“Não vejo nenhuma chapa de situação”, afirmou o ex-presidente
O ex-presidente do Sport, Gustavo Dubeux, comentou o atual cenário político do clube em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda-feira (1). Sem poupar críticas, classificou a gestão de Yuri Romão como “muito ruim”, defendeu a renúncia do mandatário e afirmou que a chapa liderada por Severino Otávio, o Branquinho, representa a verdadeira oposição na eleição suplementar que definirá o comando rubro-negro para o restante do biênio 2025/2026.
Dubeux explicou que um grupo de ex-presidentes e dirigentes históricos conversou com Yuri Romão para demonstrar que a continuidade do presidente seria prejudicial ao clube, sobretudo em função do que avaliou como má condução do futebol.
“A gestão, infelizmente, foi muito ruim. A partir do momento que você tem um investimento muito alto, e o futebol não dá retorno, e um investimento em jogadores que mesmo que performassem, era difícil de serem chamados de ativos, tudo complicou. Por conta disso, um grupo de ex-presidentes conversou com Yuri Romão para convence-lo que seria melhor não só para ele, mas para o clube, que ele oficializasse sua saída”, iniciou.
“Claro que houve uma pressão externa, mas ele era o dono da caneta. Na primeira reunião, ele concordou em sair no dia 31 de dezembro, e então chegamos em um nome de união que é Branquinho, que não concordou com a condição das eleições indiretas. Voltamos a conversar com Yuri Romão, e ele acabou reconhecendo a renuncia e saindo”, completou.
“Branquinho é oposição no Sport”
Ao comentar o perfil do candidato Severino Otávio, o Branquinho, Gustavo Dubeux reforçou que não representa continuidade da gestão anterior, pelo contrário: é um nome crítico e independente.
“Branquinho é um candidato de oposição. Ele nunca esteve dentro do clube, questionou tudo que foi feito, opinou para mudar algumas coisas que estavam sendo feitas. É um candidato dos rubro-negros. Um cara sem arestas, bem-sucedido por onde passou”, enfatizou.
O ex-presidente Rubro-negro também afirmou que não há, em sua visão, nenhuma chapa ligada à situação, classificando o cenário atual como uma disputa exclusivamente oposicionista.
“Eu sou oposição, quero mudar as coisas. Se eu não fosse oposição, não iria pedir para Yuri sair. Hoje não vejo nenhuma chapa da situação, são três chapas de oposição. Espero que ao final da semana tenhamos apenas uma chapa nas inscrições”, afirmou.
O ex-presidente do Sport deixou claro que não pretende assumir função na futura gestão, caso Branquinho seja eleito, mas garantiu que continuará ajudando o clube nos bastidores: “Já disse a Branquinho que não quero nenhum cargo, mas me coloquei à disposição para ajudá-lo sempre que necessário”, enfatizou.











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