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Apresentado, Hernanes fala sobre estreia, posição onde prefere atuar e metas do Sport

Fotos: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

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Principal contratação do Sport para o Campeonato Brasileiro, o meia Hernanes foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira (4) como jogador rubro-negro. E em sua primeira entrevista coletiva, o novo camisa oito do Leão falou sobre os motivos que o fizeram aceitar o convite do clube pernambucano, em qual posição prefere atuar, qual a previsão para a estreia e também os objetivos que têm individualmente e também no aspecto coletivo para ajudar o Sport nesta Série A.

O jogador, de 36 anos, também agradeceu ao carinho que vem recebendo dos torcedores desde o início das negociações para atuar pela primeira vez profissionalmente na sua cidade natal. “A diretoria do Sport, a presidência, o torcedor rubro-negro e os recifenses em geral me receberam de uma forma calorosa, como era de se esperar do nosso povo. Me sinto muito lisonjeado, agradecido e grato por essa porta aberta que Sport abriu para mim. Estou muito feliz com minha escolha”.

Confira os principais pontos da entrevista do “Profeta”

Porque escolheu o Sport?

Como diz o nosso grandioso Alceu Valença, do qual sou fã. “Foi a saudade que me trouxe pelos braços”. Não tem maior motivo. Quando estava para encerrar o ciclo anterior (no São Paulo) pensava qual no Brasil a cidade que eu gostaria ou poderia viver. E meu coração rapidamente já falou Recife. E aí comecei a pensar se seria possível e me lembro que no começo do ano teve uma especulação do meu nome aqui na Ilha. Aii eu pensei: “vai que os caras ainda tenham interesse no meu futebol”. Quando meu coração fala, minha cabeça pode fazer alguns questionamentos, mas eu costumo sempre seguir meu coração e essa foi a maior justificativa. Pensei em algumas coisas porque o Sport estava passando por uma reformulação no momento político e ficou ali em suspenso se havia realmente o interesse no meu futebol e fiquei aguardando. E quando esse interesse foi compreendido de ambas as partes então a decisão foi rapidamente tomada. Foi uma conexão de momentos. Eu precisando de um lugar para mostrar meu futebol e o Sport também precisando daquilo que eu tinha para oferecer. 

Qual posição você prefere jogar? Como volante ou meia armador?

Eu comecei como segundo volante no São Paulo no esquema tático de três zagueiros, mas a cada ano que ia passando eu fui chegando um pouquinho mais na frente, com menos determinações defensivas. E quando cheguei na Lazio (em 2010) eu já joguei quase como segundo atacante, no 4-2-3-1, atrás do atacante, ali como um camisa 10. Conversei rapidamente com o Umberto (Louzer, treinador) e nos entendemos sobre isso. A posição que ele me vê e a posição que eu me vejo contribuindo mais. Porque, como mostrei ao longo da minha carreira, eu posso jogar em várias posições, mas a posição que posso render mais, dependendo claro de vários fatores, como o momento do jogo, é terceiro homem de meio campo, tendo liberdade para chegar ao ataque e aproveitar e desfrutar das minhas melhores características que são o chute a gol e o poder de finalização e assistências para o ataque.

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Quando acha que pode fazer a estreia?

Eu já fiz todos os testes possíveis físicos ontem (3) na minha chegada ao Sport e estou fisicamente apto para poder treinar normalmente. Claro que fiquei nesse intervalo de três semanas sem ter contato com bola. Mas acredito que daqui a duas semanas já estarei à disposição do umberto para ele poder me utilizar.

Se imagina atuando ao lado do Thiago Neves ou prevê disputa entre vocês pela posição?

Como falei anteriormente, minha vontade de jogar e tendo mais liberdade para chegar ao ataque e depende muito do esquema tático que o treinador vai utilizar. Essa é uma questão puramente dele. Sou fã do Thiago, ele é craque de bola e era muito chato jogar contra ele, difícil. Um jogador de muita qualidade em todos os sentidos. Poder jogar agora ao lado dele é um privilégio e facilita muito o jogo. Mas é uma questão do treinador, se ele vai conseguir, com os dois aptos a jogar em alto nível, nos escalar para jogarmos juntos ou um em detrimento do outro.

Você é um jogador consagrado. Como continuar encontrando a motivação para seguir na carreira?

A motivação para seguir trabalhando é que temos ainda sonhos e objetivos a alcançar. A vida não só do atleta, mas de todo ser humano deveria ser assim, movida a sonhos. Ouvir recentemente uma frase muito legal que dizia “você pode até não ter senso, mas nunca pode deixar de ter sonhos”. Então ainda tenho sonhos e objetivo a alcançar e essa é a minha motivação diária para vir aqui e dar 100% para o Sport e contribuir para uma campanha digna dessa camisa.

Aos 36 anos, meia vai defender pela primeira vez profissionalmente um clube da sua cidade natal

Como avalia a briga do Sport na Série A. Na parte do meio ou na parte de baixo?

Ainda não posso dar um diagnóstico. Cheguei há apenas um dia. Mas o futebol às vezes muda rápido. A nova diretoria, em poucos jogos, já conseguiu organizar e ter um projeto para a equipe do Sport. E isso já refletiu em campo. Os resultados às vezes demoram a colher, mas já começaram a ser colhidos e isso me deixa muito feliz. Então minha avaliação ainda é muito precária de onde podemos chegar. Até porque não vinha jogando tanto e tenho que entender o meu momento e saber o quanto vou poder contribuir. A vontade é de alcançar coisas grandes. Mas após as próximas duas semanas de preparação vou ter uma ideia melhor do quanto vou poder contribuir e do que podemos almejar no campeonato. 

A diretoria do Sport já externou diversas vezes que o grande objetivo e permanência na Série A, fazer um campeonato de manutenção. Como encara essa nova realidade na carreira e como sua experiência pode ajudar?

Já vivi uma situação assim em 2017 (no São Paulo). Geralmente a vida do ser humano, consequentemente dos atletas e dos times é inconstante e vai ter oscilações. Mas pela experiência que vive, quando se está na parte de baixo da tabela, até por força da gravidade, a atração é maior e as oscilações são maiores. Então, primeiro, temos que ser bem realistas e procurar nos afastar o máximo possível (das últimas posições) e só a partir daí tentar planejar alguma outra situação, Não podemos nos entusiasmar demais e achar porque tivemos duas vitórias e um empate (nas últimas três rodadas) que resolveu. Não resolveu e existem ainda momentos de inconstâncias. Vamos trabalhar muito sério e resolvido isso podemos começar a pensar em coisas maiores.

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