Em carta enviada ao Conselho Deliberativo, Yuri Romão rebateu os números divulgados pela atual gestão
O ex-presidente Yuri Romão, se manifestou por meio de uma carta endereçada ao Conselho Deliberativo do Sport. No documento, o ex-mandatário contesta números divulgados pela atual gestão no último domingo (11), e classifica como “tendenciosa” e “irresponsável” a forma como a situação financeira do clube vem sendo apresentada.
Segundo Yuri Romão, há uma grave distorção de dados, especialmente no que diz respeito ao suposto passivo vencido do Sport, que teria sido divulgado nas redes sociais do clube na casa dos R$ 70,5 milhões. De acordo com o ex-presidente, os valores reais em aberto são significativamente menores.
Na carta, o ex-presidente detalha os débitos efetivamente vencidos até o dia 18 de dezembro de 2025, relacionados à folha do futebol profissional. Somando salários, direitos de imagem, bônus, férias e a primeira parcela do 13º salário, o montante totaliza R$ 15.429.181,21.
Além disso, registra separadamente o valor de R$ 413.842,00 referente ao FGTS do mês de outubro. Mesmo com esse acréscimo, Yuri sustenta que os números estão muito distantes do valor divulgado publicamente pela atual administração. Leia o documento completo: Carta ao Conselho Deliberativo.

Ex-presidente do Deliberativo Silvio Neves Baptista (à esquerda) e Yuri Romão (à direita) – Foto: Rafael Bandeira / SCR
Antecipação de receitas é contestada
Outro ponto central da manifestação diz respeito à alegação de antecipação de receitas. Yuri Romão rebate diretamente a informação de que o Sport teria antecipado cerca de R$ 100 milhões referentes à LFU (Liga Forte União).
Segundo ele, a operação se tratou de uma comercialização regular de direitos de transmissão, devidamente aprovada pelo Conselho Deliberativo e registrada nos balanços de 2023 e 2024. O ex-presidente destaca ainda que o modelo foi adotado por praticamente todos os clubes das Séries A e B do futebol brasileiro.
Caso BaladApp e contrato com fornecedora esportiva
Yuri também nega que o acordo com a empresa BaladApp configure antecipação de receitas. De acordo com o documento, houve um contrato de ticketing acompanhado de uma operação de mútuo no valor total de R$ 20 milhões, remunerado pela taxa CDI, sendo que apenas R$ 5,5 milhões efetivamente utilizados pelo clube são passíveis de restituição.
Além disso, o ex-presidente aponta que a atual gestão ainda teria direito a receber R$ 14,5 milhões, valores que estariam disponíveis ao clube. No caso da nova fornecedora de material esportivo, Yuri menciona o pagamento de R$ 500 mil em luvas, reforçando que esse tipo de receita não pode ser classificada como antecipação.
Críticas à atual gestão
Ao longo da carta, Yuri Romão critica o que chama de “narrativa de terra arrasada”, alertando para possíveis danos institucionais ao Sport. Ele cobra o uso responsável do Portal da Transparência e questiona a falta de movimentação da atual diretoria para acessar recursos que, segundo ele, já estariam disponíveis ao clube.










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