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Vitória: Em julgamento do STJD, Paulo Carneiro pega suspensão de 90 dias e nova multa

Reprodução/SporTV

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), voltou a plicar uma punição ao presidente do Vitória, Paulo Carneiro. Sete dias após oficializar a suspensão sem tempo determinado do mandatário por causa da não quitação de dívidas, os juízes decidiram pela suspensão por 90 dias, além de uma multa de R$ 5 mil, valor considerado solidário à situação econômica do clube.

A decisão foi oficializada no fim da manhã desta quarta-feira, de maneira unânime, pelo Pleno do Tribunal. Como a dívida não paga ainda tinha o valor orçado em quase R$ 37 mil, a dívida do Leão da Barra, agora, chega perto dos R$ 42 mil.

A decisão foi comentada pelo auditor do caso, Bruno Tavares. “Entendo que houve sim a infração. Somos sensíveis a situação financeira dos clubes, mas o parcelamento em 10x justamente foi para facilitar que fosse cumprido (…) Estou aplicando a pena de R$ 5 mil solidariamente e a pena mínima de suspensão por 90 dias ao presidente”.

Dessas dez parcelas, apenas as quatro primeiras foram pagas até agora. Segundo a advogada do Vitória, Patrícia Saleão, esses pagamentos foram feitos em 5 de outubro, 29 de outubro, ainda no ano passado, e as duas seguidas em 18 de maio deste ano.

Entenda o caso

A nova punição acontece em decorrência do não pagamento de uma multa de R$ 111 mil após uma confusão no qual Carneiro se envolveu em um jogo contra o Ceará na Copa do Brasil de 2020. Na oportunidade, ele foi punido após “invadir o campo, não usar máscara, ofender a arbitragem e ameaçar um atleta” (Vina).

À época, o mandatário foi punido com suspensão de 135 dias, além de uma multa de R$ 21 mil, que foi elevada para R$ 61 mil após recurso. Depois de cumprir pouco mais da metade desse tempo, porém, Carneiro solicitou que o tempo restante fosse convertido em cestas básicas, o que foi acatado, gerando uma nova ordem de pagamento, dessa vez no valor de R$ 50 mil, destinados a instituições indicadas pelo STJD.

Depois, ainda foi autorizado pelo presidente do órgão, Otávio Noronha, que aqueles R$ 61 mil iniciais fossem pagas em 10 parcelas, dada a “realidade financeira atual” do clube. Ainda hoje, porém, mais de 16 meses após o jogo, apenas as quatro primeiras parcelas e o valor das cestas básicas foram pagos, o que significa que o clube segue com um débito de R$ 36.600.

Pelo Código de Justiça Desportiva (CBDJ), o não pagamento incorre em uma nova punição que poderia chegar a R$ 100 mil, mas ficou em apenas R$ 5 mil.

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