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Com 4 ouros, Nordeste supera números do Brasil em todas as demais participações olímpicas

Jonne Roriz/COB; Wander Roberto/COB; Reprodução/COB; Jonne Roriz/COB

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Os Jogos Olímpicos de Tóquio já são um grande marco no esporte brasileiro. Entre as várias marcas que já foram alcançadas (e que podem ser ampliadas), o Brasil quebrou o próprio recorde de ouros individuais em uma única edição dos Jogos, algo muito impulsionado pelo bom desempenho nordestino em Tóquio, com os atletas da região, sozinhos, garantindo mais ouros individuais do que o Brasil já tinha em qualquer outra edição de Olimpíada.

Até o penúltimo dia de competições, o Brasil tem cinco ouros em categorias individuais, três dos quais repousando em peitos baianos: Ana Marcela Cunha, nos 10km da maratona aquática; de Isaquias Queiroz, nos 1000m da canoagem velocidade C-1; e de Hebert Conceição, no peso médio do boxe masculino.

Além deles, o potiguar Ítalo Ferreira também levou o ouro no surfe masculino, garantindo quatro títulos olímpicos para a região. Com isso, o Nordeste triplicou as suas conquistas, uma vez que só tinha os ouros da judoca piauiense Sarah Menezes, em 2008, e do pugilista baiano Robson Conceição, em 2016.

Bahia

O único ouro individual não nordestino do Brasil nesta edição dos Jogos foi da ginasta Rebeca Andrade, que venceu a disputa no salto sobre a mesa. Rebeca é de São Paulo, estado de onde vieram 11 dos 21 ouros individuais já ganhos pelo país em toda a história das Olimpíadas.

Com o bom desempenho em Tóquio, a segunda posição dessa disputa histórica já foi tomada pela Bahia, com quatro títulos. E o estado ainda tem a chance de ampliar esta marca, uma vez que, a partir das 2h da manhã deste domingo, a pugilista Bia Ferreira disputa a final do peso leve boxe feminino, enfrentando a irlandesa Kellie Harrington.

Marca histórica

Esses quatro ouros garantidos por nordestinos em Tóquio já superam o total de títulos individuais do Brasil em qualquer outra edição de Jogos Olímpicos. Antes, o recorde nacional tinha acontecido no Rio de Janeiro, em 2016. Naquela edição, dos sete títulos brasileiros, três foram individuais, dois em duplas e dois em esportes coletivos.

Antes da Olimpíada em casa, o Brasil nunca tinha ido além de dois ouros em categorias individuais, marca alcançada nos anos de 2004, 2008 e 2012. Indo além, só em Tóquio, o Nordeste já ganhou tantas medalhas individuais quanto o Brasil tinha conseguido nas suas 13 primeiras participações olímpicas (1920-1924, 1932-1984).

E esse número pode ir ainda além. Caso Bia Ferreira confirme o ouro, o desempenho individual do Nordeste vai superar o total de conquistas do Brasil em quase todas as Olimpíadas, somando medalhas individuais e coletivas. Esse total ficaria atrás, apenas, das sete medalhas da Rio-2016, e igualaria os cinco ouros de Atenas-2004.

Ouros individuais do Brasil nos Jogos Olímpicos

1920 – Guilherme Paraense (Tiro esportivo – pistola rápida 25m) – Belém/PA
1952 – Adhemar Ferreira da Silva (Atletismo – salto triplo) – São Paulo/SP
1956 – Adhemar Ferreira da Silva (Atletismo – salto triplo) – São Paulo/SP
1984 – Joaquim Cruz (Atletismo – 800m) – Taguatinga/DF
1988 – Aurélio Miguel (Judô – meio-pesado) – São Paulo/SP
1992 – Rogério Sampaio (Judô – meio-leve) – São Paulo/SP
1996 – Robert Scheidt (Vela – classe laser) – São Paulo/SP
2004 – Robert Scheidt (Vela – classe laser) – São Paulo/SP
2004 – Rodrigo Pessoa (Hipismo saltos – individual) – Paris/França
2008 – César Cielo (Natação – 50m livre) – Santa Bárbara d’Oeste/SP
2008 – Mauren Maggi (Atletismo – salto em distância) – São Carlos/SP
2012 – Sarah Menezes (Judô – ligeiro) – Teresina/PI
2012 – Arthur Zanetti (Ginástica artística – argolas) – São Caetano do Sul/SP
2016 – Rafaela Silva (Judô – leve) – Rio de Janeiro/RJ
2016 – Thiago Braz (Atletismo – salto com vara) – Marília/SP
2016 – Robson Conceição (Boxe – leve) – Salvador/BA
2020 – Ítalo Ferreira (Surfe) – Baía Formosa/RN
2020 – Rebeca Andrade (Ginástica artística – salto sobre a mesa) – Guarulhos/SP
2020 – Ana Marcela Cunha (Maratona aquática) – Salvador/BA
2020 – Isaquias Queiroz (Canoagem velocidade – C-1 1000m) – Ubaitaba/BA
2020 – Hebert Conceição (Boxe – médio) – Salvador/BA

Por região

Sudeste – 12 ouros (10 campeões)
Nordeste – 6 ouros
Norte, Centro-Oeste e Exterior – 1 ouro

Por estado

São Paulo – 11 ouros (9 campeões)
Bahia – 4 ouros
Pará, Distrito Federal, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Exterior – 1 ouro

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