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Louzer após indisciplinas no Sport: ‘Princípios e valores são inegociáveis’

Treinador falou sobre o momento do clube e avaliou duelo com Cuiabá

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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Além do empate contra o Cuiabá, a noite do Sport teve como destaque a ausência do lateral-direito Patric entre os relacionados por conta de um ato de indisciplina, que foi o segundo do clube em um curto espaço de tempo, já que há cerca de duas semanas o atacante Mikael passou pela mesma situação, na ocasião contra o Grêmio.

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Desta forma, como não poderia deixar de ser, o assunto foi tema da entrevista coletiva do técnico Umberto Louzer, que afirmou que “princípios e valores são inegociáveis”. Além disso, o treinador também foi questionado sobre o grupo e o ambiente do clube, que vive instabilidade política após renúncias e está em processo de definição de novo presidente. 

Por fim, o momento do Sport dentro de campo também foi perguntado ao treinador, que explicou as escolhas para este domingo. Leia abaixo ou ouça na íntegra.

Entrevista coletiva de Umberto Louzer – 28 de junho

Qual foi a indisciplina da ausência de Patric? 

“Já foi divulgada uma nota pela diretoria e assessoria. E assim como foi no caso de Mikael fica internamente, então isso vai ser resolvido internamente como foi. Agora é projetar o próximo adversário, saber que precisamos evoluir para que possamos voltar a vencer”.

Por que dois jogadores em um curto espaço de tempo tiveram indisciplina? Você tem tido dificuldades para controlar o grupo? Você sente que tem o grupo na mão? 

“Quanto aos episódios, acredito que são pontuais. Princípios e valores são inegociáveis, então enquanto estivermos à frente do Sport, até em respeito aos colaboradores, funcionários, instituição, torcedores, no nosso cargo aqui temos que tomar as decisões. Então como falei princípios e valores não são negociáveis. Temos procurado trabalhar, claro que alguns fatores têm dificultado, mas o cenário é esse. Como comandante e responsável temos que buscar soluções para que possamos dentro de campo dar uma resposta. Todos os atletas estão incomodados também com os resultados que não temos conseguido. Temos trabalhado, conversado, procurado ajustar. Agora é passar confiança, blindar o vestiário para que possamos voltar a vencer, pontuar, para que consigamos assim sair dessa situação adversa que nos encontramos no momento”.

O ambiente político tem atrapalhado o Sport? Os salários atrasados atrapalham ou isso não está influenciando?

“O foco é em melhorar. Minha obrigação como comandante é melhorar a equipe, evoluir, isso que temos buscado, trabalhado, contato com a dedicação dos atletas. O cenário é esse então temos que entender, ter a maturidade e buscar soluções. Então isso que temos feito. É continuar trabalhando porque tenho certeza que iremos reverter esse quadro”.

Por que abriu mão do esquema com três zagueiros?

“A ideia era ter um homem a mais no setor do meio, até porque o Thiago Lopes, na nossa ideia de jogo, iria jogar de fora para dentro, para que a gente pudesse ocupar o meio de campo, até porque o adversário marca no 4-1-4-1, então a gente queria fazer um quadrado de meia, liberando o corredor para o Hayner. Por isso a opção desse novo sistema e outras movimentações que se encaixariam nessa formatação”.

Dificuldades do Sport no primeiro tempo.

“Até iniciamos bem os cinco primeiros minutos, criamos uma possibilidade, tendo um pós-perda bom, tomando a iniciativa do jogo, mas depois voltamos a dar espaços para o adversário e quando jogamos em um nível de Campeonato Brasileiro, onde todas as equipes estão bem ajustados, e permitindo esses espaços, o adversário começa a gerar um certo desequilíbrio, foi o que acabou acontecendo no primeiro tempo. Corrigimos no intervalo, procuramos dar um equilíbrio maior defensivo para tomar o controle da partida e o jogo no segundo tempo foi mais equilibrado, mas é claro que a gente precisa evoluir para ter as atuações que estávamos tendo e até melhorar para voltar a vencer”

O que justifica o desempenho ruim do time?

“A gente tem tido dificuldades justamente para isso, a gente sabe que quanto mais a equipe joga junto, esse entrosamento vem. São atletas que estão retornando de lesão, de um período de inatividade e por mais que fisicamente eles vão voltando à melhor forma, a gente sabe que tem o ritmo de jogo, então eles vão adquirindo isso no decorrer. Nosso próximo adversário é o Santos, não temos muito tempo para trabalhar, é recuperar os atletas, fazer os pequenos ajustes para que a gente possa fazer um bom jogo lá e conseguir pontuar”.

Motivo da saída de Betinho.

“A gente entendeu, principalmente no primeiro tempo, que a gente acabou perdendo aquele setor de meio de campo, o adversários estava nos envolvendo, e o Betinho é um jogador com características de construção, de jogar por trás das linhas, chegar ao terço final com arremate e a gente precisava de um atleta com característica de sustentação maior, que desse uma proteção maior, porque eles estavam gerando um desequilíbrio, fazendo um 3 contra dois no lado direito nosso, então o Marcão estava sendo sobrecarregado. Com o Zé, a nossa ideia era que dividisse o lado de campo e o mantivesse protegido. Quando o Marcão tivesse de sair para fazer a cobertura do Hayner, nós trouxemos o Zé. Nós estávamos perdendo esse eixo central na frente da área e por isso optamos pelo Zé. A substituição equilibrou mais o jogo, foi para isso que fizemos, para que tivéssemos ter uma sustentação defensiva e com a bola fazer as movimentações para chegar ao gol adversário. Claro que tentamos, mas não foram suficientes para sair com o resultado que a gente almejava”.

O desempenho do primeiro tempo comprometeu na segunda etapa?

“Foi ruim o primeiro tempo, abaixo do nosso nível e do que podemos ofertar. Temos procurado entender isso e conversar com os atletas. Cobramos essa concentração e atenção no início de jogo, porque daqui a pouco saímos atrás do resultado e dificulta ainda mais para buscar a vitória. Até iniciamos bem, fizemos algumas movimentação, a possibilidade de finalização, tomando a iniciativa, depois desconectamos um pouco, tivemos dificuldades para encaixar a nossa maneira de jogar tanto para defender, quanto para atacar, então isso gerou um desconforto no primeiro tempo. No segundo tempo, com as trocas, conseguimos ajustar, o jogo ficou um pouco mais ajustado, mas infelizmente não foi suficiente para a gente poder sair daqui com a vitória”.

Ouça a partir do minuto 82′:

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