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Federação Paraibana abre inquérito para investigar suposta venda de ingressos em clássico

Foto: Rômulo Melquíades / FPF-PB

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Após o Ministério Público da Paraiba informar que solicitou abertura de inquérito policial para apurar uma suposta venda irregular de ingressos no clássico do último domingo entre Treze e Campinense, no Amigão, pela Série B, foi a vez da Federação Paraibana de Futebol confirmar que também abrirá um inquérito administrativo para apurar a denúncia. A informação foi confirmada pela presidente da entidade, Michelle Ramalho, nesta terça-feira, em entrevista à Rádio CBN de João Pessoa.

Compartilhado de forma anônima nas redes sociais, um vídeo mostra uma suposta venda de ingressos para o setor de cadeiras do Amigão por uma funcionária do Treze no valor de R$ 152. No caso, quem comprasse o bilhete entraria como “convidado” do clube. Ainda de acordo com a denúncia feita, o ato teria ocorrido com a conivência da Federação Paraibana de Futebol. O vídeo faz citação a orientações referentes à logística dentro do estádio que seria feita por dois funcionários da FPF-PB.

A entrada de torcedores segue proibida em todos os estádios da Paraíba, assim como nos demais estados do Brasil, por conta da pandemia da Covid-19.

“Confesso que fui pega de surpresa com esse vídeo nas redes sociais. Mas também diria que, felizmente, tive acesso a ele antes de 24 horas de o jogo ocorrer. A FPF-PB já tomou as devidas providências legais. Na mesma hora, eu entrei em contato com o delegado do jogo e notificamos o Treze para esclarecimentos sobre o vídeo no prazo máximo de 24 horas, sob pena de não ocorrer a partida. O Treze respondeu. Nós também comunicamos ao Ministério Público. Entramos em contato com o Coronel Azevedo, responsável pelo policiamento no clássico. O que eu posso assegurar é que não ocorreu (a presença de torcedores infiltrados)”, assegurou Michelle Ramalho.

A presidente também confirmou que a FPF-PB já começou a ouvir as pessoas que estavam trabalhando na partida. Ramalho assegurou que, em caso de indícios de fraude, o caso será levado adiante, provocando também outras entidades para ajudar nas investigações.

“Eu entendo que seja uma denúncia grave, mas que está sendo, sim, apurada. Não só pela FPF-PB, mas também pelos órgãos competentes. No que diz respeito à FPF-PB, já entramos com inquérito administrativo. Já estamos fazendo a ouvida de todos aqueles que estavam trabalhando no dia do jogo. A FPF-PB não tem poder de uma polícia, mas, com certeza, este inquérito vai estar disponibilizado para as autoridades competentes, se assim acharem conveniente. Se tiver indícios de fraude, nós vamos enviar para o STJD, para o Ministério Público e para qualquer autoridade que esteja querendo apurar o caso a fundo”, garantiu.

Pelo protocolo da CBF, cada clube pode levar até 80 pessoas na delegação por jogo, contando com profissionais que entram em campo, além de dirigentes e alguns convidados.

Diante da denúncia, o procurador de Justiça Valberto garantiu que o órgão vai abrir um inquérito para investigar a situação. Segundo ele, em se confirmado a venda proibida, os dirigentes envolvidos vão responder judicialmente.

Dentro de campo, o clássico acabou empatado por 0 a 0. O Campinense está na 3º colocação do Grupo 3 da Série D, com 15 pontos, dois a mais do que o Treze, quarto colocado.

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