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Hélio se defende de críticas, elogia jogadores da base e explica metodologia

Foto: Tiago Caldas/CNC

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O técnico Hélio dos Anjos aproveitou a entrevista coletiva da última sexta-feira (19) para se defender das críticas que recebeu por utilizar pouco a base do Náutico na temporada. No início da semana, o treinador chegou até a falar que a base precisava melhorar 100% e criticou o fato de não ter sido procurado pelos técnicos do sub-20 e sub-17 do clube para falar sobre os atletas.

O comandante alvirrubro ressaltou que não queria criar nenhum clima ruim no clube. E relembrou jogadores que ele ajudou a revelar durante a carreira para justificar não ser contra atletas da base no Náutico.

“Se questiona muito sobre isso e até parece que nos meus 30 e poucos anos de bola eu nunca lancei um jogador. Mas quem faz o jogador é o clube. Tem que ter um processo. Na minha carreira tive a felicidade de, no Vitória, ver o Hulk treinando numa quinta-feira e no domingo ele ser titular contra o Internacional. No Grêmio, o Luis Carlos Goiano estava suspenso, no outro dia vi o Tinga treinando e levei para ele ser meu titular. Isso é sorte, estrela. Russo, grande lateral do futebol pernambucano, eu vi numa preliminar na quarta e no domingo ele estreou contra o Santa Cruz e foi a grande revelação do ano”, contou o treinador.

Hélio dos Anjos afirmou que a crítica à base foi pensando no melhor do clube e não uma tentativa de forçar a saída. De acordo com o treinador, se houvesse esta vontade, ele pediria demissão como aconteceu neste ano. 

“Sou Náutico acima de tudo e quero o melhor para o meu clube. Não fiz aquele comentário para criar problemas com o clube. Não sou homem disso. Na hora que quiser ir embora, não preciso usar subterfúgios. Vou embora e pago os custos. Não vou me apegar às questões pequenas. Sou muito tranquilo. Estou no Náutico há um ano e tentando oferecer o meu melhor. Pensando no melhor para o clube”, completou.

Confira abaixo os trechos da coletiva de Hélio dos Anjos sobre os jogadores da base:

Juninho Carpina

– Não se deu oportunidade porque não podia ter dado. Nos últimos cinco meses, ele adquiriu cinco quilos de massa muscular. Carpina em junho era uma coisa e agora é outra. Massa muscular dá força. Tecnicamente ele nunca foi um problema, mas fisicamente, sim. Ele chega 1h30 antes dos treinos, passa por um processo de força para ganhar massa. Adquiriu massa e baixou o percentual para a posição dele. E ele passa a criar mais competitividade. O que mais me chamou atenção no Carpina neste último jogo foi a competitividade. Ele deu 11 inserções acima de 23 km/h. Se ele não tivesse força, não iria conseguir recuperar porque logo tinha de dar outra. É um trabalho de força importante.

Thassio

– Thassio teve uma torção complicada no tornozelo como Caio Dantas teve agora. Ficou três meses na fisioterapia e atrasou um pouco o desenvolvimento. Mas ele tem uma força natural e passa por um processo muscular também.

Oportunidades

– Lamentei o calendário do Náutico. O início da temporada foi totalmente contra dar mais oportunidades a esses jogadores. Mas, no próximo ano, com jogo segunda, quarta e até sexta, porque sabemos que vai ter um choque, vamos dar mais oportunidades. Mas só vamos dar chance se tiver qualidade. Não apenas por satisfação.

Novas promessas

– Temos um atacante na base muito bom que é o Rodrigo Leal, centroavante e formado na escolinha. Tem o Bernardo, que é um quarto zagueiro que está passando pelo mesmo processo de Carpina. Luan, o lateral-esquerdo que chegou há três meses. Estou citando os mais próximos. Eu, inclusive, dou uma despesa maior ao clube porque sempre que posso, coloco esses atletas para passar o dia com a gente e fazer a alimentação com os profissionais, com a mesma carga de trabalho.

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