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39 medalhistas e nove ouros: conheça a história do Nordeste nos Jogos Olímpicos

Multimedalhistas: Vicente Lenílson (RN); Jaqueline Carvalho (PE); Ricardo Santos (BA); e Shelda Bedê (CE). (Fotos: Reprodução; Alexandre Arruda/CBV; Wander Roberto/CBV; Divulgação/COB)

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O Brasil tem uma importante história dentro dos Jogos Olímpicos de Verão. Participando desde a sétima edição, Antuérpia-1920, o país soma 129 medalhas ganhas e 373 medalhistas olímpicos (contando esportes coletivos). Desse número, o Nordeste tem uma participação importante, com 39 medalhistas nascidos na região, participando diretamente da campanha de 30 dessas medalhas brasileiras em Olimpíadas.

A primeira medalha nordestina veio em Londres-1948. Naquela campanha, a Seleção Masculina de Basquete faturou o bronze do torneio, tendo o baiano Nilton Pacheco no seu elenco. Era a primeira etapa da longa história da Bahia com o olimpismo. Hoje, o estado é o maior medalhista do Nordeste e o sexto maior do Brasil, com 2 ouros, oito pratas e nove bronzes.

O estado com maior número de ouros, entretanto, é Pernambuco, segundo maior medalhista da região e o nono do país, com quatro ouros, uma prata e três bronzes. É de Pernambuco, inclusive, o primeiro nordestino campeão olímpico: Pampa, que integrou a seleção masculina de vôlei, que levou o então inédito ouro da modalidade em Barcelona-1992.

As primeiras mulheres nordestinas a medalhar só apareceram em Atlanta-1996, na Seleção Feminina de Vôlei que faturou o bronze com a potiguar Virna e a alagoana Sandra na equipe, garantindo, também, as primeiras medalhas da história de seus estados. Também é do vôlei a única bicampeã olímpica do Nordeste: a pernambucana Jaqueline, campeã com a Seleção em Pequim-2008 e Londres-2012.

Em pé, na ponta esquerda, Nilton Pacheco foi o 1º medalhista do NE (Foto: Arquivo CBB/Divulgação)

COLETIVIDADE

A maior parte desses pódios nordestinos, porém, surge em esportes coletivos, revezamentos ou duplas. Mesmo com a primeira medalha tendo chegado em 1948, a primeira conquista “100% nordestina” só veio em Sydney-2000, com a dupla Zé Marco (PB) e Ricardo (BA), medalhistas de prata no vôlei de praia. E a nível individual, os primeiros pódios só viriam no retorno dos jogos à Grã-Bretanha, 64 anos depois, para Londres-2012, em dose tripla.

Piauense, a judoca Sarah Menezes foi a primeira campeã olímpica do estado e apenas a segunda entre as três mulheres do Brasil que conseguiram levar o ouro em categorias individuais. Além disso, também em 2012, os bronzes da pernambucana Yane Marques e da baiana Adriana Araújo são as únicas medalhas do Brasil, respectivamente, no pentatlo moderno e no boxe feminino.

Judoca Sarah Menezes foi a 1ª campeã olímpica do NE em esportes individuais. (Foto: Divulgação/COB)

DESTAQUES

O maior destaque nordestino, porém, vem de Pequim-2008. Foram 12 medalhistas, em uma lista que inclui nomes como Codó e Bruno Lins, do atletismo, Ricardo, do vôlei de praia, Marta, Formiga, Bárbara e Hernanes, do futebol e, claro, Jaqueline.

A edição com mais ouros, porém, foi a Rio-2016. Por aqui, o boxeador baiano Róbson Conceição se tornou o segundo campeão olímpico individual do Nordeste. Em esportes coletivos, Douglas Santos (PB) e Maurício Borges (AL) participaram das campanhas douradas do futebol e do vôlei, garantindo os primeiros ouros de seus estados.

Também foi no Rio que tivemos o primeiro nordestino com mais de um pódio na mesma edição dos Jogos, além de ser o único brasileiro com três medalhas na mesma Olimpíada: o baiano Isaquias Queiroz, da canoagem de velocidade.

Isaquias Queiroz (direta) ganhou três medalhas no Rio-2016, sendo uma com Erlon Souza (e). (Foto: Divulgação/COB)

DISPARIDADE

Na história, 373 brasileiros ganharam uma medalha olímpica, segundo o Ministério do Esporte. Futebol (130), vôlei de quadra (77) e basquete (44) são os esportes que mais contribuíram para essa lista. Considerando os multimedalhistas, o Brasil soma 483 subidas ao pódio. Dessas, porém, apenas 49 foram de atletas nordestinos, 10% do total.

O levantamento do NE45, revela, mais uma vez, uma enorme concentração de paulistas nos esportes de alto desempenho do país. Para os nascidos no estado de São Paulo, já foram 178 subidas ao pódio, mas de um terço de todo o rendimento brasileiro. Se contarmos toda a região Sudeste, são 308, 64% de tudo que o Brasil já conseguiu.

O cenário é tão dispare que apenas seis estados tem mais medalhas olímpicas pelo Brasil que a conquistas dos brasileiros nascidos no exterior. Para a lista, que inclui atletas nascidos, entre outros, em França, Estados Unidos, Argentina e Colômbia, já foram 13 idas ao pódio, número que, no Nordeste, só é superado pela Bahia.

MEDALHAS GANHAS POR ESTADO

MEDALHAS NORDESTINAS

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