Momento histórico da história coral, o Brasileirão de 1975 consolidou, ao Tricolor, a alcunha de “Terror do Nordeste”
Há 50 anos, o Santa Cruz vivia sua melhor campanha na história do Campeonato Brasileiro. O time que disputou aquele Brasileirão de 1975 é lembrado até hoje com saudosismo por várias gerações de tricolores, contando com a presença de vários dos maiores nomes da história coral.
O Mais Querido alcançou, ali, o 4º lugar do Brasileirão com uma campanha que bateu, fora de casa, adversários de peso. A vitória contra o Palmeiras por 3 x 2 no antigo Parque Antártica, e em cima do Flamengo por 3 x 1 em pleno Maracanã, são alguns desses resultados.
Foto: Arquivo Coral/Reprodução
Ídolos históricos do Santa Cruz que jogaram em 1975
Aquele elenco do Santa contava com grandes nomes, como o do ex-volante e ex-técnico Givanildo Oliveira. Ele é um dos maiores nomes que já vestiu a camisa coral. Vitorioso dentro e fora das quatro linhas
Além de Givanildo, os atacantes Ramon e Luís Fumanchu marcaram época. Na defesa, Levir (Culpi, que depois se tornou treinador) e Carlos Alberto Barbosa foram nomes de destaque também. A base da equipe titular tinha: Gilberto; Pedrinho, Mazinho, Orlando, Jurandir, Carlos Alberto Rodrigues, Givanildo Oliveira, Luís Fumanchu, Zé Maria, Levir Culpi e Ramon. Paulo Emílio era o treinador.
Campanha do Santa Cruz no Campeonato Brasileiro de 1975
Na primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1975, o Santa Cruz esteve no Grupo C e realizou 11 partidas contra adversários de peso do futebol nacional. O Tricolor enfrentou São Paulo, Vasco da Gama, Goiás, Internacional, Americano, Desportiva, Bahia, Náutico, Sport, CEUB e CSA, em uma sequência marcada pelo equilíbrio e pela competitividade típica do antigo formato da competição.
Ao longo dessa etapa, o Santa Cruz somou três vitórias, com triunfos importantes sobre Americano (4×1), Náutico (1×0) e CSA (1×0). Além disso, empatou cinco vezes, incluindo jogos diante de Vasco da Gama, Goiás, Bahia, Sport e CEUB, e sofreu três derrotas, contra São Paulo, Internacional e Desportiva. No total, o Tricolor marcou 14 gols e levou 12, mantendo saldo positivo de desempenho coletivo.
Com esses resultados, o Santa Cruz encerrou a primeira fase na 5ª colocação do Grupo C, somando 12 pontos, mesma pontuação de América-RN e Figueirense, ficando atrás nos critérios de desempate. A campanha garantiu a classificação coral para a fase seguinte.
Foto: Reprodução
Anos seguintes (1976, 1977 e a campanha de 1978)
O Santa Cruz manteve sua força nacional por alguns anos após a histórica campanha de 1975. Em 1976, o clube voltou a conquistar o Campeonato Pernambucano e realizou uma campanha consistente no Campeonato Brasileiro, encerrando a competição na 11ª colocação entre 54 equipes, mantendo-se entre os times mais competitivos do país.
Na temporada seguinte, em 1977, o Tricolor pernambucano novamente mostrou regularidade em nível nacional. A equipe conseguiu repetir o bom desempenho e terminou o Brasileirão na 10ª posição, reforçando a imagem de um clube sólido, competitivo e respeitado.
Já em 1978, o Santa Cruz viveu mais um grande capítulo de sua história. O time chegou às quartas de final da Série A e finalizou a competição na 5ª colocação. Aquela edição ficou marcada por um feito histórico. Em uma única edição do Campeonato Brasileiro, no antigo formato, o Santa Cruz ficou 27 partidas sem ser superado, estabelecendo um recorde de invencibilidade consolidando aquele elenco como um dos maiores do futebol nordestino no momento.










0 comentários