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Sem prazo para virada de chave

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É inegável que o Sport saiu, de alguns anos para cá, de um patamar econômico de investimentos que o levava a sonhar mais alto e hoje só enxerga o aperreio da degola. Porém, em uma empresa ou até mesmo uma pessoa em seu orçamento familiar, traça um projeto de curto a médio prazo para virar essa chave. O do Sport qual é? O título desse texto finaliza com .? justamente por isso. É uma afirmação. Mas uma interrogação à espera de respostas claras.

O torcedor precisa saber até para poder entender melhor o contexto e não viver em uma realidade paralela. Como também cobrar os resultados em cima desse projeto e questionar as falhas de execução.

No estágio financeiro que o Sport passou a se encontrar, em um recorte histórico de cerca de 3 anos para cá, a ousadia no futebol deixou de ser prioridade para equalizar o caixa do clube e ter um mínimo de desenvolvimento sustentável. É saber sofrer para conviver com um futuro melhor.

Se livrar da Série B e se manter na elite, com baixo orçamento, foram desafios vencidos, por mais que os caminhos escolhidos sejam questionáveis. Se “jogou futebol ou não” com Jair Ventura, já passou. Sobreviveu. Ponto. Vira-se a página. O problema é que custa a virá-la e aí incomoda.

É necessário o mínimo de qualidade técnica e organização enquanto time de futebol. Porque a conta não fecha. Os resultados dentro de campo, com eliminações precoces e vexatórias, sabotam também a recuperação da saúde financeira. É nadar, nadar e ficar preso no redemoinho de faturamento abaixo do necessário.

Inúmeros jogadores chegaram para 2021 com enormes interrogações às costas. É o que dá pra pagar, lógico, mas muitas vezes falta criatividade para achar soluções e oportunidades que tragam jogadores com mais chances de êxito e possam se tornar ativos, além de enxergar e priorizar deficiências gritantes como um 2º volante.

O empresário investe em um negócio e coloca o tempo para começar a recuperar seu dinheiro. O cidadão compra um carro novo e divide em 36 vezes e sabe que, depois dali, vai ter um refresco. Não tem “a fundo perdido”. O torcedor do Sport, porém, não sabe quando vai acabar o crediário dele.

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