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Membro do comitê de transição minimiza crise e vê condições de reação imediata do Sport para 2026: “Não é terra arrasada”

Série B, PE, Sport, Últimas

Por Pedro Maranhão

Por Pedro Maranhão

Postado dia 9 de dezembro de 2025

Após analisar os cenários, o postulante a VP rubro-negro tratou de acalmar o torcedor

Membro do comitê de transição do Sport ao lado de Marcus Vinícius (Leões pela Mudança) e Antônio Júnior (Sport Unido), Manuel Veloso, o “Manolo”, integrante da chapa Sport Eterno, detalhou ao NE45 o cenário financeiro e esportivo que tem sido repassado ao grupo pela atual gestão leonina.

Apesar do quadro delicado, o dirigente reforça que a situação não é de “terra arrasada” e projeta um 2026 competitivo, com condições reais de retorno à Série A já em 2027. O orçamento rubro-negro para 2026 está estimado em R$ 52 milhões, sem contar a provável venda do volante Zé Lucas.

Caso a negociação se concretize por pelo menos R$ 65 milhões, a previsão orçamentária saltaria para R$ 117 milhões, aumentando significativamente a capacidade de investimento do clube. Manolo admite erros da gestão que está se despedindo, sobretudo em relação aos gastos elevados e contratos fora da realidade da Série B.


Manolo Veloso, Sport - Foto: Pedro Maranhão/NE45

Manolo Veloso, Sport – Foto: Pedro Maranhão/NE45

Ainda assim, acredita que o clube tem condições de reorganizar o departamento de futebol e montar um elenco forte para disputar o acesso: “Não estou vendo bicho dos sete cabeças. Estou vendo a turma de outras chapas dizendo que é terra arrasada. Terra arrasada foi 2019, quando a gente tinha cinco, seis jogadores e a base”, iniciou.

“Houve um gasto desnecessário, excessivo. Contratos caríssimos. Jogador ganhando 800 mil reais. Isso não existe. É aquela história: ‘Quero andar de Ferrari, mas não posso. Vou comprar uma Ferrari sem poder?’ É ruim os contratos serem longos, mas mesmo a gente consegue equacionar”, completou.

Ele também assumiu a responsabilidade pela obrigação de acesso em 2026. “Se ano que vem a gente não subir, a culpa não é de Yuri Romão, a culpa é nossa. Repito. Gastos excessivos, aproveitaram o ‘boom’ das ligas e das casas de apostas, mas não quitou dívidas do passado. Gastou muito num time que não deu certo”.

“Não tem motivo de desespero. Essa história de que o mundo acabou e que tem que montar um time pra não cair para Série C, eu discordo veementemente. Dá demais pra fazer um time forte ano que vem. Óbvio que alguns salários precisam ser readequados, não cabe na Série B. Mas dá pra fazer um time competitivo”, completou.

Manolo reforçou que o Sport precisa, e deve, brigar pelo acesso: “Na Série B, dá pra dar uma gastada maior para pegar uma cereja do bolo e subir. É injustificável o Sport não subir ano que vem. Não há alternativa pra não subir”, finalizou.

Manoel Veloso, Marcus Vinícius, e Antônio Júnior, na ordem - Foto: Reprodução

Manoel Veloso, Marcus Vinícius, e Antônio Júnior, na ordem – Foto: Reprodução

 

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