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Ações de Luiz Fernando e Everton Dias movidas contra o Santa na Justiça chegam a cerca de R$ 300 mil

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

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Depois do prata da casa Marcel e do volante Karl, mais duas ações se somaram à lista de problemas que a atual gestão do Santa Cruz terá que resolver nos tribunais. Isso porque o volante Everton Dias, contratado a pedidos do técnico Alexandre Gallo, e o goleiro Luiz Fernando, fora dos planos do clube desde o início da temporada, puseram o Tricolor na Justiça.

Somando os valores das causas pedidas pelos jogadores, a quantia que pode ser desembolsada pela Cobra Coral é de R$ 300 mil. Em números exatos, o montante é de R$ 282.311,010, sendo R$ 227.301,26 pedidos por Everton e R$ 55.010 por Luiz Fernando. A destacar que este valor ainda não foi sentenciado pelo juízes que analisam os casos, e que portanto o Santa Cruz tem o direito reservado de defesa.

O caso de Luiz Fernando

Luiz Fernando deixou o Santa Cruz em fevereiro deste ano – data final do seu contrato – durante a transição da gestão de Constantino Júnior e a chegada de Joaquim Bezerra. O goleiro, que até então havia atuado muito pouco no gol tricolor, alega não ter recebido o pagamento de salário do mês de janeiro, cujo valor é de R$ 9 mil, e R$ 900 pelos dias restantes trabalhados no mês subsequente.

Além disso, o atleta também cobra o pagamento de 13º salário proporcional de 2021 e integral de 2020, quitação de FGTS em atraso referente à temporada passada, 1/3 de férias e férias completas, além de multas e honorários.

O que ele pede

Salário em atraso: R$ 9.900,00

FGTS não depositados: R$ 9.360,00

13º salário proporcional de 2021: R$ 750 e integral de 2020: R$ 9.000,00

1/3 de férias: R$ 3.000 e Férias: R$ 9.000

Multa do artigo 467, da CLT: R$ 3750

Multa do artigo 477, da CLT: R$ 9.000,00

Honorários: R$ 5.000,00

O caso de Everton Dias

Já a ação ajuizada por Everton Dias ocorreu pouco tempo depois da sua dispensa, durante o decorrer da Série C, no dia 18 de julho. O Santa Cruz apresentou defesa pouco mais de dois meses depois, no dia 20 de setembro. No pedido, o volante acusa o clube de não pagamento do auxílio-moradia do mês de maio, débitos do auxílio de junho, além do salário do mês, cujo valor é de R$ 20 mil, e multas rescisórias.

Assim como Luiz Fernando, o meia também alega a não efetivação do pagamento do 13º salário proporcional de 2021, férias e FGTS. Pelo Tricolor, o jogador atuou em apenas uma partida – inclusive, chegou ao clube sob indicação do técnico Alexandre Gallo, que pediu demissão do cargo antes mesmo da sua chegada ao Arruda. Ainda de acordo com a defesa de Everton, “a reclamada (Santa) não promoveu a assinatura da rescisão contratual, documento necessário para registrar o término do Contrato de Trabalho Junto à CBF”, disse.

O que ele pede

Saldo de salário em atraso + pagamento de auxílio moradia em atraso: R$ 34.166,66

13º salário proporcional de 2021: R$ 11.666,66

Férias proporcionais de 2021: R$ 15.555,55

FGTS não depositado: R$ 4.320

Cláusula compensatória: R$ 96.666.66

Multa do artigo 467 da CLT: R$ 15.277,77

Multa do artigo 477 da LCT: R$ 20.000

Honorários: R$ 29.647,99

A versão do clube

Procurado pelo NE45, o diretor jurídico do Santa Cruz, Lucas Gouvea admitiu o cenário de dificuldade em relação ao passivo coral, sobretudo no que diz respeito à captação de receitas – algo que, na visão do dirigente, precisa ser trabalhado para que o clube, inclusive, possa sanear os débitos com atletas e ex-atletas.

“Éverton Dias e Pongelupe estão enquadrados no contexto do passivo atual do clube, que precisa ser controlado, negociado e saneado de forma planejada, com os instrumentos hoje legalmente previstos. Mas para reduzir esse passivo, precisamos criar receitas recorrentes e tornar o clube superavitário, o que é outro grande desafio na conjuntura atual. Estamos fazendo um grande esforço no estudo desses casos para diminuir os impactos no caixa do Santa Cruz e permitir o resgate do futebol, que é nosso carro-chefe inclusive na prospecção de receitas”, explicou.

Diga-se que, entre as recentes ações movidas por ex-jogadores contra o Tricolor, as quais o portal também teve acesso, destaca-se a do atacante França, também já dispensado. O atleta, na ocasião, cobrou pouco mais de R$ 134 mil na Justiça, mas posteriormente veio a desistir, tendo sido o processo arquivado pelo Juiz da Vara que cuidava do caso.

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