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Tatiana Roma chefiou a Diretoria da Mulher no Náutico Tatiana Roma chefiou a Diretoria da Mulher no Náutico

NáuticoPESérie BÚltimas

Ex-diretora do Náutico denuncia funcionário do setor financeiro por importunação sexual

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A ex-diretora do Náutico, Tatiana Roma, denunciou um funcionário do departamento financeiro do clube por importunação sexual, injúria, calúnia e difamação. Ela relatou que o assédio começou em maio de 2020 e foi até julho deste ano, além de que outras quatro funcionárias do Alvirrubro também teriam passado por situações semelhantes de importunação, realizadas pelo mesmo funcionário.

Tatiana chefiou por aproximadamente dois anos a Diretoria da Mulher, além de ter assumido por um ano e quatro meses como Diretora de Operações de Jogo, somando aproximadamente três anos e meio dentro do Alvirrubro, tendo entrado no clube em março de 2018.

Segundo o depoimento de Tatiana, publicado na sua conta do Twitter, ela também procurou o Conselho Deliberativo do Timbu prestando uma denúncia contra o acusado, mas o processo ficou engavetado e a mesma sofreu pressão para que o retirasse. Ainda de acordo com a ex-dirigente, o presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Náutico, Alexandre Carneiro, havia lhe pedido para deixar o processo para 2022 e que “pensasse no clube”. Contudo, com a troca de gestão, o acusado não estaria mais prestando serviços ao Náutico e não haveria punição por parte do CD.

Tatiana também relatou que o caso foi se agravando, com uma tentativa de calúnia por parte do acusado junto a um membro de uma uniformizada do Náutico, que estaria a acusando de racismo. Ela também relatou ameaças feitas por essa terceira pessoa dentro do estádio dos Aflitos em dois jogos em que ela esteve presente trabalhando.

Assim, com a escalada da situação, a ex-diretora afirma que levou o caso ao presidente executivo do Náutico, Edno Melo, no começo de julho. Segundo o relato, o mandatário propôs um acordo onde Tatiana retiraria o processo, o acusado seguiria na função até o fim da gestão e faria doação de cestas básicas para uma instituição de caridade. Porém, como o acordo não prosseguiu da forma combinada com a outra parte, ela retomou com o processo pelo afastamento do funcionário. Daí então ela optou por prestar queixa e relatou também que outras quatro mulheres que trabalham no Náutico também teriam passado por situações semelhantes de importunação sexual, feitas pelo acusado.

Versão do Conselho Deliberativo do Náutico

Procurado pela reportagem do NE45, o presidente do Conselho Deliberativo do Náutico, Alexandre Carneiro, emitiu uma nota onde apenas disse que um acordo extrajudicial foi realizado entre as partes, e que o CD não poderia mais tomar nenhuma atitude quanto ao assunto.

“Em 7 de outubro de 2021 foi feito um acordo, uma transação extrajudicial entre as partes, com cláusula de sigilo e confidencialidade, solicitando a retirada da denúncia. Depois disso o Conselho não poderia fazer mais nada quanto ao assunto, tampouco quebrar o sigilo e a confidencialidade que as próprias partes elegeram”, se limitou a dizer.

Entretanto, de acordo com o relato de Tatiana Roma, uma nova petição teve entrada no mês de outubro, após o acordo extrajudicial. Ela foi protocolada junto ao Conselho pedindo o afastamento do funcionário e a apuração do caso por uma comissão designada pelo CD do Náutico. E que, assim como a primeira petição, estaria engavetada pelo Conselho Deliberativo.

A reportagem do NE45 também procurou o departamento executivo do Náutico mas, até o momento da publicação desta matéria, não obtivemos resposta. Caso aconteça, haverá atualização no texto.

Confira abaixo a nota da Polícia Civil de Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 1a Delegacia de Polícia da Mulher – Santo Amaro, registrou, no último dia 12, ocorrência de injúria, difamação, calúnia e importunação sexual denunciada por uma mulher de 35 anos. De acordo com ela, os fatos teriam ocorrido de maio de 2020 a julho de 2021 na sede de um clube de futebol, no bairro dos Aflitos, Recife, e teriam sido praticados por um homem, de 41 anos. A DEAM- Santo Amaro já iniciou as investigações para o esclarecimentos dos fatos.

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