Thiago Carpini e Eduardo Barros, técnicos de Fortaleza e Cuiabá, foram expulsos após brigarem entre si na beira do gramado
O Fortaleza disputou mais uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro e de novo decepcionou o próprio torcedor ao sair de campo sem a vitória. Na noite desta terça-feira (31), o Leão recebeu o Cuiabá na Arena Castelão e apenas empatou em 0 a 0. Os nervos ficaram tão aflorados que até mesmo os técnicos de ambas as equipes foram expulsos após brigarem entre si. Em coletiva de imprensa, Thiago Carpini explicou a situação e afirmou apenas ter se defendido.
“Em relação à confusão, eu não vou nem me alongar. Poucas vezes eu fui expulso, poucas vezes eu criei algum tipo de atrito. Se todos viram, pelas imagens, quem que vem em minha direção de uma maneira bem impetuosa, desrespeitosa e proferindo palavras desnecessárias para nossa equipe, para o Fortaleza e para mim? Naquele momento eu me defendi e a imagem está bem clara. Eu afasto ele e saio da confusão. Quem sai da área técnica e vem ao meu encontro, querendo arrumar uma confusão, não fui eu, foi o Eduardo (Barros). Eu respeito também o Eduardo e está tudo certo, isso aí são coisas que acontecem, mas que não devem e não podem acontecer. Eu estava explicando ali a confusão que a arbitragem fez na hora da substituição. Eu estava explicando que o Ronald precisava voltar e veio um integrante do banco. E o resto da imagem vocês viram”, disse.
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Na súmula da partida, o árbitro André Luiz Schettino informou que expulsou o comandante do escrete vermelho-azul-e-branco por “trocar empurrões de maneira agressiva, agindo com brutalidade fora de sua área técnica, com o técnico adversário Eduardo Maciel de Barros, quando o jogo se encontrava paralisado”. A confusão persistiu até o túnel de acesso aos vestiários, quando “os dois técnicos tentaram se agredir, tendo que ser contidos por seguranças”, concluiu.

Foto: reprodução
VERSÃO DE EDUARDO BARROS
O comandante do Cuiabá, Eduardo Barros, também deu a própria versão do acontecimento e afirmou que o conflito se iniciou após uma “agressão gratuita” a um companheiro de comissão técnica por parte de Thiago Carpini.
“O momento de conflito se inicia porque vou defender um membro da nossa comissão técnica. Hoje, houve uma agressão gratuita a um integrante da minha comissão técnica e eu fui defendê-lo, como todos também foram defender. As imagens que estão circulando por aí não mostram o empurrão. Resgatem o empurrão que origina o meu movimento de ir para cima do treinador adversário. É a atitude do treinador adversário que gera minha reação”, explicou.
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