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Série B chega à 10ª troca de técnico e mantém média de mudanças, mesmo com nova regra

Gustavo Aleixo/Cruzeiro; Letícia Martins/ECV ; Lucas Almeida/ADC; Augusto Oliveira/CSA; Samara Miranda/Remo

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A partir deste ano, o futebol brasileiro vem convivendo com uma nova regra que limita a troca de treinadores nas suas três principais divisões nacionais. Em teoria, essa regra surge para reduzir o exaustivo número de demissões e contratações dos técnicos, permitindo maior estabilidade aos profissionais e maior planejamento aos clubes. Na prática, porém, a evolução, até o momento, é pequena.

Até o momento, na 14ª rodada da Série B, foram 10 quedas de treinador, o que é suficiente para igualar a menor marca no histórico recente, no ano de 2019. Os números, porém, ainda são muito similares às demais temporadas, afinal seis dos últimos dez anos tiveram 10 ou 11 saídas nesse recorte.

Em 2021, Vitória (Rodrigo Chagas por Ramon Menezes), Cruzeiro (Felipe Conceição por Mozart), Vila Nova (saiu Wagner Lopes), Remo (Paulo Bonamigo por Felipe Conceição), CSA (Bruno Pivetti por Ney Franco), Londrina (Roberto Fonseca por Márcio Fernandes), Botafogo (Marcelo Chamusca por Enderson Moreira), Goiás (Pintado por Marcelo Cabo), Vasco (Marcelo Cabo por Lisca) e Confiança (saiu Rodrigo Santana) já realizaram trocas.

Até houve um receio inicial pelas mudanças, com apenas Vitória e Cruzeiro realizando trocas nas cinco primeiras rodadas. Agora, porém, o recorte já mostra sete trocas nas últimas sete rodadas. Esse comportamento é muito similar aos últimos anos de Série B. Nas últimas três temporada também foram apenas duas mudanças nas cinco rodadas iniciais, que se sucederam a uma sequência de trocas a partir da sexta ou oitava rodada.

Nordestinos

No que se trata de continuidade de trabalhos, um bom sinal neste ano, vem estando nos clubes nordestinos. Vitória, CSA e Confiança são os únicos que já realizaram mudanças no comando. No ano passado, com os mesmo seis clubes na disputa, a 14ª rodada já tinha visto trocas no Náutico, no CSA (2x), no Confiança e no Vitória. Mais à frente, CRB, Náutico e Vitória (2x) ainda realizariam novas trocas.

Se Náutico, CRB e Sampaio Corrêa, que ocupam a primeira página da tabela, não teriam muitos motivos para trocas, CSA, Vitória e Confiança, na parte baixa, vêm mostrando sinais de paciência que não são muito costumeiros a nível nacional.

Para os alagoanos, a troca de Bruno Pivetti veio na 9ª rodada, quando o clube tinha apenas duas vitórias e beirava a zona de rebaixamento desde o início. A pressão sobre o treinador já vinha de algumas rodadas, mas estourou após a derrota no clássico contra o CRB. O Confiança também já tinha um Rodrigo Santana pressionado há algum tempo. O Dragão não vence há oito jogos e já está no Z4 há algumas rodadas.

A exceção é o Vitória, que realizou uma troca logo na segunda rodada. Desde que Ramon Menezes assumiu, porém, foram apenas duas vitórias na Série B, presença constante no Z4 e, apesar da pressão, ele segue tendo continuidade.

Média

Os contextos de cada ano podem interferir bastante na quantidade de demissões e saídas de treinador ao longo de um campeonato Ainda assim, a série B de 2021 tem a menor média de trocas entre os clubes nordestinos em uma Segunda Divisão nos últimos cinco anos.

Atualmente, na 14ª rodada, há uma média de 0,5 troca para cada clube nordestino. De 2013 para cá, a única campanha que tinha média menor era a de 2016, com apenas duas trocas entre os cinco nordestinos na disputa (Dejan Petković por Wagner Lopes no Sampaio e Doriva por Guto Ferreira no Bahia).

Pelo outro lado, o máximo já registrado foi em 2013, quando a 14ª já tinha seis trocas entre os seis clubes nordestinos na disputa, com o ABC (Paulo Porto > Waldemar Lemos > Roberto Fernandes), inclusive, tendo duas mudanças e o Sport sendo o único que manteve o comandante (Marcelo Martelotte) nesse primeiro terço.

Total de trocas até a 14ª rodada

2021 – 10 trocas | 3 no Nordeste (0,50 por clube)
2020 – 11 trocas | 5 no Nordeste (0,83 por clube)
2019 – 10 trocas | 2 no Nordeste (0,66 por clube)
2018 – 13 trocas | 3 no Nordeste (0,75 por clube)
2017 – 11 trocas | 4 no Nordeste (0,80 por clube)
2016 – 11 trocas | 2 no Nordeste (0,40 por clube)
2015 – 17 trocas | 7 no Nordeste (0,88 por clube)
2014 – 15 trocas | 4 no Nordeste (0,57 por clube)
2013 – 14 trocas | 6 no Nordeste (1,00 por clube)
2012 – 11 trocas | 2 no Nordeste (0,33 por clube)

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