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Santa Cruz quebra jejum de mil minutos, mas ataque coral ainda vive “Pipicodependência”

Rafael Melo/Santa Cruz

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O jogo contra a Jacuipense marcou um fim de um longo jejum que incomodava a torcida e o time do Santa Cruz. Foram 323 minutos sem marcar nenhum gol. Se descontarmos gol contra, o jejum sobe para 533 minutos. Se o recorte contar apenas gols de atacante, já eram 990 minutos, ou 11 jogos inteiros sem nenhum tento de um avançado tricolor.

Os números são assustadores, mas, ficam ainda piores quando lembramos que não são inéditos. No ano passado, até outubro, o jejum dos atacantes ultrapassou a marca de 1.100 minutos, o que, na atual sequência, só teria sido igualada no segundo tempo do próximo jogo coral, contra o Volta Redonda.

Uma coisa liga as duas fases: os baixos números do centroavante Pipico. Principal atacante do elenco do Santa Cruz, o experiente jogador vive uma sequência muito ruim desde o início daquele jejum. São apenas seis gols nos últimos 33 jogos pelo Tricolor, sem marcar em partidas seguidas desde outubro do ano passado.

Sem a referência, o time tem dificuldade em encontrar artilheiros. Neste ano, Madson (19 jogos), França (7), Felipe Almeida (6), Héctor Bustamante (5), Adriano Michael Jackson (4), Arian (4), Frank (3), Jean Quiñonez (3), Wallace Pernambucano (1) e Ytalo Borba (1) já atuaram no ataque tricolor, e não conseguiram colocar nenhuma bola na rede.

Entre os atacantes, os únicos gols na temporada saíram dos pés de Pipico (4 gols em 20 jogos), Léo Gaúcho (3 em 19) e Lucas Batatinha (1 em 2). Isso reflete em uma assustadora marca de apenas 22 gols marcados em 25 jogos do clube, sendo que apenas 36% saindo dos atacantes.

Metade desses continuam sendo de Pipico, apesar de tudo, revelando que o Tricolor segue sem conseguir superar a “Pipicodependência” existente nas últimas temporadas. Ou seja, com o fraco desempenho do camisa 9, o time não consegue compensar a ausência de seu bom futebol e corre em paralelo, também com uma má fase.

Hoje, o principal artilheiro do Santa é Chiquinho, com cinco gols. Além dele, apenas outros oito jogadores conseguiram balançar as redes. Desses, inclusive, Elicarlos e Alan Cardoso já deixaram o clube.

LÉO GAÚCHO

Entre o jogo anterior com gol de atacante e o confronto de segunda-feira, uma coisa há em comum: gol de Léo Gaúcho. O jovem, que é uma das principais esperanças da base coral, tinha feito um gol na derrota contra o Náutico por 2 a 1, ainda na primeira fase do Estadual, e voltou a marcar no empate com a Jacuipense, depois de Lucas Batatinha já ter aberto o placar.

Relatando felicidade por voltar a marcar, Léo reiterou o foco do Santa Cruz no acesso à Série B. “Fico muito feliz em poder estar voltando a marcar, ter a oportunidade de jogar de novo. Isso motiva, cada vez mais, eu e todo o elenco. O nosso objetivo principal é subir. A gente sabe o peso dessa camisa e pode ter certeza que a gente vai dar o nosso máximo”.

Ele também relatou que o trabalho de Roberto Fernandes pode ser um grande diferencial para isso. “Ele gosta de muita intensidade e isso é muito bom, é necessário no futebol de hoje. Isso está nos ajudando muito e estamos trabalhando muito nos nossos erros para não ter muita margem de erro no jogo”.

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