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Sport tem 36 processos na CRND e débito gira em torno de R$ 20 mil

Ações nesta esfera podem render punição que bloqueia BID do clube

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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A nova gestão do Sport, que tomou posse oficialmente na última sexta-feira, a cada dia mais vai se inteirando da situação do clube. Na área jurídica, por exemplo, ações e dívidas são destrinchadas para ser compreendido o real cenário. Que, como esperado, não é fácil. Na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), por exemplo, são 36 processos, que, somados, giram em torno de R$ 20 milhões em débitos.

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E as ações na CNRD, aliás, são bem preocupantes. Isso porque, a depender do curso do processo, em caso de descumprimento, o Sport pode ser punido com o bloqueio do Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, sem poder registrar reforços – algo que já ocorreu três vezes do ano passado para cá.

“Infelizmente vimos que a quantidade de processos era muito maior do que tínhamos notícia. Existe hoje, em tramitação, na CRND, 36, mas já fomos notificados de outros que estão por vir. Dá cerca de R$ 20 milhões”, disse Rodrigo Guedes, vice-presidente jurídico do clube. 

Diante desse cenário, a pergunta que não quer calar é: como equacionar essa questão com o clube em dificuldades financeiras? E o diretor do clube afirmou que o departamento já se debruça em busca de um acordo junto às partes.

“Estamos buscando parcerias. Na CRND já conversamos com alguns advogados, alguns já nos deram prazos suspendendo processos para ver o que podemos fazer. E trabalhista estamos vendo algumas situações para tentar diminuir, evitar penhoras, leilões”, acrescentou. 

Além disso, o clube também sofre com ações na área trabalhista e cível, que também requerem o mesmo grau de atenção, explicou o vice-presidente jurídico.

“A gente não pode priorizar um tribunal. Pode ter um (processo) que tem uma penhora na parte cível, ou uma penalidade na trabalhista. Temos que priorizar o que seja melhor para o Sport. Vamos fazer acordos, tentar diminuir”, concluiu Rodrigo Guedes.

O Sport, aliás, já sofreu sanções nesta esfera nacional. Em duas oportunidades no ano passado, por dívidas junto ao chileno Mark González, o clube ficou proibido de inscrever atletas. Neste ano, por sua vez, um ação que envolve Agenor, Marquinhos e Leandro Pereira voltou a impedir o clube de ter acesso ao BID.

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