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Ceará repudia injúria racial sofrida por atleta da base em jogo contra o Fortaleza

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Por Rayane Domingos

Por Rayane Domingos

Postado dia 13 de dezembro de 2025

O técnico Cortez se pronunciou em apoio ao atleta do Sub-15

O Ceará divulgou nessa sexta-feira (12) uma nota de repúdio a um caso de injúria racial sofrida por Moisés, atleta do Sub-15, durante um jogo contra o Fortaleza na final da Supercopa Seromo. O clube repudiou o ato e vai apresentar uma notícia de infração junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-CE).

Em nota, o Ceará detalhou que durante a disputa de pênaltis, Moisés foi chamado de “macaco” por um atleta do Fortaleza, que não teve o nome divulgado por se tratar de um menor de idade.

“Conduta inaceitável em qualquer ambiente de nossa sociedade e que fere a todos e nos revolta ao mesmo passo em que traz à tona o pensamento de que falhamos enquanto sociedade”, disse em um trecho. O clube informou que se coloca à disposição de Moisés para auxiliar durante o caso.


No Instagram, Cortez, técnico do Sub-15 do Ceará, se pronunciou sobre o caso e também repudiou a injúria sofrida pelo atleta. Ele reforçou que o “racismo não passará” e que o respeito é inegociável tanto dentro quanto fora de campo.

“Futebol é lugar de formação, de sonhos e de respeito. O que aconteceu hoje fere valores, fere pessoas e fere o futuro que precisamos construir. Ao meu atleta: você não está sozinho. Você tem o meu apoio, o apoio do nosso grupo e a certeza de que sua cor nunca será motivo de vergonha — ela é motivo de orgulho”, disse em um trecho da publicação.

 

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O Fortaleza não se pronunciou sobre o caso até o momento, e caso aconteça, a matéria será atualizada. Este não é o primeiro caso de injuria racial que aconteceu envolvendo atletas da base do Laion em 2025.

Em novembro, durante o mata-mata da Copa do Brasil Sub-20, Djhordney, do São Paulo, acusou Rocco, do Fortaleza, de ter dito “cala boca, seu macaco” durante o primeiro tempo do jogo. Os atletas do Tricolor Paulista reagiram no mesmo momento e a confusão tomou o campo.

O árbitro da partida, Paulo Vitor de Lima Pereira, acionou o protocolo antirracista da FIFA, mas o atleta do Fortaleza não recebeu qualquer tipo de punição, nem mesmo cartão, e foi substituído no intervalo.

 

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