Dados foram revelados pelo executivo do Sport, Ítalo Rodrigues
O Sport começa a temporada de 2026 enfrentando um cenário financeiro delicado, marcado por dívidas acumuladas, salários atrasados e forte limitação orçamentária. Internamente, a diretoria trabalha com números que evidenciam o desafio para manter competitividade dentro e fora de campo. Atualmente, o clube acumula cerca de R$ 24 milhões em salários atrasados, valor que pressiona o fluxo de caixa e impacta diretamente o planejamento esportivo.
Além disso, o Leão da Ilha carrega um passivo de aproximadamente R$ 27 milhões referentes a compras de atletas ainda não quitadas. Esse montante inclui negociações como as de Rodrigo Atencio e Rivera, este último ainda em processo de saída do clube. Com a concretização da rescisão, a expectativa é de redução parcial desse débito.

Foto: Paulo Paiva/SCR
No que diz respeito à folha salarial, o Sport adotou uma política de contenção de gastos. Após fechar 2025 com uma folha mensal de R$ 6,2 milhões, o clube reduziu o valor para R$ 4,5 milhões em 2026. A diminuição ocorreu, principalmente, pela saída de atletas e pelo afastamento de alguns jogadores do elenco.
Mesmo com a redução, o cenário segue preocupante: dos R$ 4,5 milhões atuais, o clube consegue arcar efetivamente com apenas cerca de R$ 2 milhões por mês, o que reforça a necessidade de ajustes constantes e negociações internas.
O histórico recente da folha salarial mostra uma curva de crescimento seguida por retração. Em 2023, o Sport trabalhava com aproximadamente R$ 3,2 milhões mensais, número que subiu para R$ 4,4 milhões em 2024, alcançou o pico em 2025 e agora sofre um corte significativo.
Diante desse contexto, a diretoria rubro-negra tem adotado uma postura mais cautelosa no mercado. A prioridade é a contratação de jogadores com custos mais baixos, mas que apresentem potencial competitivo, buscando equilíbrio entre desempenho esportivo e responsabilidade financeira.
A temporada de 2026, portanto, se desenha como um período de reconstrução financeira para o Sport, com desafios que vão além das quatro linhas e exigem disciplina orçamentária para garantir estabilidade a médio e longo prazo.

Matheus Souto Maior, Sport – Foto: Paulo Paiva/SCR









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