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Santa Cruz não descarta incluir patrimônio em venda da SAF, mas prioriza arrendamento

Pernambucano, Copa do Nordeste, PE, Santa Cruz, Últimas

Por Klisman Gama

Por Klisman Gama

Postado dia 10 de outubro de 2024

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Prioridade do Tricolor é de não incluir patrimônio, mas situação do mercado e proposta vantajosa o suficiente pode mudar planos

O Santa Cruz segue com seu processo de se tornar uma SAF e, dentro dos planos, apenas o futebol masculino, feminino e categorias de base seriam negociados com um investidor. Assim, a inclusão do patrimônio tricolor, como o estádio do Arruda, sede e centro de treinamento estaria de fora. Porém, a possibilidade não é totalmente descartada pelo clube.

Quem explicou foi o presidente Bruno Rodrigues, na coletiva de apresentação da consultoria contratada para a transformação do Santa Cruz em SAF, na terça-feira (8). O mandatário afirmou que a ideia inicial é não incluir o patrimônio coral na SAF. Porém, a depender da proposta, pode se discutir essa inclusão.

Ele destacou o fato de que manter o Arruda e toda a estrutura do Santa Cruz é caro e o clube, atualmente, não comporta. Além do mais, são necessários investimentos para modernizar e reestruturar o estádio, sede e CT. Algo que, no caso do estádio, o presidente prioriza através do sistema de arrendamento para alguma empresa.

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Santa Cruz - Arruda

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

Nesse modelo, alguma empresa ficaria responsável pelo estádio, numa parceria com o Santa Cruz, e poderia utilizá-lo para shows e eventos, gerando receita de outras formas, enquanto tem a responsabilidade de reformar, organizar e manter o Arruda.

“A questão do patrimônio é uma coisa muito importante para todos nós. Como já tenho dito, precisamos de parceiros para poder viabilizar o clube. Nosso estádio tem um pouco mais de 50 anos, é um grande desafio. Minha defesa inicial é colocar o patrimônio fora da SAF. Pode ser que chegue proposta incluindo e vamos discutir isso“, apontou Bruno Rodrigues.

“Vejo que conseguiremos trazer parceiros para estruturar o patrimônio. Por exemplo, arrendar por 25 anos. Minha ideia é trazer empresas que possam modernizar nosso patrimônio, fazendo uma parceria. É uma realidade que estamos discutindo para ter parceiros que possam fazer isso para o Santa Cruz”, concluiu o mandatário tricolor.

Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz

Foto: Evelyn Victoria/Santa Cruz

A SAF do Santa Cruz

O Tricolor teve dois momentos onde se desenhavam propostas pela sua SAF. Primeiro, em conversas com o grupo Hype S/A, em 2022, que não andaram. O grupo depois adquiriu o América-RN, além de ter também controle do Azuriz-PR. O momento de instabilidade e a necessidade de organizar questões políticas e financeiras pesaram para que as tratativas não seguissem

Outro momento foi em 2023, onde o ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, ao lado de outros investidores, teve conversas um pouco mais avançadas para iniciar tratativas pela compra da SAF coral. Porém, o momento de instabilidade política e incertezas fizeram com que a negociação fosse encerrada. O ex-mandatário do Tricolor de Aço, inclusive, acabou adquirindo a SAF do Londrina.

Gabriel Sousa, diretor da Alvarez & Marsal, Bruno Rodrigues, presidente do Santa Cruz, Victor Pessoa, presidente do Conselho Deliberativo do Santa Cruz, e Álvaro Maia, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Santa Cruz

Foto: Klisman Gama/NE45

De lá para cá, o presidente Bruno Rodrigues – que assumiu o cargo no fim de 2023 – vem tocando o processo para o Santa Cruz se tornar uma SAF. Um passo maior em direção a isso foi dado ao contratar a consultoria Alvarez & Marsal para assessorar o clube nessa implementação.

A “fase 1” do projeto, onde o modelo de SAF do Santa Cruz é formulado e apresentado a investidores, já está em curso. Com isso, algumas mudanças ainda podem acontecer. Mas, até então, a prioridade tricolor é de vender 90% das ações do clube, num modelo onde qualquer pessoa – e mesmo torcedor coral – possa investir e comprar ações do Mais Querido.

Apesar disso, a ideia é de conseguir um investidor majoritário. Assim, há a possibilidade de que ele compre esses 90% das ações do clube e depois gere um Fundo de Investimento de Participações (FIP) para que outras pessoas, torcedores, possam comprar ações. Ou mesmo, se o investidor majoritário não quiser adquirir os 90%, o percentual menor que ficar disponível seria disponibilizado, como pretende o presidente coral.

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