosperidade. Em 2013, ano em que a Série C foi conquistada pelo Santa Cruz, foram 26 partidas tricolores no certame nacional contra 38 de Náutico (Série A) e Sport (Série B).

Dos 64 atletas envolvidos no ciclo Náutico-Santa, 42 jogaram no Náutico antes de defender o Santa Cruz. Essa incidência quase duas vezes maior de ex-alvirrubros contratados pelos tricolores é correlata ao período inoperante coral: 20 dos 44 jogadores que defenderam primeiro o Náutico o fizeram entre 2007 e 2012.

Similarmente, 12 dos 33 atletas ex-Sport contratados pelo Santa Cruz estiveram no rubro-negro entre 2007 e 2012. Fortes impressões foram geradas na cúpula coral não porque, necessariamente, os times de Náutico e Sport fossem bons, mas em virtude de serem a referência de futebol mais acessível aos cartolas.

Considerando os dezessete atletas que concluíram o Circuito Recifense (isto é, que vestiram as três camisas), apenas um iniciou sua jornada no Recife pelo Arruda. Em quase 60% dos casos, o Santa Cruz buscou jogadores que já haviam atuado por seus dois rivais.

Procuro com esta exposição não condenar o Santa Cruz numa inferioridade mercadológica, mas o fato de ter estado inferior por meia década pesou numa desorientação de mercado: habitar as divisões mais baixas do futebol nacional não é desejável, mas confere uma oportunidade de mapear atletas despercebidos e, em consequência, não precificados. O Santa Cruz ignorou essa brecha e direcionou seus esforços na aquisição de nomes em curva descendente, que haviam se destacado por seus rivais dois ou três anos antes na expectativa de que reproduzissem no Arruda a performance exibida nos Aflitos ou na Ilha do Retiro em contextos não replicáveis.

Nos momentos em que Náutico e Sport foram os espectadores, o comportamento no mercado foi semelhante: tomaram os rivais como referência. Vimos o esforço rubro-negro em reproduzir na Ilha do Retiro o Santa Cruz de 2005 – de fato, 50% dos atletas ex-Santa Cruz contratados pelo Sport pertenciam ao escrete coral de 2005. Sob prisma alvirrubro, destaco a ausência do Náutico nas finais do Campeonato Pernambucano entre 2011 e 2013. Neste período, o Santa Cruz foi tricampeão estadual em três decisões contra o Sport – ainda assim, foi o Náutico quem tentou se apropriar do desempenho coral. 5 jogadores que participaram das finais do Pernambucano entre 2011 e 2013 tiveram passagens posteriores pelo Timbu, quatro deles ex-Santa Cruz, com o goleiro Tiago Cardoso, reputado pelas atuações de gala contra o Sport, como maior expoente da leva. 

Cartolas tendem a basear seu entendimento de futebol na bolha futebolística em que vivem. Ao sugerir que a contratação de Philip, do Afogados, tenha sido oriunda de uma noite regada a Bacardi por parte do presidente do Sport, meu colega não visava propagandear o rum cubano, mas sim definir um estereótipo. Todo futebolista aficionado aprecia uma oportunidade de sentar, preferencialmente com os amigos, e assistir ao jogo de seu time – mas isso não qualifica ninguém para contratar jogadores. O emprego do Método Bacardi expõe os clubes a um alto risco esportivo, o que na era do futebol industrial se configura num numa exposição ao risco financeiro.

Departamentos de scout dos mais modernos clubes do mundo diferem nos critérios de contratação de atletas, mas comungam o cuidado de não permitir que uma única partida os convença a respeito do potencial de determinado jogador. Ao ver Philip em noite memorável contra o Atlético/MG, concorrente do Sport na Primeira Divisão, houve a percepção de que ele poderia repetir com regularidade aquele desempenho diante de desafios técnicos semelhantes. A previsão feita à época da publicação original deste texto se concretizou, e o atleta acabou dispensado após disputar apenas 18 minutos de futebol com a camisa rubro-negra.

Em 2010, Ithamar Rangel, um meia à época com 24 anos, foi contratado pelo Náutico após ter aparecido numa matéria do Esporte Espetacular que contemplava o futebol em Cingapura. A justificativa para a vinda do atleta por parte do então diretor de futebol alvirrubro, Armando Ribeiro, foi baseada num único critério: velocidade.

O futebol em que ele estava é veloz. E ele se destacava justamente pela velocidade”, justificou o diretor de futebol do Náutico, Armando Ribeiro.

É pouco provável os dirigentes do Náutico estivessem bebendo Bacardi durante uma manhã dominical em meio a transmissão do Esporte Espetacular. Caso à caso, poderíamos chamar este fenômeno de Método Suco de Laranja ou ainda Método Caldo de Cana, infusões mais condizentes com a manhã de domingo. Independente da bebida, tal como uma ressaca de rum, o Método Bacardi resiste a ir embora. 11 anos separam a contratação de Ithamar Rangel, pelo Náutico, da atividade de mercado atual do Santa Cruz. Com três treinadores contratados e mais de vinte contratações realizadas numa temporada ainda incipiente, é difícil dissociar o apego à nomes como os dos volantes Derley e Elicarlos e do meia Marcos Vinicius, todos já dispensados, da tese do Método Bacardi. Ao todo, oito dos reforços trazidos pelos corais até então já foram dispensados.

A essência da metodologia avaliada no Método Bacardi é nociva ao momento profissional do futebol e motor das dificuldades que clubes tradicionais de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil enfrentam e continuarão enfrentando: a concorrência será dominada por aqueles que entenderam ou estão se propondo a entender a importância do contexto. O futebol é profissional e, se não considerado como tal, os clubes continuarão à mercê das vontades do rum.

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