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Hyago enumera erros do Confiança e indica que deveria ter mantido Daniel Paulista

Presidente do Dragão quer ainda seguir com uma base para 2022

Foto: Divulgação

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Depois de consumado o rebaixamento do Confiança na Série B, o presidente Hyago França convocou uma entrevista coletiva para fazer um balanço da temporada do clube. E foi bem sincero: ele reconheceu e enumerou os erros do time sergipano, desde a falta de convicção em decisões à escolha pela demissão do técnico Daniel Paulista.

Além disso, projetou o 2022 do Confiança e afirmou que o objetivo da diretoria é manter uma base do elenco, algo que sempre trouxe resultado quando o clube fez isso. E é algo, inclusive, que já está em curso, uma vez que o Dragão acertou a renovação de contrato com o técnico Luizinho Lopes, que fez um bom trabalho de recuperação na Segundona, ainda que inevitável para evitar o rebaixamento da equipe. Confira abaixo.

Principais trechos da entrevista coletiva com Hyago França

Manutenção

“Um dos erros da temporada foi não ter mantido uma base. Nesse ano a gente vai tentar não cometer esse mesmo erro. Claro que tem a questão financeira, mas vamos tentar manter sempre essa base que começa de lá de cima, de Luizinho, da comissão técnica, que deu certo. É só ver o aproveitamento que o Luizinho teve. Vmos começar a chamar jogadores, tentar negociar para que a gente possa manter o máximo de jogadores possíveis para a próxima temporada. O Confiança não terá cota, mas temos torcida, camisa, credibilidade. E muitas vezes credibilidade vale mais do que dinheiro. O Confiança hoje tem uma estrutura que nunca teve. Estrutura não ganha jogo, mas fica, independentemente de divisão. Tenho certeza que quando os jogadores decidirem ficar no Confiança, vão decidir porque aqui tem uma estrutura boa. Aqui pode pagar pouco, mas é um clube que paga, que honra compromissos. É necessário manter uma base. Todos os anos em que a gente conseguiu manter uma boa base, tivemos boas temporadas: 2016, 2017, 2019 e 2020. Em 2021, a gente perdeu boa parte do nosso elenco, por uma série de fatores. E vamos tentar que isso não aconteça em 2022. Claro que tem uma grande dificuldade financeira porque mudamos de divisão. A gente não tem nem como manter metade da folha que era na Série B, porque o Confiança não tem cota, vai sobreviver realmente das próprias pernas. O Confiança vai viver da sua marca, da sua força em 2022. Mas iremos tentar manter pelo menos uma base para não iniciar zerado”.

Erros em 2020

“Depois é muito fácil fazer uma reflexão e conseguir detectar, (mas) no momento que vai acontecendo é muito mais difícil. Mas alguns desses erros eu posso enumerar. Começando por não ter renovado com uma boa quantidade daquele elenco que conquistamos todos os objetivos de 2020, apesar de ter terminado a Série B com algumas derrotas, mas o Confiança já tinha conquistado seu objetivo que era a permanência. Depois, no Sergipano a gente teve um erro de arbitragem no primeiro jogo e foi o mesmo árbitro para o segundo jogo. Poderíamos ter pedido nos dois clássicos um árbitro de fora, além dos diversos erros de arbitragem que aconteceram com o Confiança. Depois de ter perdido o Campeonato Sergipano, teve a saída do Daniel Paulista. Não temos esses costume de trocar, temos o costume de dar sequência porque a gente acredita nisso e acabamos trocando. É um treinador de grande capacidade, está brigando para subir, fez história aqui. Creio que dava para ter mantido Daniel. Só que o “se” não existe no futebol. A gente poderia ter feito isso e poderia ter conquistado a permanência, mas é muito difícil cravar que a gente iria conquistar. Tiveram momentos dentro da Série B, naqueles jogos em que a gente ficou sem um treinador e sem uma comissão mais completa. Foram se passando os jogos e acontecendo as derrotas e a gente ficou mais distante. Faltou convicção em alguns momentos e dirigente não pode perder convicção. Depois trouxemos Luizinho, conseguimos colocar o Confiança mais uma vez nos trilhos, mas era tarde”.

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