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Alexandre Gallo, técnico do Santa Cruz Alexandre Gallo, técnico do Santa Cruz

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Santa põe Gallo na Justiça e cobra R$ 100 mil por quebra de contrato

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

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Depois de pedir demissão com apenas 10 dias de trabalho, o então treinador do Santa Cruz, Alexandre Gallo, terá que se resolver com o clube na Justiça. Isso porque o departamento jurídico tricolor moveu ação contra o técnico no valor de R$ 100 mil por quebra antecipada de contrato – o comandante tinha vínculo até o final do ano. A informação foi antecipada pelo repórter Vinícius Calado, da CBN, e confirmada com o vice-presidente da Cobra Coral, André Frutuoso.

“O ajuizamento corre na 16ª Vara de Trabalho do Recife e foi feto no dia 24 de maio. Cobramos um valor de R$ 100 mil, o acordado no contrato, mas a quantia pode ser acrescida de honorários, atualizações, e deve ser um pouco maior. Agora, a notificação do caso para Gallo depende da Justiça de São Paulo, local onde ele mora”, explicou Frutoso. A reportagem do NE45 tentou entrar em contato com o treinador, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria.

Alexandre Gallo teve uma passagem curta, mas de muita turbulência no Arruda. Primeiro porque chegou com o time ainda em transição para a disputa das competições, mas já pressionado pela falta de resultados, e acabou sequer vencendo um jogo nos 10 dias em que esteve à frente do Santa Cruz. Depois de derrota para o rival Náutico e empate contra o Salgueiro, o pivô da saída do técnico foi o revés para o Sete de Setembro, no Arruda. No total, um aproveitamento baixíssimo, de 12%.

Em coletiva de pronunciamento sobre sua despedida, publicada nas redes sociais do clube, Gallo foi duro e admitiu que ‘mesmo com todo o investimento do mundo, ele (o Santa Cruz) vai demorar uns seis meses para trazer uma condição mínima de trabalho para os profissionais que aí estão’.

A cobrança da multa por quebra de contrato, no entanto, não se trata de uma retaliação pela postura do ex-comandante, garantiu André Frutuoso, mas sim de uma tentativa de ‘trazer de volta o equilíbrio jurídico do Santa Cruz’ para com os seus credores.

“O que motivou é a vontade de trazer o equilíbrio do clube. A gente encontrou no jurídico do Santa uma grande dicotomia, desarmonização. Diversos credores em cima do clube estrangulando o clube para receber o que o clube deve e diversos créditos que o Santa tocava com passividade. Quando o clube deve, os credores são implacáveis, mas quando o clube é credor o Santa é benevolente. Isso está errado. Então, começamos a corrigir isso, cobrando com mais veemência a todos que nos deviam. E com Gallo não foi diferente. Não foi nada passional, foi simplesmente a restituição de uma política de recuperação de créditos”, concluiu Frutoso.

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