O ex-mandatário, que renunciou ao cargo em dezembro, se defendeu das informações imputadas a sua gestão nesta terça-feira (6)
O ex-presidente do Sport, Yuri Romão, quebrou o silêncio e se manifestou publicamente para rebater as declarações do executivo de futebol Ítalo Rodrigues, que afirmou que o clube inicia a temporada 2026 com quase R$ 50 milhões em dívidas, envolvendo salários atrasados e débitos relacionados a contratações feitas em 2025.
Sport inicia 2026 com orçamento reduzido e R$ 24 milhões em salários atrasados
Em nota oficial, o ex-mandatário rubro-negro foi direto ao contestar os valores apresentados pela atual gestão e classificou os números como irreais.
“Foram divulgados números inflacionados e fantasiosos atribuídos à nossa gestão. Na transição, tudo foi demonstrado de forma clara, ampla e transparente. Qualquer informação diferente é uma inverdade”.
Um dos principais pontos rebatidos por Yuri Romão foi o montante de R$ 24 milhões em salários atrasados. Segundo ele, o valor não corresponde à realidade deixada ao fim de sua administração.
“O valor de R$ 24 milhões em salários não condiz com a realidade. Deixamos o clube no dia 12/12/2025, e o valor a ser pago a atletas correspondia à metade disso, cerca de R$ 12 milhões, referentes a duas folhas e duas imagens”, explicou.
O ex-presidente também destacou que sua gestão deixou encaminhadas novas receitas para o clube, contrariando a narrativa de colapso financeiro. Entre os exemplos citados, está o acordo com a nova empresa de ticketeria.
“Já havíamos fechado novos parceiros comerciais. Um exemplo é a nova ticketeria, BaladaApp, com um valor pendente para o clube de R$ 14,5 milhões”, revelou.
Além disso, Romão afirmou que o Sport estava próximo de firmar um acordo inédito para o Centro de Treinamento: “Por meio da Kappa, estávamos viabilizando um contrato importante e inédito de naming rights para o CT”, acrescentou.
Outro ponto criticado pelo ex-presidente diz respeito aos R$ 27 milhões divulgados como dívidas. Para ele, houve uma distorção conceitual por parte da atual gestão: “Fica claro que estão tratando ativos do clube como dívidas, o que evidencia descaso e incapacidade de gestão”, iniciou.
“Jogadores saindo de graça ou sendo dispensados, atletas sendo expostos publicamente e acusados de levar à torcida situações que deveriam ser resolvidas internamente. Esse não é o Sport que construímos”, completou.
Encerrando a nota, o ex-presidente reforçou sua disposição em colaborar com o clube e pediu responsabilidade no discurso: “Seguimos e seguiremos à disposição do Sport. Não é momento para discursos de ódio ou mentiras”, concluiu.
Confira a nota completa
Quando assumi o desafio de estar à frente de um clube do tamanho do Sport Club do Recife, me preparei, busquei parceiros importantes e, mesmo diante de um cenário adverso, trabalhamos do primeiro ao último dia exclusivamente pelo bem do Sport.
Dentro de campo, conquistamos três Campeonatos Pernambucanos e um acesso à Série A. Fora dele, promovemos a profissionalização de setores, realizamos investimentos em tecnologia e executamos melhorias estruturais na Ilha do Retiro e no Centro de Treinamento.
Havia um projeto sólido para o Sport, que precisou ser interrompido para pacificar um clube, apesar de tudo, avaliado por todos como viável administrativa e financeiramente.
Foram divulgados números inflacionados e fantasiosos atribuídos a nossa gestão. Na transição, tudo foi demonstrado de forma clara, ampla e transparente. Qualquer informação diferente é uma inverdade. O valor de R$ 24 milhões em salários não condiz com a realidade. Deixamos o clube no dia 12/12/2025, e o valor a ser pago a atletas correspondia à metade disso, cerca de R$ 12 milhões, referentes a duas folhas e duas imagens.
Além disso, já havíamos fechado novos parceiros comerciais. Um exemplo é a nova ticketeria, BaladaApp, com um valor pendente para o clube de R$ 14,5 milhões. Da mesma forma, por meio da Kappa, estávamos viabilizando um contrato importante e inédito de naming rights para o CT.
Sobre os R$ 27 milhões divulgados, fica claro que estão tratando ativos do clube como dívidas, o que evidencia descaso e incapacidade de gestão. Jogadores saindo de graça ou sendo dispensados, atletas sendo expostos publicamente e acusados de levar à torcida situações que deveriam ser resolvidas internamente. Esse não é o Sport que construímos, nem é esta a forma como trabalhamos nos últimos anos para conquistar respeito no mercado do futebol.
É verdade que tivemos um ano em que os péssimos resultados de campo não corresponderam às nossas expectativas, o que gerou uma frustração financeira significativa comprometendo diretamente o orçamento previsto.
Ainda assim, ao longo desses anos, construímos uma imagem de credibilidade, transformando o Sport em um clube viável, algo inclusive reconhecido pelo próprio atual mandatário em entrevistas concedidas antes de assumir o cargo.
Seguimos e seguiremos à disposição do Sport, sempre que for necessário. Não é momento para discursos de ódio ou mentiras.











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