publicidade

CEO do Fortaleza e presidente do Conselho da SAF fazem balanço do primeiro trimestre de 2026

Fortaleza, CE, Últimas

Por Guilherme de Andrade

Por Guilherme de Andrade

Postado dia 27 de março de 2026

COMENTE

A coletiva aconteceu com as presenças de Pedro Martins e Bruno Cals, líderes da SAF do Fortaleza

Como prometido no começo da temporada, o Fortaleza realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (27) para fazer um balanço dos primeiros três meses de 2026. O CEO da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), Pedro Martins, e o presidente do Conselho de Administração da SAF, Bruno Cals, compareceram ao momento e buscaram esclarecer alguns assuntos, entre eles a montagem do elenco e a parte financeira. 

Pedro Martins ficou responsável por falar de assuntos mais relacionados ao campo de jogo. Em uma das suas respostas, o profissional comentou sobre o atual plantel de jogadores do Leão do Pici. Para ele, o grupo é totalmente capaz de levar o clube ao principal objetivo do ano: o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. 

“Na nossa avaliação, a gente conseguiu encontrar um elenco competitivo. A gente sempre vai trabalhar com a limitação orçamentária, e a gente precisa pagar esses jogadores que estão aqui dentro. Isso é fundamental. Na nossa avaliação esse elenco tem total capacidade de competir bem na Série B, de brigar pelo nosso acesso. E temos apostado muito na nossa capacidade de trabalho, de tirar o melhor dos nossos jogadores”, disse. 

LEIA MAIS | Fortaleza anuncia contratação do lateral-esquerdo Maurício Mucuri

Bruno Cals, por sua vez, comentou sobre a parte operacional, esclarecendo fatos sobre o caixa do clube e transparência de valores envolvendo contratações e saídas de jogadores, além das mudanças de alguns profissionais do estafe do clube. Em determinado momento, o líder, revelou o valor da atual folha salarial do Fortaleza para ressaltar a dificuldade que passaram neste começo de 2026. 

“A folha do Fortaleza na Série A do ano passado era muito alta. E fazer essa redução não foi fácil. Fortaleza tinha uma folha de mais ou menos R$ 12 ou R$ 13 milhões e está terminando esse trimestre com uma folha de R$ 5 milhões. Estou colocando números arredondados. Você aumentar uma folha de R$ 5 para R$ 13 milhões, é fácil. Você reduzir uma folha de R$ 13 para R$ 5 milhões, é muito difícil. Diante de todas as circunstâncias de mercado, nós fizemos tudo que pudemos para trazer jogadores e fazer venda ou empréstimo de jogadores que estavam aqui, pensando na realidade econômica que temos aqui”, frisou Bruno Cals. 

OUTRAS RESPOSTAS

Reconstrução do Fortaleza: 

“Essa reconstrução não é somente sobre dinheiro, somente sobre quantidade de atletas, sobre movimentações, mas é sobre forma de trabalhar e forma de entender essa nova realidade do clube. Entender a nova realidade do clube está, sim, em trabalhar no limite, se dedicar no limite, se esforçar e se entregar muito mais do que estava anteriormente, porque fazer mais com menos é a nova realidade do Fortaleza. Dito isso, dentro dessa lógica de pensamento, todas as decisões foram tomadas: saídas e chegadas de jogadores, saídas e chegadas de funcionários. Disputar a Série B é difícil para caramba. É muito difícil. E se a gente não entender esse nível de dificuldade, se a gente não entender a nova realidade orçamentária do Fortaleza, a gente não vai bater a nossa meta”, respondeu Pedro Martins. 

Thiago Carpini: 

“Eu posso dizer que ele tem sido um parceiro muito grande nesse processo. Vocês entenderam e viram como foi o início do ano do Fortaleza, com relação a quantidade de mudanças que fomos fazendo durante o Campeonato Cearense. Nenhum treinador gosta de passar por esse processo, e ele foi um parceiro muito grande nessa construção, porque ele foi adequando, ajustando a ideia dele, conforme as modificações no elenco foram acontecendo”, elogiou Pedro Martins. 

Continuidade do trabalho de Thiago Carpini e jogadores:

“Quando a gente fez o planejamento da janela estava claro e evidente que a gente tinha que escolher as melhores opções viáveis no aspecto econômico. E uma coisa que a gente deixou claro e foi um pacto que fizemos internamente é que a gente vai apostar no trabalho, na capacidade de melhorar os jogadores, na nossa rotina, no nosso dia a dia. O Fortaleza não pode se dar o luxo de ficar trocando jogadores a todo momento. O Fortaleza não pode se dar o luxo de ter 40 e tantos jogadores ao final da temporada. O Fortaleza não pode se dar o luxo de ficar trocando treinadores a todo momento. O que a gente está apostando e no que a gente está confiando é na capacidade do trabalho e em um projeto desportivo. Essa máquina de moer gente, é uma máquina de moer clubes também, porque a dívida sobe”, comentou Pedro Martins. 

Diogo Barbosa e João Ricardo:

“O Diogo ainda está nesse plano de discussão para rescisão. Foi uma negociação um pouco mais demorada e complexa em virtude da posição do jogador e do estafe dele. Isso ainda está caminhando. A gente ainda está procurando encontrar um equilíbrio com eles para tentar solucionar. Ele não está no plano desportivo, não está nas relações do Carpini. No caso do João Ricardo, é muito importante a gente dizer que ele está 100% apto, e está já há bastante tempo. O João, após ter uma negociação frustrada voltou e já foi relacionado. Então no plano desportivo, é um jogador que tem contrato com o clube e já foi comunicado ao Carpini que a decisão, a partir de agora, é com ele. Se ele quer colocar para jogar, se quer relacionar, a decisão é com a comissão técnica. O ajuste financeiro eu estou, ainda, na outra ponta com o empresário dele. Isso não tem nada a ver com o plano desportivo. Ele está apto e estamos contente de contar com o João no dia a dia”, revelou Pedro Martins. 

Dificuldade da temporada:

“Eu vejo pessoas que abrem mão da vaidade pessoal, do ego, para colocar o Fortaleza na frente. E quando as decisões acontecem desta maneira, ela não tem como dar errado. A gente vai balançar, chacoalhar, a Série B é difícil, não vai ser uma temporada fácil, não vai ser uma temporada bonita, não vai ter show de bola, mas a gente vai bater a nossa meta, porque quando você vê os valores que estão envolvidos nas tomadas de decisões, a gente está colocando o Fortaleza na frente. Isso é um ponto fundamental para o sucesso de qualquer organização”, Pedro Martins.  

Fortaleza está no verde?

“Eu escutei recentemente que torcedor não gosta de planilha verde, que o torcedor quer contratação, quer jogador. E a primeira pergunta que eu faço é: onde está essa planilha verde? Eu desconheço. Nós, pelo contrário, estamos em uma luta grande para viabilizar a estrutura que nós temos hoje, que por sua vez já é muito menor do que a do ano passado, seja no âmbito de futebol, seja no âmbito administrativo. O que nós fizemos aqui, em todas as decisões, elas sempre vão levar dois critérios exclusivos: técnico e financeiros. Não há critérios pessoais, emocionais e entre outros”, afirmou Bruno Cals. 

Escolha dos novos profissionais:

“Vamos acertar, vamos errar, mas o importante é que nós estamos aqui utilizando fundamentos técnicos, de profissionais que estão dentro do mercado com as suas expertises, e que isso possa, efetivamente, trazer uma contribuição e, principalmente, atingir o nosso objetivo principal do ano, que é retornar para a Série A do Campeonato Brasileiro”, concluiu Bruno Cals. 

Pedro Martins - Bruno Cals - Fortaleza

Foto: Afonso Ribeiro

0 comentários

PUBLICIDADE

TRENDING

publicidade