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Com folha de R$ 150 mil e sem dívidas, 4 de Julho sonha em fazer história ante São Paulo

Foto: Aldo Carvalho/4 de Julho

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Dois dias depois da vitória sobre o São Paulo por 3 a 2, na partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil, o 4 de Julho ainda colhe os frutos da noite histórica. E sonha alto. Com a vantagem de poder jogar por um empate na partida de volta, na próxima terça-feira, no Morumbi, o presidente do clube, Gilberto Sales, acredita ser possível a classificação para as oitavas de final. O que, para ele, seria o “maior feito do futebol do Piauí”. Em entrevista exclusiva ao NE45, o dirigente usou a história bíblica de Davi contra Golias para comparar o confronto. E reforçar a confiança na classificação contra o gigante paulista.

De fato, a diferença financeira expõe o abismo entre os dois clubes. De acordo com o presidente, a folha salarial do 4 de Julho, somando atletas e comissão técnica, gira em torno de R$ 150 mil por mês. No elenco, o maior salário pago a um jogador é de R$ 6 mil.

Para se ter uma ideia, a premiação de R$ 2,7 milhões em caso de avanço na Copa do Brasil seria suficiente para pagar 18 meses de salários do 4 de Julho. Por chegar à terceira fase da competição, eliminando Confiança e Cuiabá, o clube piauiense já faturou R$ 2,935 milhões em premiação. O que representa quase 20 meses de salários em dia.

“Seguimos com os pés no chão, mas sempre pensando positivo, fazendo o que pode ser feito. Não podemos comparar o São Paulo com o 4 de Julho em nenhuma modalidade. Nem na preparação física, nem no aspecto técnico. Somos um clube de Série D contra um de Série A, campeão mundial, brasileiro e paulista inúmeras vezes. Mas vamos entrar focados, com o intuito no resultado positivo, como aconteceu no primeiro jogo. Sabemos que é muito difícil (a classificação), mas não é impossível”, disse Gilberto Sales.

“O São Paulo dessa vez deve jogar com seu time completo, mas vamos trabalhar pelo resultado. Estamos na vantagem e no futebol tudo pode acontecer. Davi pode derrotar Golias. Acreditamos sim na classificação e em nenhum momento podemos perder a fé. Seria o maior feito da história do futebol do Piauí ”, completou o dirigente.

Clube sem dívidas

Gilberto Sales assumiu a presidência do 4 de Julho em 2016, com o clube na segunda divisão do Piauiense. No ano passado, o clube de Piripiri voltou a ser campeão estadual após nove temporadas, se classificando para a Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D (estreia no próximo sábado fora de casa contra o Juventude Samas-MA). Segundo o dirigente, um dos segredos do clube é não ter dívidas. Nem fiscais, nem trabalhistas.

“Assumi o 4 de Julho em 2016 rebaixado para a segunda divisão piauiense. Desde então conseguimos levantar o clube com salários em dia. Hoje o clube não deve a ninguém, não tem dívidas trabalhistas, nem ações na Justiça, de nenhuma natureza. Se quisermos tirar uma certidão negativa de débitos todos os dias, conseguimos. Estamos aptos a receber ajuda do governo federal, estadual e municipal”, pontuou.

Sendo assim, a premiação em caso de uma histórica classificação sobre o São Paulo já foi acertado com os jogadores. “Já foi definida e já passamos para os atletas, mas não vamos divulgar”, afirmou o mandatário colorado. “Nossa folha salarial, juntando comissão técnica e atletas, fica entre R$ 140 mil e R$ 150 mil. No elenco, o maior salário é de R$ 6 mil.”

Inspiração no Náutico

Com os holofotes sobre o 4 de Julho após a vitória sobre o São Paulo, uma curiosidade que veio à tona foi sobre a própria fundação do clube, em 1987, inspirada no Náutico. Com direito aos dois clubes trocaram mensagens nas redes sociais nesta quinta-feira (3). A informação foi confirmada pelo presidente executivo Gilberto Sales.

“O clube foi fundado pelo nosso atual presidente de honra, Luiz Menezes, que é médico, se formou em Recife e é torcedor do Náutico. Ele até usa uma camisa metade do Náutico, metade do 4 de Julho”, explicou Gilberto Sales, que também diz ter uma simpatia pelo Timbu pernambucano.

“Sou 4 de Julho, mas não tenho nada contra o Náutico. Sou simpatizante também. Mas fora do Piauí sou vascaíno, igual ao Luiz Menezes”, entregou o mandatário colorado.

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