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Início, finanças, ambiente, Louzer e mais: veja exclusiva com presidente do Sport

Léo Lopes também falou sobre Hernanes e volta do público; confira

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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Novo presidente do Sport, Leonardo Lopes concedeu entrevista exclusiva ao Podcast 45 Minutos para falar sobre as três primeiras semanas à frente do Sport, completadas nesta sexta-feira. Em uma conversa de quase duas horas, o atual mandatário passou diversos temas e, nesta matéria, o NE45 traz alguns deles – a íntegra você pode conferir em vídeo ou áudio clicando nos respectivos links.

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De início, Leonardo Lopes falou sobre os primeiros dias no comando do Sport, a percepção financeira – onde sinalizou o anúncio de uma ”fotografia” na próxima semana à torcida – e, claro, o futebol, carro-chefe do clube, onde abordou, dentre outros, o acordo salarial recente com os jogadores, o trabalho de Nelo Campos e de Umberto Louzer. Confira abaixo.

Entrevista

Como tem sido a missão de presidir o Sport? E como foram os primeiros dias?

“É uma missão que realmente pede muito tempo, comprometimento, estar lidando com a paixão de aproximadamente 4 milhões de pessoas. E os primeiros dias foram muito de tentar fazer um raio-x do clube. Passamos por um processo eleitoral muito demorado, adiado por algumas oportunidades, e chegou uma hora que precisávamos sair da zona de conforto e assumir essa responsabilidade. Mas eu diria que essa gestão não é de apenas uma pessoa, não é de Leonardo. É uma gestão de um grupo de torcedores que se fossem usar apenas a razão pelo que se imaginava encontrar, seria uma decisão difícil de tomar, de topar. Mas quando se tem paixão, vontade, esperança de melhorar as coisas, acho que foi esse desafio que motivou o nosso grupo, essas pessoas. Hoje a gente vai no clube qualquer dia tem sete, oito pessoas da gestão se dedicando. E a sala da presidência não é minha, é a sala de todos do grupo Então muitas vezes eu chego, a sala está ocupada, eu vou para a sala da vice-presidência ou outra sala. Porque acho que se não tivermos a ajuda de todos, uma divisão de atribuição, é um fardo muito pesado para se carregar sozinho. Então acho que mais do que nunca a união é o que está fazendo o diferencial para a gente tentar melhor a situação que o Sport hoje se encontra”.

O buraco financeiro do Sport assustou? Quais as primeiras impressões quando começou a ver o Sport por dentro?

“Realmente era maior do que a gente imaginava, sim. Foi uma surpresa negativa, mas uma coisa que a gente tem no nosso grupo é de que devemos apresentar ao torcedor uma fotografia, que deve ocorrer na próxima semana. Mas não é uma fotografia para usarmos de muleta, mas para mostrar o que estamos encontrando e o tamanho do desafio que iremos ter e do apoio que iremos precisar. A gente não quer ficar só falando que tem problemas e não buscar soluções. Mas não podemos também passar para o torcedor que a situação é confortável, ela não é confortável. Vamos precisar nos reinventar em muita coisa, precisar cortar na carne, precisar fazer redução de custos para que possamos minimamente dar condições aos funcionários e atletas desempenharem recebendo as remunerações. Então talvez a primeira coisa que queremos fazer é mostrar o tamanho do buraco para que todos tenham ciência e possam dar as mãos para que a gente saia junto desse buraco. Não vai ser nessa gestão, talvez nem na próxima. É um trabalho de médio e longo prazo. A gente não quer ao mostrar essa fotografia apontar dedos, queremos mostrar o que estamos pegando e pedir o apoio do torcedor para que, mediante muito trabalho, a gente possa reduzir esse buraco e dele sair”.

Contratação de Hernanes representa algum risco financeiro?

“Não foi uma loucura, foi dentro da realidade do Sport. O jogador queria muito vir e foi feito uma proposta que só um cara que acredita que vai dar certo, que queria muito vir, é que toparia. Para o nível de Hernanes, o pessoal do futebol fez um verdadeiro gol de placa. O contrato de Hernanes, assim como o do próprio Everton Felipe, tem metas, tem gatilhos, mas eles vêm com um adicional, que aí eu acho que pesou muito a vontade dos jogadores, de Everton, em dar a volta por cima, é um torcedor, e de Hernanes. Essas metas que eles forem atingindo só têm validade e eficácia em caso de permanência na Série A. Então numa situação que ninguém imagina, que é de o Sport não permanecer, essas metas não têm eficácia. Então, assim, é uma coisa que mostra que os jogadores queriam muito vir e acreditam muito no projeto. Porque não adianta eles atingirem a meta e o clube não permanecer na Série A”.

Léo Lopes falou também sobre patrocínios, sócios, reforma na Ilha, Copa do Nordeste, Liga e mais. Assista!

Acordo salarial com os jogadores.

“Como foi um acerto feito pela antiga gestão, a gente dentro dessa cultura da transparência, chamamos o elenco para conversar e entendemos que não adianta oferecer uma premiação elevada e permanecer devendo três folhas para trás, 13º salário. Eu vou estar fingindo que estou pagando e eles fingem que estão devendo. Então fizemos um ajuste na premiação que tinha sido acertado, com um valor bem mais condizente com o que entendemos. E mesmo fazendo essa redução para os jogadores vai ser melhor porque o que iríamos reverter, que era de 50%, agora iremos reverter aproximadamente 70% para eles. Mas a título não de prêmio, mas pagar esses 30% (suspensos) e o restante nas dívidas pretéritas. No final das contas eles vão ganhar mais e o clube diminuir a dívida”.

Ambiente do futebol.

“Acho que é nítido que o ambiente hoje está mais tranquilo, se sente a vontade dos jogadores. Acho que é muito mérito do departamento de futebol. Eu mal participo do futebol por uma questão de rotina, tenho minhas atividades e é preciso dividir. Mas quando houve essa nova situação de ter eleição, procuramos, dentro da gestão atual, conversas com as pessoas porque sabíamos que a tendência é que seríamos vitoriosos. Então até mesmo antes da eleição estávamos procurando ouvir os canais de comunicação com o elenco para passar uma mensagem de tranquilidade, paz, acabar com o terrorismo que estávamos dizendo que iríamos chegar, mudar. Então procuramos trazer tranquilidade e logo após a eleição fizemos um encontro com alguns atletas e procuramos dar a cara, mostrar que a partir daquele dia a postura seria de muita transparência. Não tínhamos como fazer muita promessa porque não sabíamos o que encontrar. Mas procuramos chamar eles para o nosso lado. E aí tem muito mérito do pessoal do futebol, realmente eles vivem isso 24 horas por dia. Se há um clima melhor deve-se muito a eles. O que estamos tentando fazer é tentar dar suporte, arrumar receitas, para que o futebol fique mais tranquilo. A primeira medida que fizemos para ganhar a confiança deles, quando chegamos, todos os bichos estavam atrasados. Eram cinco bichos. E conseguimos, como gesto de mostrar que vamos procurar acertar, quitar todos os bichos. E hoje por exemplo a gente tem aberto apenas o empate do Bragantino e iremos pagar antes do jogo do Flamengo em um esforço”,

Léo Lopes no dia-a-dia do Sport ao lado do técnico Louzer e diretoria. Foto: Anderson Stevens/ Sport Recfe

Relação e o trabalho de Nelo.

“Ele foi abraçado pela torcida, conseguiu com dedicação, empenho, um trabalho excelente em 2019. Teve a saída dele, a gente começou a pensar o clube, falando em projetos, pensando, então tivemos mais tempo para fazer reuniões virtuais, pensar o Sport, projetar o Sport. E ele foi ganhando o respeito e admiração de todos porque ele ama o Sport, ele vive o Sport. Acho que ele talvez seja a pessoa que mais aparece, está no CT todo dia, viaja para todo jogo, é um apaixonado pelo futebol, pelo que ele faz. Ganhou nosso respeito e admiração, ele tem hoje o que falamos em carta-branca limitada para gerir o futebol, é ele quem está no dia-a-dia, vendo a questão de contratações. A decisão de qualquer jogador passa por ele. A gente só dá uma carta-branca limitada porque pensamos muito na questão financeira. A gente queria muito poder dar a Nelo uma quantia ilimitada, mas a gente sabe que infelizmente não pode. O momento é até de ser mais chato, fazer colocações que não temos condições de atender às expectativas deles. Precisamos colocar os pés no chão porque nossa margem de erro é muito pequena. Temos um elenco relativamente curto, vários jogadores que subiram da base e estão no banco, fora alguns titulares mais rodados. Nossa situação financeira não permite que a gente erre. A gente acredita muito Nelo, é alguém que o torcedor gosta e em breve vai chegar a hora de ele ser o grande líder dessa gestão por merecimento”.

Qual a primeira conversa, impressões e cenário do trabalho de Umberto Louzer? 

“É engraçado porque, como falei, essa parte do futebol nós estamos envolvidos porque é o carro-chefe do Sport, mas não minha rotina do dia-a-dia. Estive com ele não mais do que quatro oportunidades nesse período todo. Eu diria até três. Mas sou muito pragmático no que faço e quando a gente entrou para assumir o clube, a primeira coisa que falei foi ‘’vamos conversar com todos, entender o que está acontecendo para que possamos tomar nossas atitudes’’. E nessas conversas entendemos que o elenco gostava do treinador e fomos percebendo que ele estava sendo muito mais do que treinador, estava sendo psicólogo, gestor, estava sendo uma série de coisas. E estava sendo extremamente sobrecarregado por um turbilhão que estava acontecendo na vida do Sport. E acabou refletindo no ambiente do futebol. Não estou dizendo que atrapalhou nos resultados, mas no ambiente e condução, sim. Mas quando vimos os jogadores pedindo pelo treinador no sentido de que ele é bom, ele é trabalhador, honesto. Acho que a gente acertou em mudar o ambiente e dar todas as oportunidades para que todos possam mostrar do que são capazes. E hoje a gente já vê um desenvolvimento, uma situação mais tranquila, serena, porque o ambiente hoje é mais factível. Mas, repito, quem faz análise diária é o pessoal do futebol. Mas a gente acha que o que fizemos lá atrás, de dar essa oportunidade, de não entrar procurando responsáveis e entender o que estava acontecendo, terminou sendo certo, sim”.

Como está o clube em relação às contratações?

“A gente tem um orçamento e não podemos estourar. Vejo que se fala hoje entre três e quatro novas contratações, só temos dois (Mailson e Carlos Eduardo), o terceiro (Denival) vai ficar fora por 30 ou 40 dias. Então precisamos ter um terceiro goleiro para uma eventualidade. Hoje se fala em um zagueiro que se jogue com o pé direito, só temos Thyere assim. Tem a questão do segundo volante que estão analisando e acho que também para o ataque. Agora, não sei se virão quatro ou três, mas vejo que eles estão dando uma mapeada dentro dessas posições. Acho que são três ou quatro contratações” 

É possível o retorno da Taça Ariano Suassuna?

“Gosto muito da ideia da taça, do formato, como é feito. Acho que o marketing vai bolar alguma coisa ou ver a viabilidade disso ou algo similar para que possamos fazer, sim”.

Cenário para a volta dos públicos: o que é conversado? Existe alguma estimativa?

“O que tem chegado para a gente de volta de público é que eu acho que deve haver esse jogo do Brasil, dia 9 de setembro, contra o Peru, como evento-teste. Acho que se tudo ocorrer bem em relação a esse jogo na arena, acho que na segunda quinzena de setembro ou início de outubro, é o que se fala de fazer testes nos estádios. Não chegou para a gente nada oficial quanto a locais, mas algumas notícias de que talvez os primeiros jogos de todas as séries seriam realizadas na Arena, dois ou três. Eu acho que tudo isso, em virtude da pandemia, é até difícil fazer qualquer previsão. Temos vistos países da Europa, Grécia, dando passo atrás porque a variante delta está se disseminando novamente, tivemos a notícia de que em Pernambuco teve os dois primeiros casos. Acho que todo mundo tem que pensar na questão sanitária, de saúde. Acho que qualquer análise que façamos é olhando o hoje, mas pode ser, e ninguém torce por isso, mas queremos que as pessoas tenham saúde e tranquilidade para voltar com segurança. Mas é prematuro qualquer análise porque, infelizmente, já passamos por algumas ondas nessa pandemia e não queremos, mas pode ser que venha uma nova e tudo isso que se esteja falando para setembro, seja postergado. Então é acompanhar, se preparar e, realmente, na hora que o torcedor puder voltar, a gente torcer para que volte com segurança porque antes de qualquer coisa a saúde é fundamental”.

Léo Lopes falou também sobre patrocínios, sócios, reforma na Ilha, Copa do Nordeste, Liga e mais. Ouça!
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