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Juíza do Trabalho permite rescisão contratual de Kevyn com o Náutico

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O imbróglio continua. A Justiça do Trabalho, através da juíza Marília Leal Montenegro Spinelli, deferiu a rescisão unilateral do contrato do lateral-esquerdo Kevyn com o Náutico. Com isso, o jogador estará livre para assinar contrato com outro clube e o Timbu ainda terá que pagar multa de, aproximadamente, R$ 70 mil, entre dívidas com o jogador e outros encargos gerados pela ação. A decisão cabe recurso do Alvirrubro. A informação foi divulgada pelo repórter César Rosati, da rádio CBN, e confirmada pela reportagem do NE45.

O Náutico se mostra tranquilo em relação ao caso. A reportagem do NE45 entrou contato com o vice-presidente jurídico do clube, Bruno Becker, que explicou os próximos passos do Timbu na situação. “A gente tomou conhecimento hoje (quinta, 27) da sentença. Ela foi julgada procedente a ação e a juíza decretou a rescisão. O procedimento do clube é, com tranquilidade, entrar com recurso para o Tribunal. É uma etapa da ação que foi concluída, mas isso não é em definitivo”, disse.

“Nós vamos recorrer e, certamente, no recurso, vamos conseguir reverter essa situação. Até porque, a sentença, quem a proferiu foi a mesma juíza que, lá atrás, concedeu a liminar revogada pelo tribunal. Isso dá indícios de que, no nosso recurso, o tribunal vai acatar as razões do clube e corrigir essa sentença”, completou Bruno Becker.

Relembre o caso de Kevyn com o Náutico

Kevyn entrou com o pedido de rescisão, mesmo estando nos planos do técnico Hélio dos Anjos na temporada. Ele foi titular na campanha de recuperação na Série B, onde o Timbu se livrou do rebaixamento, e vinha participando normalmente da pré-temporada, chegando até a disputar jogo-treino com o time. Porém, no dia 22 de fevereiro, saiu a decisão da Justiça dando um parecer favorável ao jogador, que alegava atraso salarial de três meses, além do não recolhimento do FGTS em seis meses.

Na época, pego de surpresa, o Náutico reconheceu o atraso no recolhimento do FGTS e no pagamento do 13º, mas não nos salários alegados pelo atleta. Depois disso, o clube quitou essa dívida do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e, no dia 9 de março, consegui derrubar a decisão da defesa de Kevyn no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região.

Nesse período até o parecer favorável ao Timbu, o jogador esteve perto de fechar com o CSA e até treinou no time alagoano. Porém, teve de voltar e, por um tempo, não se reapresentou para treinar em separado da equipe. A defesa de Kevyn tentou realizar um acordo com a direção do Náutico pela liberação dele, mas o Timbu não aceitou, considerando-a “indecorosa”. Já que o clube abriria mão da multa, que gira em torno de R$ 4 milhões, em troca de uma dívida que estava em R$ 800, na época.

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