Ao total, foram 397 votos a favor e 352 votos contra; 10 mil votantes estavam habilitados para votar
Depois de sete horas e meia de votação, o sócio do Sport votou sim pela reforma do estatuto do clube. Durante o dia, vários torcedores estiveram presentes na sede da Ilha do Retiro para exercer seu direito de voto. Aprovado, o novo estatuto entrará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2025. Ao total, foram 397 votos a favor e 352 votos contra, sendo 749 votantes.
Em setembro de 2023, o Conselho Deliberativo nomeou a comissão que elaborou a proposta de reforma, a qual se reuniu semanalmente e tomou como base a proposta de reforma elaborada pelo Conselho Deliberativo do biênio 2019 a 2020. Temas como SAF, CO remunerado e a ausência do direito de voto para o sócio torcedor, categoria mais barata, nas eleições.

Reforma do estatuto do Sport, sede, Ilha do Retiro – Foto: Pedro Maranhão/NE45
Nelcy Valença, torcedora do Sport aposentada, que já fez parte da diretoria do clube em gestões passadas, votou sim pelo novo estatuto. Segundo ela, o clube precisa se modernizar, pois não pode ficar “parado no tempo”.
“Sou sócia patrimonial, já fui diretora, já ajudei muito o clube, mas hoje em dia só sou uma torcedora. E votei sim, porque a vida muda. Tenho 87 anos e as coisas não são mais como quando eu tinha 15 anos. A gente tem que modernizar, porque o Sport tem que melhorar e ir pra frente, não é com coisas antigas que a gente vai melhorar”, iniciou.
“Aprendi isso com a vida, com a minha idade, e eu não faço mais as coisas como era antigamente. São outras coisas hoje em dia, são outras modalidades, tem muita coisa nova. Então o Sport não pode ficar lá atrás, tem que ir pra frente. E ele só vai pra frente votando sim”, completou.

Nelcy Valença, torcedora do Sport aposentada – Foto: Pedro Maranhão/NE45
Sócio e conselheiro do Sport, o advogado Hugo Henriques votou contra a reforma do estatuto. Apesar de achar alguns temas interessantes, como a questão do CO e do mandato de três anos, a questão social do clube pesou para o voto negativo.
“Votei não pela parte social democrática do Estatuto. Acho que essa exclusão de sócio torcedor não poder votar é muito errado. Acho o argumento dado também muito fraco. Você dizer que o torcedor não quer ser sócio. Óbvio que ele quer ser sócio. Outro argumento que se usa muito é que por ser um preço mais barato, alguém pode chegar e bancar pra esse cara e votar também. É um argumento que não cabe porque em nenhum clube do mundo teve isso. Então, por que vai ter aqui?“, iniciou.
“Além disso, acho que o conselho deliberativo deveria ser um conselho proporcional. Tem que ser um conselho que tenha oposição, pra gente não ter um conselheiro esvaziado. Sou conselheiro, e vejo que em reuniões de conselho a gente tem 30, 40 pessoas. Então quero um conselho que seja mais atuante, ainda mais por se tratar de um tema importante como a SAF. Então, se o tema da SAF vai passar pelo conselho, se você tem um conselho com oposição, um conselho mais atuante, acho que gera um maior debate no próprio conselho sobre o tema”, enfatizou.
“Porém, existem coisas boas no estatuto, com o mandato de três anos. A própria questão do CO não é uma coisa que me incomode tanto, mas essa parte social me fez votar contra. E assim, caso o “não” vença hoje, por exemplo, nada impede que em fevereiro, em março, você vote o estatuto de novo. Então, não é como se você votasse um “não” eterno”, finalizou.
Contagem dos votos:
Urna 1
Sim: 38
Não: 36
Urna 2
Sim: 31
Não: 20
Urna 3
Sim: 5
Não: 1
Urna 4
Sim: 27
Não: 17
Urna 5
Sim: 25
Não: 18
Urna 6
Sim: 31
Não: 29
Urna 7
Sim: 24
Não: 15
Urna 8
Sim: 23
Não: 22
Urna 9
Sim: 4
Não: 3
Urna 10
Sim: 17
Não: 29
Urna 11
Sim: 33
Não: 17
Urna 12
Sim: 18
Não: 16
Urna 13
Sim: 16
Não: 22
Urna 14
Sim: 21
Não: 22
Urna 15
Sim: 20
Não: 9
Urna 16
Sim: 20
Não: 16
Urna 17
Sim: 22
Não: 31
Urna 18
Sim: 22
Não: 29
Total:
Sim: 397
Não: 352
















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