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Em 2021, Sport tem o maior protagonismo de pratas da casa no Brasileirão

Levantamento desde 2006 analisa peças da base utilizadas pelo clube

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Os pratas da casa Mailson, Ewerthon, Gustavo e Mikael vêm sendo peças fundamentais para o Sport na luta contra o rebaixamento da Série A, mas, além disso, dão também um protagonismo inédito à base do clube no Campeonato Brasileiro. Isso porque, pelo menos nos últimos 15 anos, ainda não havia ocorrido de o Rubro-negro ter quatro jogadores revelados na Ilha do Retiro com tamanha importância para o time titular em uma edição de Série A.

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De 2006 para cá, o Sport revelou e vendeu diversos jogadores, mas nunca havia passado de três atletas imprescindíveis durante um Brasileirão. Em 2018, exemplificando, houve os casos de Mailson e Adryelson, substanciais para a retomada do time no segundo turno, além de Neto Moura que saía do banco. 

Já em 2008, por exemplo, Everton, Kássio e Ciro eram os atletas da base bastante utilizados, ainda que em momentos distintos. Ou em 2015, que Renê e Joelinton foram peças importantes e ainda havia Ronaldo como reserva imediato de Rithely.

Nesta matéria, o NE45 traz um levantamento de quais jogadores da base foram utilizados pelo clube nas últimas 15 temporadas do Campeonato Brasileiro e o contexto do uso das respectivas peças para aquele momento. Confira abaixo.

Confira análise no Twitter sobre o tema feita pelo comentarista do Podcast 45, Lucas Liausu.

2021

Protagonismo – quatro peças (Mailson, Ewerthon, Gustavo e Mikael)

Na atual temporada, Mailson é titular e destaque desde a primeira partida, mas foi a partir das entradas de Ewerthon, Gustavo e Mikael no time titular – a partir da 23ª rodada, contra o Grêmio, fora de casa – que o Sport corrigiu problemas e ganhou força para a disputa da Série A. 

Na lateral-direita, Ewerthon melhorou consideravelmente o nível em relação a Hayner, que vinha de atuações irregulares, inclusive com falhas. Sério e concentrado, o prata da casa mostrou-se bem nos duelos individuais defensivos contra jogadores como Ferreirinha, Roger Guedes e Rony.

Já Gustavo e Mikael destravaram um time que praticamente não balançava as redes – eram somente oito até ali. Com mais dinâmica e mobilidade, assumiram o papel decisivo do time e, desde então, o meia é a peça mais desequilibrante e criativa, enquanto o atacante anotou quatro gols. 

Outros nomes 

Além do quarteto, registre-se, outros pratas da casa têm tido boa contribuição. Casos de Chico, constantemente acionado no decorrer dos jogos para fortalecer a defesa, além de Juba, inclusive usado mais adiantado recentemente. Fora eles, ainda há Pedrão, Cristiano e Flávio, que figuram frequentemente no banco. Alê Santos, que foi emprestado antes de a Série A começar, também tem boas referências na base.

2020 

Protagonismo – uma peça (Adryelson)

Adryelson foi um pilar do Sport ano passado, cuja ideia de jogo com Jair Ventura se baseava na defesa. Regular, atuou em 35 jogos – foi desfalque apenas por suspensão, sem lesão – e acabou sendo um dos principais nomes da difícil permanência do clube na elite.

Outros nomes 

No gol, Mailson até começou como titular, mas perdeu a posição na sexta rodada após pênalti boco cometido contra o Coritiba. Na lateral-esquerda, Juba teve bons momentos, ainda que curtos, e foi mais acionado do banco de reservas do que como titular. O mesmo vale para Ronaldo, que ganhou a posição no início da era Jair Ventura, mas machucou-se três jogos depois e perdeu o posto para Marcão, que não saiu mais. 

Por fim, ainda houve os casos de Rafael, que disputou somente quatro partidas e foi vendido para o Cruzeiro; Gustavo, acionado no decorrer de cinco jogos na reta final; e Júlio César, negociado ao Atlético-MG antes mesmo de a Série A começar.

2019 

Protagonismo – duas peças (Mailson e Adryelson)

Os jogadores foram peças fundamentais e titulares absolutos na campanha da Série B. O zagueiro disputou praticamente todas as partidas e se consolidou como uma realidade no Sport, enquanto o goleiro só saiu do time há sete jogos do fim por conta de uma contusão – até ali, era o jogador da posição com mais defesas no campeonato.

Outros nomes 

Ronaldo era um dos reservas da concorrida cabeça de área e fez nove partidas naquela Série B depois de ter sido titular durante o Estadual, enquanto Juninho era alternativa para Hernanes e Elton – o atacante prata da casa disputou 12 jogos. Outros nomes da base em 2019 ano eram Elias, Jadsom, Pardal e Evandro, mas, por diferentes razões, não fizeram jogos no Brasileirão. 

2018 

Protagonismo – duas peças (Mailson e Adryelson)

Neste ano, os pratas da casa não eram titulares e tinham pouco espaço, mas ganharam chances e aproveitaram. Mailson virou titular nos dois momentos diferentes em que Magrão se lesionou e terminou a Série A com 13 jogos disputados e apenas duas derrotas, apresentando-se de forma fria e segura. 

Adryelson, por sua vez, entrou na equipe no segundo turno por conta de vários desfalques do Sport na defesa e não saiu mais, jogando 11 partidas, trazendo maior solidez ao setor.

Outros nomes 

Neto Moura até começou a Série A como titular, mas perdeu a posição ainda no início e virou reserva dali até o fim da competição – pouco jogou na arrancada que o time teve com Milton Mendes na reta final daquela Série A. O atacante Índio, por sua vez, começou a temporada com oportunidades sob o comando de Nelsinho Baptista, mas não correspondeu e saiu da equipe antes do Brasileirão.

2017

Protagonismo – uma peça (Everton Felipe)

Everton Felipe foi o principal prata da casa no Sport naquele Brasileirão, utilizado frequentemente até romper o ligamento do joelho no começo do segundo turno. No total, disputou 19 partidas pela equipe. 

Outros nomes 

Outros dois jogadores também tiveram espaço naquele ano, mas saindo do banco de reservas. Casos de Thallyson, aposta do então técnico Vanderlei Luxemburgo, e Juninho.

Já Fabrício, Ronaldo e Neto Moura, bem utilizados no primeiro semestre, perderam espaço na Série A – os dois últimos, inclusive, foram negociados para o futebol saudita e América-MG, respectivamente – e pouco atuaram.

2016

Protagonismo – duas peças (Renê e Everton Felipe)

Das três Série A que disputou pelo Sport, foi a que Renê menos atuou e inclusive perdeu a posição para Rodney Wallace. Ainda assim, teve boas sequências como titular: no começo e na reta final da competição – onde retornou bem sob o comando de Daniel Paulista. Ao todo, foram 23 jogos naquele Brasileirão. 

Everton Felipe, por sua vez, foi figurinha carimbada na equipe durante toda a campanha, sendo a principal válvula de escape do time pelo lado direito. No total, disputou 36 partidas.

Outros nomes 

Ronaldo e Neto Moura eram, mais uma vez, peças para compor elenco e atuavam saindo do banco de reservas. Assim, entraram em campo naquela Série A dez e 12 vezes, respectivamente. 

2015 

Protagonismo – duas peças (Renê e Joelinton)

O lateral-esquerdo foi titular absoluto (fez 35 jogos) do Sport naquele Brasileirão, mantendo a regularidade que já havia demonstrado no ano anterior. O centroavante, por sua vez, fez boas atuações no início da Série A, com gols e assistências, e não demorou a ser vendido: foi negociado ao Hoffenheim-ALE.

Outros nomes 

Com moral junto a Eduardo Baptista, então treinador, Neto Moura começou o Brasileirão como titular e até marcou gol, mas depois perdeu a condição com a chegada de Marlone. Ao todo, fez 22 jogos, sendo bem acionado. Além dele, Ronaldo também costumava sair do banco como alternativa aos volantes, mas jogou menos – seis partidas. Por fim, o centroavante Wallace fez poucos jogos, mas não deixou boa impressão.

2014 

Protagonismo – duas peças (Renê e Joelinton)

Aquela Série A foi o ano de consolidação de Renê, que aproveitou a oportunidade dada por Eduardo Baptista depois da impressão ruim deixada em 2012. O lateral, inclusive, disputou todas as 38 partidas do Brasileirão. Joelinton, por sua vez, se firmou no time na reta final do campeonato, preenchendo a lacuna de ser a referência do ataque – fez sete jogos e marcou dois gols. 

Outros nomes 

Osvaldo e Érico Júnior compunham o elenco, mas foram pouco utilizados no Brasileirão. O zagueiro era opção na reserva, enquanto o ataque foi perdendo espaço após a titularidade na reta final do Estadual e da Copa do Nordeste – jogou 14 vezes no Brasileirão.

2013

Aquela Série B foi um ano de pouco uso de pratas da casa, cujo jovem de maior destaque foi Oswaldo. O zagueiro entrou na equipe durante o segundo turno do campeonato quando Geninho passou a utilizar um esquema de três zagueiros no Sport. No total, o defensor fez 11 partidas pelo Rubro-negro na competição.

Outros nomes 

Os atacantes Sandrinho e Érico Júnior foram outros pratas casa utilizados, mas com uma frequência pequena: seis e duas vezes, respectivamente. Todas elas saindo do banco de reservas. 

2012 

O Brasileirão foi um ano também de pouco uso das revelações da Ilha do Retiro, onde o único que se sobressaiu foi o goleiro Saulo, por conta da lesão de Magrão. Naquela edição, o prata da casa disputou 12 partidas. 

Outros nomes

Outros nomes falados da base, na ocasião, eram Renê, Renato, Ruan, Anderson Paraíba, Sandrinho, Bambam e Oswaldo, mas eles praticamente não foram utilizados. 

2011 

O contestado lateral-direito Renato foi o prata da casa mais utilizado naquele ano, ainda que tenha sido na maioria das vezes reserva. No total, foram 16 partidas naquela dramática Série B, onde o Sport conquistou o acesso na última rodada contra todos os prognósticos.

Outros nomes

Outro nome – esse muito mais badalado – da base em 2011 era Ciro, mas ele foi vendido para o Fluminense e não disputou nenhum jogo da Segundona. Saulo, por sua vez, havia sofrido uma lesão séria no Estadual e passou a Série B inteira em tratamento.

2010

Protagonismo – duas peças (Ciro e Renato)

Aquela Série B foi o ano de afirmação de Ciro como titular do Sport depois de ter surgido como grande promessa em 2008. Em 2010, foi o artilheiro da equipe na competição com 16 gols marcados em 32 partidas. Além dele, o lateral-direito Renato – aposta de Geninho – também foi bem utilizado, em 27 das 38 partidas.

Outros nomes 

Além dele, no elenco, outros nomes, que praticamente não entraram em campo, foram o zagueiro Elias, além dos meias Kássio e Everton Heleno.

2009

Protagonismo – uma peça (Ciro)

Convocado para a Copa do Mundo sub-20 naquele ano, era o principal nome da base do Sport e fez 16 jogos na Série A, onde foi mais reserva do que titular, mas não balançou as redes.

2008

Protagonismo – três peças (Everton, Kássio e Ciro)

Os três jogadores, em diferentes estágios e momentos, foram os principais nomes da base naquele Brasileirão. Everton já vinha consolidado de outros anos no clube e foi peça bem acionada no início do campeonato, quando o Sport optou por escalar time alternativo pela reta final da Copa do Brasil – entrou em campo oito vezes.

Kássio, por sua vez, havia surgido naquela temporada e vinha muito bem, fazendo 18 jogos no Brasileirão. Ciro, por fim, apareceu no segundo turno, agradou e disputou nove partidas.

Outros nomes 

Em 2008, o zagueiro Elias também era falado na base, mas foi pouco utilizado: somente duas vezes.

2007

Protagonista – uma peça (Everton)

O volante foi titular absoluto no ano de retorno do Sport à elite nacional, inclusive sendo capitão algumas vezes. Naquele Brasileirão, disputou 33 das 38 partidas da equipe, que fez competição segura para permanecer.

Outros nomes 

O atacante Jefferson Madeira fazia parte do elenco, mas só teve uma chance na Série A: empate sem gols diante do Figueirense, na Ilha do Retiro. 

2006 

Protagonismo – uma peça (Everton)

O volante Everton também era o principal nome da base do Sport no acesso da Série B em 2006 com Dorival Júnior e Givanildo Oliveira, tendo atuado em 32 das 38 partidas e marcado três gols.

Outros nomes 

Na ocasião, quem tinha destaque na base era o meia Leozinho, mas ele não chegou a ser utilizado naquela Segundona.

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