O novo modelo entra em vigor à partir de 2026
O Náutico anunciou uma mudança profunda na condução do seu Departamento de Futebol para 2026. A partir de agora, o clube passa a adotar o Modelo de Gestão Técnica Integrada (MGTI), alinhado às práticas de gestão esportiva utilizadas por referências nacionais e internacionais do futebol moderno.
O novo sistema amplia o papel do comando técnico no planejamento global do departamento, garantindo que todas as áreas que impactam diretamente a performance, como saúde, preparação física, logística, análise, comissão técnica, gestão de pessoas, formação do elenco e operações, trabalhem de forma integrada e sob uma mesma filosofia metodológica.
A condução do modelo será liderada por Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos. Antes responsáveis exclusivamente pelas funções técnicas no campo, os dois passam agora a coordenar processos, orientar decisões esportivas estratégicas e alinhar metodologias entre todos os setores ligados ao futebol.
A expectativa é que a mudança reduza ruídos, qualifique processos, dê coerência ao planejamento e aumente a eficiência diária. O Náutico segue um movimento que ganha tração em diversas instituições do país, e que já é consolidado em clubes de referência no cenário nacional.
Projetos como os de Abel Ferreira no Palmeiras, Luís Felipe Scolari no Athletico Paranaense, Rogério Ceni no Bahia e Hélio dos Anjos no próprio Náutico demonstraram que modelos integrados, com fortalecimento da comissão técnica e ambiente alinhado, aumentam consistência e reforçam a identidade dos projetos esportivos.
O clube adota agora uma versão adaptada desse conceito, adequada às especificidades do futebol brasileiro e às suas próprias demandas estruturais. O comunicado oficial do Náutico destaca alguns aspectos-chave do novo formato:
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Não há criação de cargo executivo.
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A gestão administrativa, financeira e institucional segue sob responsabilidade da presidência e da área operacional.
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O foco do MGTI é integrar, orientar e garantir coerência esportiva, sem substituir funções administrativas ou diretivas.
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O organograma passa a refletir essa lógica transversal, conectando todas as áreas de alta performance ao planejamento técnico-tático.
Com isso, o clube busca um ecossistema organizado, menos fragmentado e mais eficiente, considerado peça estratégica para reconstruir a estrutura do futebol alvirrubro. Segundo o comunicado, o MGTI deve proporcionar:
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maior clareza na definição de responsabilidades;
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respostas mais rápidas no dia a dia;
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integração plena entre departamentos;
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ambiente mais qualificado para atletas e comissão técnica;
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uma identidade esportiva mais consistente.
Passo rumo a um Náutico mais moderno
O clube acredita que a nova estrutura representa um avanço significativo na profissionalização do departamento de futebol. A expectativa é que o modelo traga competitividade, estabilidade e capacidade de planejamento de longo prazo, pilares considerados essenciais para o Náutico atingir um novo patamar de gestão esportiva.
A implementação da Gestão Técnica Integrada marca, portanto, uma mudança estrutural importante, reforçando a busca alvirrubra por mais solidez e modernidade no comando do futebol.











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