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Iguatu brilha, Campinense bate América nos pênaltis e retorna à Série C após 10 anos

Canindé Pereira/América-RN

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Foram 10 anos de calvário, mas, finalmente, chega ao fim o sofrimento de uma das mais tradicionais equipes do futebol nordestino. O Campinense superou o América-RN e está de volta à Série C. A festa do acesso foi no Amigão, casa da Raposa; nos braços da torcida, que voltava ao estádio após dois anos; nos pés do goleiro Mauro Iguatu, responsável pela cobrança do último pênalti; e nas bênçãos de São Pedro, que esperou o fim do tempo regulamentar para soltar a chuva que limpou a alma da Raposa.

O acesso veio após dois empates sem gols, com vitória paraibana nos pênaltis por 4 a 2, com Cleiton, Anselmo, Matheus Régis e Mauro Iguatu marcando os gols paraibanos, enquanto o chute de Dione parou no goleiro americano.

O Campinense não aparecia na Terceira Divisão desde 2011, ano em que foi rebaixado à Série D. Nesse meio tempo, o time foi duas vezes às quartas de final, em 2012 e 2018, mas não conseguiu cravar o acesso. A maior glória da história rubro-negra, porém, também veio nesse meio tempo, com o título da Copa do Nordeste em 2013, além de também ter chegado à final em 2016.

Para o Dragão, por outro lado, não há motivos para festa. Além de não conseguir o acesso, o time corre risco de sequer ter divisão nacional para jogar em 2022. Como não fez um bom Campeonato Potiguar, o Alvirrubro precisa que o maior rival, ABC, consiga o acesso à Série C, que será decidido amanhã, contra o Caxias, em Natal. Apenas nesse caso, os campeões do Nordeste em 1998 irão enfrentar a sexta temporada seguida na Série D.

Como fica?

Com a vitória e o acesso, o Campinense segue na disputa, em busca do inédito título da Série D. Assim, já no próximo fim de semana, o clube disputa o primeiro jogo da semifinal, contra o vencedor da disputa entre Ferroviária-SP e Atlético-CE, que acontece às 15h deste domingo.

No jogo de ida, os times empataram em 1 a 1. Caso os paulistas avancem, o segundo jogo acontece em Araraquara. Se os adversários forem os cearenses, o jogo decisivo será na Paraíba. Para o América-RN, resta a disputa da pré-Copa do Nordeste. Nesta quinta-feira, às 19h, o Dragão vai receber o Moto Club-MA, em jogo único na Arena das Dunas.

Campinense controla, mas ninguém leva perigo

Desde o início, o jogo foi favorável aos mandantes. Com uma marcação bem encaixada no campo de ataque, a Raposa recuperava a bola e construía suas jogadas na proximidade da área adversária. O Dragão, porém, povoava aquela região, criando dificuldade para que os paraibanos transformassem o grande domínio ofensivo em oportunidades reais de gol.

O jogo alvirrubro acontecia nos contra-ataques. Invadindo menos o campo adversário, o time buscava aplicar velocidade para ganhar jardas. Na prática, porém, isso não deu muito certo. Além de finalizar menos, o time só levou perigo em um momento do jogo, aos 30. Para o Campinense, porém, também não foram grandes chances, com a melhor vindo aos 34, com Rafinha batendo da intermediária para boa defesa de Reynaldo.

Segundo tempo aberto e América melhor

Depois do intervalo, o América voltou a campo com uma postura muito mais ofensiva, o que resultou em um jogo aberto, com bons ataques surgindo para os dois lados. Nisso, o Dragão conseguiu crescer e soube se aproveitar dos espaços deixados pela defesa rubro-negra, o que deu um leve domínio do jogo para os visitantes, mas sem muita tranquilidade para nenhum dos lados.

Assim, os apareceram no ataque com frequência, conseguindo entrar nas áreas adversárias e criar oportunidades reais de gol. Para o América, as chances ainda vinham da velocidade pelas pontas, com um jogo vertical e rápido. Do lado do Campinense, as melhores oportunidades saíram de escanteio, mas, com bola rolando, o time seguia apostando em um jogo de maior construção no campo de ataque.

Mesmo com as diferentes estratégias, porém, ninguém conseguiu furar a defesa adversária, por mais que as boas chances tenham surgido desde o início da etapa, quando Esquerdinha, do América, bateu forte da entrada da área e viu ela beijar a trave antes de sair; até o final, quando o goleiro paraibano Mauro Iguatu apareceu bem para grandes defesas em chute de Patrick Allan e cabeçada de Rômulo.

Na marca da cal

Logo após o fim do jogo, uma grande chuva começou a cair, trazendo mais drama à decisão. Logo na primeira cobrança, o goleiro Reynaldo, do América, brilhou, defendendo a cobrança de Dione. Depois, Patrick Allan e Erick Varão marcaram para os potiguares, enquanto Cleiton e Anselmo fizeram para o Campinense. A vantagem, porém, acabou no chute de Esquerdinha, que acertou o travessão.

Na sequência, Matheus Régis colocou os paraibanos em vantagem, enquanto Roni bateu para fora. O gol do acesso saiu dos pés do goleiro Mauro Iguatu, que encheu o pé e colocou o Campinense na Série C após 10 anos.

Ficha do jogo

Campinense 0 (4)
Mauro Iguatu; Felipinho, Michel Bennech (Cleiton), Itallo e Filipe Ramon; Rafinha (Joílson), Serginho Paulista e Marcelinho (Dione); Fábio Lima (Juliano), Marcos Nunes (Matheus Régis) e Anselmo. Técnico: Ranielle Ribeiro.

América-RN 0 (2)
Reynaldo; Felipinho (Roni), Jean Pierre, Rômulo e Iranílson (Leozinho); Wellington Cézar, Luís Henrique e Erick Varão; Esquerdinha, Alvinho (Patrick Allan) e Mazinho (Weslley Smith). Técnico: Renatinho Potiguar.

Local do jogo: Estádio Governador Ernani Sátyro (Amigão), em Campina Grande-PB
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Sidmar dos Santos Meurer (PR)
Cartões amarelos: Luís Henrique, Leozinho (AME)

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