Definição pode acontecer até o final de semana
Nos últimos dias, os bastidores da Ilha do Retiro foram tomados por especulações sobre um possível rompimento do Sport com a BaladAPP e uma eventual retomada da parceria com a Imply, antiga responsável pelo sistema de ingressos e pelo relacionamento com o quadro social do clube.
Em entrevista exclusiva ao NE45, o presidente rubro-negro, Matheus Souto Maior, reconheceu que a situação envolve sobreposição de contratos e que o clube ainda analisa, de forma cautelosa, os cenários jurídicos e financeiros antes de tomar qualquer decisão definitiva.
“Foi uma troca um pouco confusa. O contrato com a Emply foi aditado, acho que em outubro, se não me falha a memória. O outro contrato com a nova empresa de ticketing foi assinado em novembro, com previsão de entrada em operação agora em janeiro”, iniciou.
“Então a gente de fato ainda está em discussão com o jurídico e com o financeiro, para encontrar o melhor cenário para o Sport, analisando juridicamente de forma muito detalhada os dois contratos. E acredito que até o final da semana a gente deve ter uma posição em relação a isso”, completou.
A troca foi anunciada oficialmente no dia 27 de novembro, ainda pela antiga gestão, por meio das redes sociais do clube. Na ocasião, foi divulgada a parceria com a BaladAPP, empresa ligada ao ecossistema Ticketmaster, que assumiria a gestão de ingressos e do programa de sócios.
A antiga gestão já teria recebido R$ 4,5 milhões em antecipações, restando ainda R$ 14,5 milhões a serem pagos. No entanto, um eventual distrato com a BaladAPP pode gerar impactos financeiros relevantes. De acordo com documentos aos quais a reportagem teve acesso, a multa rescisória prevista no contrato pode chegar a R$ 30 milhões.
Paralelamente, o Sport também possui uma dívida considerável com a Imply, relacionada a adiantamentos financeiros realizados em anos anteriores, além de multa pelo encerramento antecipado do vínculo.
Ainda segundo a gestão anterior, a nova parceira de ticketing teria se comprometido a assumir os custos da rescisão com a Imply, no valor de R$ 1.550.000,00, além de R$ 2,7 milhões referentes à antecipação de receitas, totalizando R$ 4,2 milhões.
Versão da Imply
A Imply sustenta que possui contrato vigente com o Sport até 31 de dezembro de 2028. A empresa afirma ter realizado investimentos estruturais na Ilha do Retiro, incluindo a instalação de novas cadeiras no estádio, além de adiantamentos financeiros considerados expressivos. Com base nesses fatores, a prestadora avalia que a multa por rescisão contratual poderia alcançar cerca de R$ 20 milhões.
Nota da BaladAPP
Procurada pela reportagem, a BaladAPP informou que não recebeu qualquer notificação formal do Sport sobre alteração no status contratual e reforçou que o acordo segue em plena vigência. Em nota oficial, a empresa declarou:
Em relação ao contrato celebrado entre a BaladAPP e o Sport Club do Recife, posso confirmar que o instrumento foi regularmente firmado em 27 de novembro de 2025 e encontra-se em plena vigência.
A BaladAPP vem cumprindo integralmente todas as suas obrigações contratuais, tanto de ordem financeira quanto operacional. Neste momento, estamos em fase de implementação técnica da plataforma, rigorosamente dentro dos prazos estabelecidos contratualmente.
Por questões de sigilo empresarial e cláusulas de confidencialidade previstas no instrumento, não posso comentar sobre valores, condições específicas ou tratativas entre as partes.
O que posso afirmar é que a BaladAPP, como parte do ecossistema Ticketmaster, líder global em tecnologia para eventos e entretenimento, está plenamente comprometida em entregar ao Sport e à sua torcida uma solução tecnológica de excelência, que proporcionará experiência diferenciada aos torcedores e eficiência operacional ao clube.
Seguimos confiantes de que esta parceria representará um marco importante para o futebol pernambucano e para a torcida rubro-negra, que é a maior do Nordeste e merece receber o melhor de todos os envolvidos.”










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