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Presidente do CD diz que futuro do Sport será definido em colegiado

Pedro Lacerda fez longo pronunciamento sobre o clube; veja íntegra

Pedro Lacerda (direita), presidente do Conselho, ao lado de Gustavo Oiticica (esquerda), vice. Foto: Reprodução/ Sport Recife

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Depois de oficializadas as renúncias do presidente Milton Bivar e do vice-presidente Carlos Frederico, o presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Sport, Pedro Lacerda, falou pela primeira vez. Em longo pronunciamento (dez minutos) divulgado nas redes sociais do clube, avaliou sobre o momento vivido atualmente pela instituição e pregou, em mais de um momento, pacificidade, relembrando, inclusive, a disputada eleição vivida há pouco mais de dois meses – definida por apenas 38 votos.

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“O clube necessita, não é de agora, de uma grande pacificação. Passamos por um processo eleitoral duro, intenso, que foi muito além dos limites da boa convivência e da serenidade de uma instituição do tamanho do Sport precisa. Digo de forma muito clara, que, infelizmente, as feridas não foram saradas”, afirmou. 

“O tempo foi muito curto. Quis o destino que esse fato, o primeiro momento perturbador para todos nós, possa vir a ser convertido em um renascimento, um ressurgimento, uma nova comunhão entre todos aqueles que amam e se propõem a participar da vida política e social do clube. Minha função, de (Gustavo) Oiticica (vice do CD), da mesa diretora do Conselho Deliberativo, sempre foi e será de buscar a estabilidade política e institucional do clube”, acrescentou.

Diante das renúncias, o Conselho Deliberativo do Sport agendou, para a noite desta quarta-feira, às 19h, uma reunião extraordinária, a fim de tratar sobre as vacâncias dos cargos – de acordo com o estatuto do clube, um vice-presidente interino deve assumir, de maneira provisória.

“Faço uma convocação a partir do órgão que presido, para que meus pares, conselheiros, soberanos, decisores que serão dos destinos do clube na sessão extraordinária que logo mais será realizada, para que eliminem a hipótese de carregar qualquer sentimento de negativismo, de rancor, de mágoa. É um momento de pacificação, conciliação”, disse.

“Nosso clube não suporta e não suportará mais o grande embate político traduzido em um processo eleitoral, uma vez que, em menos de 90 dias, acabamos de passar por esse traumático processo, momento da vida do clube. A minha colocação volta a todos é de total serenidade”, reiterou Pedro.

Seguindo em fala sobre a reunião, o presidente do Conselho Deliberativo optou também por esclarecer que a decisão que venha a ser tomada no encontro será colegiada e não definida apenas por ele enquanto líder do órgão.

“O fato acontecido será, como disse agora há pouco, trabalhado pelo colegiado do Conselho na reunião de logo mais. Importante frisar: a presidência do Conselho Deliberativo não possui a prerrogativa de uma decisão isolada. Eu não tenho estatutariamente esse poder, de indicar qual o caminho para que o clube volte à normalidade na gestão Executiva e também não depende da minha análise individual apontar o destino que a eleição, que será realizada, terá. Mesmo que o Estatuto me desse esse poder, como sempre fiz em minha vida pessoal e enquanto diretor do clube e agora presidente do Conselho, essa decisão seria por mim colocada ao colegiado, ao plenário, que com certeza com a qualidade que o Conselho tem, com a inteligência e representatividade democrática que o Conselho tem, o clube voltará o quanto antes à normalidade institucional sendo assim preparada a questão eleitoral”, afirmou.

Por fim, Pedro Lacerda citou também a parte do futebol – que é o carro-chefe do clube – e revelou uma conversa com o departamento onde foi passada tranquilidade diante das mudanças que o Sport vive.

“Todos sabem que o que acontece fora das quatro linhas repercute nos vestiários. As providências iniciais também já foram tomadas, queria tranquilizar a todos. Ontem estive, junto com Oiticica, a diretoria de futebol. E, em um gesto de compromisso com o clube, mesmo tendo renunciado, o então vice-presidente Carlos Frederico teve a elegância, preocupação, de ir ao clube, ao departamento de futebol, CT, para nós podermos conversar com o plantel, olhando nos olhos, passamos a realidade, tranquilizamos o plantel que o clube está com sua institucionalidade preservada”, concluiu.

Como houve uma dupla renúncia no Sport, existe uma vacância simultânea dos cargos, o que implica em eleições indiretas (participação apenas do CD), segundo o artigo 88 do estatuto.

Porém, ainda de acordo com o artigo 88, também precisa ser observado o que aborda o artigo 86, que no contexto atual do Sport diz respeito à renúncia de Milton Bivar antes da metade do mandato – foi reeleito em abril. Assim sendo, o presidente eleito pelo Conselho assume de forma apenas interina e tem 15 dias para convocar eleição direta, fazendo o papel do vice.

Entretanto, segundo Gustavo Oiticica, vice-presidente do órgão, na tarde da última terça, ao NE45, não é assim que se procede e quem for escolhido de forma indireta assume de forma definitiva, até o fim do mandato, ou seja, término de 2022. A reportagem, contudo, retrucou Gustavo Oiticica, reproduziu os artigos do estatuto e trouxe um especialista no tema, que reiterou as leis do clube, na ocasião.

Confira pronunciamento na íntegra

Uma vez que aconteceu, no dia de ontem, a vacância simultânea dos cargos de presidente e vice-presidente do executivo, o Conselho Deliberativo, logo que foi cientificado dessa decisão que gerou a dita vacância, passou a tratar os assuntos que lhe dizem respeito, que são de incumbência estatutária deste conselho. A minha atribuição, meu compromisso, o compromisso de Oiticica, da mesa diretora do conselho com o clube continua mantido e será fielmente cumprido até o último dia dos nossos mandatos. Venho comunicar a todos que, neste momento que o Sport passa por um fato inesperado, cabe a cada um de nós, conselheiros, membros da mesa diretora, dirigentes, ex-dirigentes, sócios, torcedores, ter tranquilidade, serenidade e buscar, de uma forma intransigente, o melhor cenário para a sucessão do poder executivo.

O clube necessita, não é de agora, de uma grande pacificação. Passamos por um processo eleitoral duro, intenso, que foi muito além dos limites da boa convivência e da serenidade de uma instituição do tamanho do nosso querido Sport Clube do Recife, o maior clube do Norte-Nordeste brasileiro precisa. Digo de forma muito clara, que, infelizmente, as feridas não foram saradas. O tempo foi muito curto. Quis Deus, o destino, que esse fato, o primeiro momento perturbador para todos nós, possa vir a ser convertido em um renascimento, um ressurgimento, uma nova comunhão entre todos aqueles que amam e se propõem a participar da vida política e social do clube.

Minha função, de Oiticica, da mesa diretora do conselho deliberativo, sempre foi e será de buscar a estabilidade política e institucional do clube. É uma missão muito maior que a presidência do conselho, muito maior que as pessoas físicas que agora se colocam. A minha, a de Oiticica, que agora, se colocam representando todo o conselho. Faço uma convocação a partir do órgão que presido, o conselho deliberativo, para que meus pares, conselheiros, soberanos, decisores que serão dos destinos do clube na sessão extraordinária que logo mais será realizada, para que eliminem a hipótese de carregar qualquer sentimento de negativismo, de rancor, de mágoa. Que esses sentimentos que porventura possam existir, a começar do conselho, sejam eliminados. é um momento de pacificação, conciliação. Nosso clube não suporta e não suportará mais o grande embate político traduzido em um processo eleitoral, uma vez que, em menos de 90 dias, acabamos de passar por esse traumático processo, momento da vida do clube. A minha colocação volta a todos é de total serenidade.

O Conselho Deliberativo está presente, funcionando com total normalidade. O fato acontecido será, como disse agora há pouco, trabalho pelo colegiado do Conselho na reunião de logo mais. Importante frisar: a presidência do Conselho Deliberativo não possui a prerrogativa de uma decisão isolada. Eu não tenho estatutariamente esse poder, de indicar qual o caminho para que o clube volte à normalidade na gestão Executiva e também não depende da minha análise individual apontar o destino que a eleição, que será realizada, terá. Mesmo que o Estatuto me desse esse poder, como sempre fiz em minha vida pessoal e enquanto diretor do clube e agora presidente do Conselho, essa decisão seria por mim colocada ao colegiado, ao plenário, que com certeza com a qualidade que o Conselho tem, com a inteligência e representatividade democrática que o Conselho tem, o clube voltará o quanto antes à normalidade institucional sendo assim preparada a questão eleitoral. Reitero esse apelo para que aqueles, poucos, muito poucos, mas que infelizmente hoje em dia encontram eco na sua postura de ódio e alimentação de ódio, rancor, guardem esse sentimento negativo e se controlem. Se vocês amam o Sport, façam como nós estamos fazendo e sempre fizemos a partir do momento que a eleição chegou ao fim. É o momento de bandeira branca, de paz, de serenidadade, de colocar, honrar o nosso lema: pelo Sport tudo. A democraria está assegurada. Fomos eleitos pela vontade soberana dos sócios. O estatuto é a regra, é o norte que faz com que o sentimento democrático expressado nas urnas seja mantido e seja o guia para que o clube seja conduzido de forma como todo mundo deseja, tranquila. Não iremos nos impressionar com nenhum tipo de sentimento que venha a desagregar. Não vamos reverberar ideias, opiniões, que não coloquem o Sport em primeiro lugar.

Termino esse pronunciamento fazendo uma grande convocação de um esforço coletivo envolvendo os ex-presidentes do clube e do Conselho, ex-diretores, sócios, torcedores, para que emanados nós possamos transformar esse momento de tristeza em um momento de renascimento, união, porque como sabem o Sport unido é imbatível. E minha missão junto com Oiticica, junto com o Conselho Deliberativo, com cada um que diz amar o Sport, é buscar a união e o melhor caminho para que o clube retome a sua trajetória de vitórias.

Temos o compromisso com os nossos funcionários, atletas. Todos sabem que o que acontece fora das quatro linhas repercute nos vestiários. As providências iniciais também já foram tomadas, queria tranquilizar a todos. Ontem estive, junto com Oiticica, a diretoria de futebol. E, em um gesto de compromisso com o clube, mesmo tendo renunciado, o vice-presidente Carlos Frederico teve a elegância, preocupação, de ir ao clube, ao departamento de futebol, CT, para nós podermos conversar com o plantel, olhando nos olhos, passamos a realidade, tranquilizamos o plantel que o clube está com sua institucionalidade preservada, o Conselho é o guardião dessa instituição, se pronunciará de forma com que a paz seja o quanto antes reestabelecidae.

Termino essas palavras deixando o meu abraço, pedindo aos amigos da imprensa uma compreensão, muitos têm nos desmandado, mas o fato ocorreu de forma muito imprevisível. E primeiro nós temos essa missão de buscar os caminhos para agora fazer essa comunicação a vocês que as medidas foram tomadas e o Conselho vai se reunir logo mais. E a partir dessa reunião nós poderemos voltar a dialogar, conversar, já com o quadro mais caro em relação a como fica a providência necessária para estabilizar o poder Executivo que no momento se encontra sem o presidente e o vice-presidente, que simultaneamente tomaram a decisão de renunciar.

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