Treinador também comentou sobre a fase da equipe potiguar
Na tarde desta sexta-feira (29), véspera da partida de ida das quartas de final da Série D, o treinador do Santa Cruz, Marcelo Cabo, concedeu entrevista coletiva e comentou sobre a preparação da equipe para o duelo decisivo diante do América-RN, na Arena de Pernambuco e as expectativas para a fase decisiva.
“Com certeza são os dois jogos mais importantes da temporada. A gente traçou um planejamento para chegar nesse momento disputando o acesso. Está tudo preparado, todo mundo concentrado. Acho que todos os setores do clube estão muito atentos a tudo, para potencializar o embate e alcançar o objetivo”, iniciou.
Sobre a logística adotada, o treinador explicou que a delegação já está concentrada desde quinta-feira, mantendo uma rotina que tem sido usada durante os jogos eliminatórios.

Foto: Evelyn Victória/Santa Cruz
“É finalizar o trabalho. Estamos concentrados desde quinta-feira, uma prática que temos desde o início dos mata-matas, de concentrar em casa dois dias antes do jogo, no hotel onde sempre nos reunimos. Porque mata-mata se resolve no detalhe, e precisamos estar atentos”, disse.
Marcelo comentou ainda sobre a rivalidade regional com o América-RN, relembrando os confrontos anteriores na fase de grupos, mas destacando que agora o cenário é diferente.
“É um clássico regional, e clássico é 50% pra cada um, não tem favorito. É um confronto que já aconteceu na fase de grupos, já vimos a capacidade do América-RN, uma equipe bem montada, com atletas qualificados, e com o histórico de ter vindo de uma temporada passada sem conseguir o acesso, o que traz experiência dentro da competição”, comentou.

Foto: Renato Gomes
Ao falar sobre o ambiente no clube e o sentimento que envolve esse momento decisivo, Cabo foi direto em falar do clima dentro da equipe.
“Santa Cruz é sentimento. Quem não se envolve sentimentalmente com o momento que estamos vivendo, não está vivo, nem deveria trabalhar com futebol. Isso é algo que a gente conversa todos os dias. Eu conheço o sentimento de cada atleta, do presidente, da diretoria, e até de quem chegou há pouco tempo, todos já foram tomados por esse sentimento e pela oportunidade de viver esse momento”, disse.
O treinador analisou o adversário e as mudanças que o time potiguar sofreu com a troca de comando técnico durante a competição.
“A mudança no comando do América-RN altera as características da equipe. O Moacir tem um estilo, o Gerson tem outro. É uma equipe que entrou na competição para brigar pelo acesso, assim como nós. Se fosse um jogo de final, esse encontro seria algo previsível. Mas acabamos nos encontrando num momento crucial. Vamos buscar fazer um jogo para vencer, como sempre fizemos.”
Na sequência, destacou a estrutura do confronto entre Santa Cruz e América-RN, elogiando as condições oferecidas pelas duas partidas das quartas de final.
“Esse mata-mata contra o América é um mata-mata de Série D, mas com plus de Série A, porque você vai jogar em duas capitais, em duas arenas, dois bons gramados e duas boas logísticas. Talvez na Série A ou Copa do Brasil, você não tenha um confronto que vá ter duas arenas. Nós vamos enfrentar duas circunstâncias muito favoráveis ao futebol”, finalizou.
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