Segundo Marino Abreu, Santa Cruz precisa antecipar suas eleições para dar tempo hábil de trabalho aos eleitos, que terão apenas uma competição em 2024
Em um ano que será lembrado por sua série de fracassos e permeado pelas incertezas do seu futuro, o Santa Cruz vive uma das piores crises de sua história. Sem calendário nacional para 2024 e com o risco de se tornar um clube sazonal batendo às portas, a Cobra Coral teve seus últimos três anos marcados pelo constante clima de instabilidade política.
Assim, com três presidentes em um período de menos de dois anos, o clube se prepara para eleger um novo chefe do Executivo enquanto tenta a solução de seus problemas através da resolução miraculosa de boa parte dos times no Brasil: a implementação da Sociedade Anômima do Futebol (SAF).
Personagem central da política tricolor nos últimos dois anos, o atual presidente do Conselho Deliberativo, Marino Abreu se tornou uma figura importante nos bastidores do clube devido aos seus embates com o atual mandatário coral, Antônio Luiz Neto.
Assim, questionado sobre o momento político conturbado que o Santa Cruz está vivendo, o chefe do Conselho coral não exita em dizer que ele não é a causa da crise vivida no clube em 2023, mas sim, o produto de 40 anos de uma deterioração da instituição.
“Eu vejo que o contexto político conturbado dos últimos três anos do Santa Cruz não é a causa, mas sim a consequência dos últimos 40 anos. O clube vem se deteriorando há pelo menos quatro décadas. Contudo, eu acredito que muitas vezes quando se está vivendo o processo, é mais difícil de enxergar. Uma prova disso é que na última eleição, quando Joaquim (Bezerra) foi eleito, a chapa de situação chegou a ter 13 candidatos anunciados. Isso mostra que o Santa Cruz tem uma carência muito grande de nomes que queiram assumir o clube”, refletiu.

As eleições do Santa Cruz
Durante o biênio 2022-2023, a figura de Marino passou de coadjuvante a um dos protagonistas do jogo político coral. Passando por funções como vice-presidente e presidente do Conselho e chefiando o Executivo durante o período após a renúncia de Joaquim Bezerra e a aclamação de Antônio Luiz Neto, ele demonstra preocupação com o futuro do clube nas próximas eleições.
“Eu sou completamente a favor de antecipar as eleições, mas o presidente vem dando entrevistas dizendo que é contra. Eu prefiro pensar no futuro do clube. Em 2024, nós teremos apenas um campeonato e se não formos bem nele, perderemos o ano de 2025 também. O que seria um prejuízo de dois anos. Por isso, o novo presidente não pode assumir 30 dias antes do início das competições”, disse.
“É preciso ter tempo hábil para a preparação visando o Pernambucano para que a nova diretoria possa se ambientar e estruturar os seus processos. Acho que era uma coisa que deveria acontecer, mas não posso tomar essa decisão sozinho. É algo que precisa ter uma definição em conjunto entre os conselheiros e o Executivo. Contudo, como Antônio já disse que não quer, acho praticamente impossível de isso acontecer”, complementou.

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