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Campanha histórica do Santa Cruz no Brasileirão completou 50 anos em 2025; Relembre

Santa Cruz, PE, Série A, Últimas

Por Vinícius Medeiros

Por Vinícius Medeiros

Postado dia 28 de dezembro de 2025

Momento histórico da história coral, o Brasileirão de 1975 consolidou, ao Tricolor, a alcunha de “Terror do Nordeste”

Há 50 anos, o Santa Cruz vivia sua melhor campanha na história do Campeonato Brasileiro. O time que disputou aquele Brasileirão de 1975 é lembrado até hoje com saudosismo por várias gerações de tricolores, contando com a presença de vários dos maiores nomes da história coral.

O Mais Querido alcançou, ali, o 4º lugar do Brasileirão com uma campanha que bateu, fora de casa, adversários de peso. A vitória contra o Palmeiras por 3 x 2 no antigo Parque Antártica, e em cima do Flamengo por 3 x 1 em pleno Maracanã, são alguns desses resultados.

Santa Cruz de 1975

Foto: Arquivo Coral/Reprodução

Ídolos históricos do Santa Cruz que jogaram em 1975

Aquele elenco do Santa contava com grandes nomes, como o do ex-volante e ex-técnico Givanildo Oliveira. Ele é um dos maiores nomes que já vestiu a camisa coral. Vitorioso dentro e fora das quatro linhas


Além de Givanildo, os atacantes Ramon e Luís Fumanchu marcaram época. Na defesa, Levir (Culpi, que depois se tornou treinador) e Carlos Alberto Barbosa foram nomes de destaque também. A base da equipe titular tinha: Gilberto; Pedrinho, Mazinho, Orlando, Jurandir, Carlos Alberto Rodrigues, Givanildo Oliveira, Luís Fumanchu, Zé Maria, Levir Culpi e Ramon. Paulo Emílio era o treinador.

Campanha do Santa Cruz no Campeonato Brasileiro de 1975

Na primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1975, o Santa Cruz esteve no Grupo C e realizou 11 partidas contra adversários de peso do futebol nacional. O Tricolor enfrentou São Paulo, Vasco da Gama, Goiás, Internacional, Americano, Desportiva, Bahia, Náutico, Sport, CEUB e CSA, em uma sequência marcada pelo equilíbrio e pela competitividade típica do antigo formato da competição.

Ao longo dessa etapa, o Santa Cruz somou três vitórias, com triunfos importantes sobre Americano (4×1), Náutico (1×0) e CSA (1×0). Além disso, empatou cinco vezes, incluindo jogos diante de Vasco da Gama, Goiás, Bahia, Sport e CEUB, e sofreu três derrotas, contra São Paulo, Internacional e Desportiva. No total, o Tricolor marcou 14 gols e levou 12, mantendo saldo positivo de desempenho coletivo.

Com esses resultados, o Santa Cruz encerrou a primeira fase na 5ª colocação do Grupo C, somando 12 pontos, mesma pontuação de América-RN e Figueirense, ficando atrás nos critérios de desempate. A campanha garantiu a classificação coral para a fase seguinte.

Santa Cruz de 1975

Foto: Reprodução

Na segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1975, o Santa Cruz integrou o Grupo 2 e voltou a mostrar força diante de alguns dos principais clubes do país. O Tricolor enfrentou Cruzeiro, Corinthians, Coritiba, Guarani, Atlético-MG, Palmeiras, Fluminense, Tiradentes, Remo e América-RJ, em uma sequência marcada por regularidade, bons resultados fora de casa e vitórias históricas.

Ao longo das 10 partidas disputadas, o Santa Cruz somou cinco vitórias, com triunfos expressivos sobre Corinthians (1 x 0), Coritiba (1 x 0), Atlético-MG (2 x 0), Palmeiras (3 x 2, fora de casa) e América-RJ (3 x 1). Além disso, empatou quatro vezes, contra Cruzeiro, Guarani, Tiradentes e Remo, e sofreu apenas uma derrota, diante do Fluminense (1×0). O desempenho ofensivo e defensivo foi sólido, com 12 gols marcados e apenas seis sofridos, um dos melhores índices da fase.

Com essa campanha, o Santa Cruz encerrou a segunda fase na 2ª colocação do Grupo 2, somando 16 pontos em 10 jogos, ficando atrás apenas do Internacional. O resultado garantiu a classificação coral para a fase decisiva do Campeonato Brasileiro e consolidou o time pernambucano como uma das grandes forças da competição naquele ano, pavimentando o caminho para a histórica campanha que terminaria com o 4º lugar geral.

Santa Cruz de 1975

Foto: Reprodução

Na fase final do Campeonato Brasileiro de 1975, o Santa Cruz integrou o Grupo B e protagonizou uma das campanhas mais marcantes de sua história. Em sete partidas disputadas, o Tricolor apresentou regularidade e maturidade competitiva, medindo forças com Internacional, Grêmio, Flamengo, São Paulo, Portuguesa, Sport e Náutico.

O desempenho coral foi consistente e decisivo. O Santa Cruz conquistou cinco vitórias, com triunfos emblemáticos sobre o Internacional (1×0), Grêmio (2 x 1), Sport (3 x 1), Náutico (4 x 1) e uma vitória histórica fora de casa diante do Flamengo por 3 x 1, no Maracanã. Além disso, empatou uma vez, contra a Portuguesa (1 x 1), e sofreu apenas uma derrota, diante do São Paulo (1 x 0), no Morumbi. Ao longo da fase, o Tricolor marcou 14 gols e tomou apenas seis.

Com essa campanha, o Santa Cruz terminou a fase final como líder do Grupo B, somando 14 pontos em sete jogos, superando Internacional e Flamengo, e garantindo vaga na semifinal do Brasileirão. Na decisão por um lugar na final, o Tricolor enfrentou o Cruzeiro, no Arruda, em jogo único.

Em uma partida emocionante, mas marcada por reviravoltas e polêmicas de arbitragem, o Santa Cruz acabou derrotado por 3 x 2. Os tricolores reclamaram muito do primeiro gol mineiro, marcado por Zé Carlos, onde um provável impedimento não foi marcado. Assim, o Tricolor encerrou sua trajetória entre os quatro melhores clubes do país naquela edição histórica.

Anos seguintes (1976, 1977 e a campanha de 1978)

O Santa Cruz manteve sua força nacional por alguns anos após a histórica campanha de 1975. Em 1976, o clube voltou a conquistar o Campeonato Pernambucano e realizou uma campanha consistente no Campeonato Brasileiro, encerrando a competição na 11ª colocação entre 54 equipes, mantendo-se entre os times mais competitivos do país.

Na temporada seguinte, em 1977, o Tricolor pernambucano novamente mostrou regularidade em nível nacional. A equipe conseguiu repetir o bom desempenho e terminou o Brasileirão na 10ª posição, reforçando a imagem de um clube sólido, competitivo e respeitado.

Já em 1978, o Santa Cruz viveu mais um grande capítulo de sua história. O time chegou às quartas de final da Série A e finalizou a competição na 5ª colocação. Aquela edição ficou marcada por um feito histórico. Em uma única edição do Campeonato Brasileiro, no antigo formato, o Santa Cruz ficou 27 partidas sem ser superado, estabelecendo um recorde de invencibilidade consolidando aquele elenco como um dos maiores do futebol nordestino no momento.

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